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Blog da Margarida

Blog da Margarida

15
Dez17

Muita'Karma

Saí do trabalho decidida a ir ao ginásio, já que ontem meti folga por motivos de força maior. Entretanto, liga-me o homem a lembrar que hoje era o jantar de natal da empresa, por isso teria de ir sozinha. Ainda que prefira ir acompanhada, não é isso que influencia a minha assiduidade: só teria de passar por casa para pegar no saco de desporto.

Mas no trajeto começou a nevar, o que provocou filas e trânsito intermináveis. Cheguei a casa tardíssimo, gelada, aborrecida, cheia de fome e sem vontade alguma de ir correr.

Como me tenho andado a portar bem, decidi aproveitar a noite só para mim: banho de imersão para relaxar e um serão de séries às luzes do pinheirinho, na companhia dos meus quatro patas; como diria o tio Clooney, "what else?".

Já com o banho tomado, o pijama vestido, torradas e leite no bucho, luzinhas a piscar, velinhas a aromatizar o ambiente, com a manta a cobrir-me as pernas - qual cenário idílico para uma noite invernal -, meto uma goma à boca e parto um dente. Sim, parti um dente a comer uma goma!

Sr. Karma, estou muito arrependida e prometo amanhã ir ao ginásio para demonstrar o meu arrependimento (se arranjar um dentista com vaga logo de manhãzinha), mas podia ter arranjado outra forma de mandar aqui a lontra ir fazer exercício.

Será que é só comigo que o universo comunica desta maneira? Não sei se o castigo foi pela preguiça ou pela gula, mas gabo-lhe a originalidade (sem grandes sorrisos, devido às circunstâncias).

15
Dez17

Feliz Natal!

Mesmo que o espírito de Natal ainda não me tenha batido à porta, fecho mais cedo para férias e vou ter com aqueles que me aquecem o coração. 

Para vocês, todo o amor do mundo e muita saúde é o que vos desejo: estes são os ingredientes para a realizacão de todos os sonhos*! Feliz Natal!

 

*E não, não me estava a referir aos sonhos de comer, seus gulosos!

 

14
Dez17

Caramba, consegui!

Tinha pensado num post bonito e estