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Blog da Margarida

Blog da Margarida

16
Fev18

Coisas de mãe

Mãe: Lembras-te da X, aquela minha colega? Encontrei-me com ela e no meio da conversa, ela disse-me que a empresa dela vai começar a fornecer serviços para o laboratório onde tu trabalhas. Que coincidência.

Eu: Já não nos vemos há uns 20 anos. E disseste-lhe que eu trabalhava lá?

Mãe: Claro. 

Eu: Duvido que ela ainda me conheça no meio das 400 pessoas que lá trabalham.

Mãe (com a maior da naturalidade): Eu disse-lhe logo: "quando vires a menina mais bonita de todo o laboratório, é a minha filha".

 

 

Incrível como mesmo 28 anos depois, as mães continuam a olhar para nós como o bebé mais bonito do berçário. Se não há algo de mágico neste amor, não sei o que será então.

15
Fev18

Os filmes que tenho visto

Andei afastada de filmes durante uns meses, mas há lá coisa melhor para fazer nos fins de semana de Inverno, enquanto a neve cai la fora? Filme, manta e sofá tem sido o meu plano preferido das últimas semanas. 

Estive até ao fim do filme à espera da reviravolta que o iria tornar menos monótono - não aconteceu. Tinham ali uma grande história para trabalhar e o que fizerem foi apenas mais um filme de guerra aborrecido.

Vi o Kingsman 2 e fiquei sem vontade de ver o 1. Demasiado parvo até para uma comédia.

American Made valeu pelos dois anteriores. Muito ao estilo de O Lobo de Wall Street, faz-nos ficar colados ao ecrã de principio a fim, com a vantagem deste ser baseado em factos reais. 

Ainda não sei o que acho deste filme. Gostei da história e do enredo mas achei-o demasiado "cru" (talvez eu esteja a ficar demasiado sensível a determinados temas).

Bom filme para uma tarde chuvosa de domingo, ainda que tenha deixado demasiadas pontas soltas que deveriam ser pensadas quando se faz um filme de ficção.

The Man with the Iron Heart foi mais um filme sobre a II Guerra. De todos aquele que já vi, não está nos melhores nem nos piores mas aconselho a verem.

Este filme foi baseado em factos verídicos (são sempre os meu preferidos) e no final ainda aparecem os verdadeiros soldados desta história. Achei o filme muito semelhante ao Dunkirk mas este foi incomparavelmente melhor.

À exceção de todos os outros acima, este fui ver ao cinema no sábado. Claro que adorei, como quase todas as comédias francesas que vejo (não sendo eu fã de comédias típicas americanas, começo a achar que ninguém sabe fazer rir como os franceses). Este é o terceiro filme dos Les Tuche, mas já vi o segundo e é igualmente bom. 

 

15
Fev18

Os animais nos restaurantes

Esta coisa dos animais nos restaurante já vem a ser falada há muito anos, e claro que há sempre uma enorme indignação à volta do assunto. 

E quem não gosta de animais? E quem tem medo de animais? E quem tem alergia aos pêlos de animais, é obrigado a comer tostas mistas de pêlo? São estas umas das principais questões, e que muito bem, tem de ser discutidas. 

Aqui o cerne da coisa é quem tem de discutir estas questões, que não são nada mais, nada menos do que os proprietários dos estabelecimentos. São estes que têm de decidir que tipo de cliente querem atrair para o seu negócio dependendo se aceitam animais ou não. Contudo, haverão alguns pontos importantes a refletir:

  • Ser contra a entrada de animais em restaurantes é como ser contra o casamento homossexual. Se não têm nem gostam de animais, esta lei não vos afeta - só tem de escolher estabelecimentos que recuse a entrada dos mesmos. Não se ganha nada em boicotar a vida de quem é feliz com outra ideologia;
  • Quando se fala em animais, óbvio que se fala de cães. Ninguém vai tomar café com uma galinha na mochila, ou jantar com uma cabrita à trela. Quando muito, esta lei pode atingir os felinos, mas sendo dona e amante de gatos, garanto que não serão muitos;
  • Cães barulhentos ou agressivos, estou crente que serão raríssimas as vezes em que os vamos ver. Não por confiar no bom senso dos proprietários (porque depois de vários anos a trabalhar em clínica veterinária, deixei de acreditar nesse factor), mas porque ninguém vai gastar o seu rico dinherinho num jantar em que não consegue comer tranquilo com o cão que puxa a trela ou ladra ou tenta atacar alguém. Acredito que esses casos tentarão uma vez "experimentar" a nova lei, mas quando perceberem que um cão mal educado não permite duas garfadas seguidas sem incomodar, é certo e seguro que para a próxima o Bobby fica em casa; 
  • Esta semana fui ao Mcdonald's e vi uma senhora a mudar a fralda ao seu bebé em cima de uma mesa, enquanto toda a gente comia à volta. Não posso por isso dizer que toda a gente troca fraldas a bebés em cima da mesa nos restaurantes. Haverão sempre pessoas menos educadas ou os menos limpas, mas não podemos fazer disso regra;
  • O ideal seria dentro do mesmo restaurante haver zonas para clientes com animais e zonas sem, mas quando isso não for possível, o que não faltará em Portugal são cafés e restaurantes para quem quer/não quer jantar com animais ao lado;
  • Há 5 anos mudei-me para um país onde os cães podem entrar em todo o lado,excepto supermercados. A minha cadela desde bebé que anda de comboio, autocarro, vai a lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés (não só neste país, mas em vários outros da Europa central) e nunca tive o mais pequeno problema. Em Amesterdão recusaram-me a entrada por estar com aCamila, e sem dramas, procurei outro restaurante onde ela fosse aceite;
    • Já antes de mudar de país tinha um cão que ia regularmente comigo a cafés e restaurantes escolhidos a dedo por ter esplanada. Era um cão bastante grande do qual muita gente tinha medo (exatamente pelo tamanho), mas a maior parte das vezes ninguém dava por ele, já que ficava deitado aos meus pés por baixo da mesa ou da minha cadeira. Nunca tive problema ou chatice alguma; 
    • Um subponto aqui para aqueles que dizem que os cães no estrangeiro são mais educados: os cães são os mesmo em Portugal e na China. O que muda é a sociedade e o tipo de educação dada. Poder levar o cão a mais sítios é um bom começo para ter cães mais educados porque estarão mais habituados a todo o tipo de estímulos.

Portugal está a tentar evoluir em muitos campos e esta pequenina mudança é a prova disso. Haveria coisas mais importantes a fazer como o controlo dos animais abandonados e errantes, informação correta e credível sobre vacinação, desparasitação e castrações, controlo de registos de microchips (ninguém imagina o número de microchips que são colocados mas que não chegam a ser registados em nenhuma base de dados e sem esse registo o microchip de nada serve), entre muitas outras mas começar por permitir a entrada de animais em restaurantes e cafés é alguma coisa.

14
Fev18

Adiei o S. Valentim

Ele tinha um date inadiável com o Real Madrid e o Paris Saint Germain, e eu tinha um Happy meal do almoço e uma pizza de ontem ao jantar para aniquilar.

Porque não acho especial piada a este dia, e por minha vontade não o festejo - flores ao preço de ouro, restaurante cheios e mais pirosices do costume - adiamos o jantar romântico para a nossa típica saída de sábado à noite. 

Screenshot_20180214-205337.png

Acho que tomamos a decisão certa, já que o meu encontro com a passadeira correu melhor do que eu esperava. Com esta motivação, ainda volto lá amanhã para queimar por antecipação os mojitos do S. Valentim adiado...

08
Fev18

Basicamente, "estás a ficar velha!"

Uma pessoa acorda mais cedo para conduzir de forma segura até ao trabalho (devido às condicoes meteorologicas). Acorda tão cedo que se lembra que tem uma reunião mais importante hoje e decide pôr uma roupinha mais classy. Tem ainda tempo de passar um base, um blush e um rymel. Um toque de perfume e sente que pode dominar o mundo.

Qual é a primeira coisa que houve assim que entra na recepção? "Estás com um ar tão cansado. Tens umas olheiras enormes! Dormiste bem?".

 

07
Fev18

Ironias da vida

Ontem fiz pela primeira vez na vida um treino HIIT* porque os meus treinos estavam a ficar demasiado fáceis.

Hoje, ironicamente, só me vem à cabeça a expressão "HIITed by a truck" a cada movimento corporal efectuado.

 

*HIIT: High intensity interval training

 

06
Fev18

Eu adoro neve mas...

6:00 - acordar mais cedo para evitar atrasos devido ao nevão previsto para a noite passada

7:00 - sair de casa para tirar a neve do carro

7:20 - arrancar em direção ao trabalho

8:00 - avisar que vou chegar atrasada por causa da neve e do trânsito

8:20 - 5km percorridos numa hora

9:00 - 10km percorridos

9:15 - 12km percorridos em duas horas

9:30 - tendo em conta que ainda me faltavam 28km,e que àquele ritmo não chegava antes do meio dia, dei meia volta e liguei a avisar que ia pedir o dia de férias

10:30 - cheguei a casa novamente, sã e salva.

 

Depois de ter passado três horas na estrada, com tanta neve que fazia inveja ao Pirenéus, com o carro a fugir apesar dos pneus de neve, com a sensação de impotência perante a noção de perigo, depois de ver 3 acidentes  (nenhum deles grave), de ter gasto meio depósito no pára-arranca, sinto-me verdadeiramente arrependida por não ter ignorado o despertador esta manhã.

 

Eu adoro neve, mas será que dá para planear a sua queda apenas ao fim de semana, onde as pessoas tem mais tempo para perder na estrada e pelo menos podem aproveitar para ir passear e brincar com o manto branco? É que isto à semana não dá jeito nenhum...

02
Fev18

Misérias...

Imaginem que são milionários, não pelo dinheiro em si mas por tudo aquilo que vos poderia ser proporcionado. Férias de sonho. Viagem. Conforto. Luxos. Diversão. Festas ou descanso, como preferirem. 

Imaginem agora que são milionários desde que nasceram, e que nunca conheceram a vida de outra forma que não fosse a de ter prazer de tudo aquilo que faziam, ainda que tivessem noção que havia outras formas de viver menos "abastadas".

Até que um dia acordam e a vida mudou. Passam a viver uma vida de classe média com todos os seus esforços e preocupações associadas. Difícil,não é? Pois é assim que me sinto relativamente às restrições da minha nutricionista.

Eu sei que devia agradecer por ter comida na mesa e saúde para a comer, mas nasci portuguesa e cresci com uma das melhores gastronomias do mundo.

Como é que eu vou agora tirar prazer de um café sem açúcar e de umas bolachas de arroz, depois de já ter provado uma meia de leite com torradas para o pequeno almoço? Ou um iogurte light e uma peça de fruta que substitui um bolinho e um sumo a meio da manhã? Onde está a beleza de uma salada comparada com uma francesinha? Onde é que uma barrinha de cereais se compara a uns maravilhosos ovos moles? Que mais me vai provocar um orgasmo palatino para além de uma fatia de fidalgo (o pecado em forma de bolo)?

Não é o fim do mundo mas parece-me que me estou a deixar afetar demasiado por esta pobreza (ou miséria, digamos) calórica.

 

31
Jan18

31 de Janeiro

Hoje, 31 dias depois de todas as promessas e desejos feitos na última noite de 2017, acaba o primeiro dos doze meses do ano. E o que é que vocês  já fizeram para atingir os vossos objetivos? Fizeram mais exercício? Melhoraram a alimentação? Abriram uma conta-poupança? Deram inicio àquele projeto tão desejado?

Até ao momento, eu já:

  • cortei o meu cabelo pelos ombros, sem arrependimentos;
  • pus o mau feitio de lado e dei o braço a torcer numa birra familiar antiga que me andava a consumir demasiada energia;
  • ofereci-me um carro novo como recompensa pelo trabalho e objetivos atingidos em 2017;
  • atingi as minhas metas de exercício diário quase todos os dias;
  • iniciamos o processo de compra de um apartamento.

 

 

Não sei se para vocês funciona, mas pôr uma imagem com uma frase motivacional como fundo do telemóvel/computador ajuda-me a relembrar todos os dias dos meus objetivos e que a mudança parte de mim, que se repetimos as nossa ações ano após ano, nada vai mudar. Afinal, se usarmos sempre a mesma receita, não podemos esperar um bolo diferente, certo? 

30
Jan18

Para bem dos meus tornozelos

Diz a lenda que antigamente era preciso arranjar todos os pares de calças comprados para que ficassem à nossa medida. Pouco a pouco, isso foi mudando até as calças deixaram de trazer um metro de tecido extra em casa perna, e por isso mesmo, eu deixei de precisar de fazer arranjos para subir as bainhas. Fui feliz durante uns anos, em que era só comprar e usar, sem passar pela espera de uma semana na costureira.

O meu problema neste momento é que ainda ninguém disse ao senhores que fazem calças que podem parar de diminuir o comprimento das mesmas porque já não encontro um único par à venda que me tape os tornozelos! Adoro este estilo no Verão, seja com sapatilhas, sandálias ou sabrinas, mas de Inverno não tenho grande opção: ou ando cheia de frio com os tornozelos à mostra ou ando de botas de cano alto para esconder a miséria da falta de pano. 

Senhores que fazem as calças, eu sei que se pouparem 10cm a cada unidade, em 10unidades conseguem 1m de tecido extra, mas por favor, deixem lá de ser forretas pelo bem dos tornozelos das pessoas friorentas.

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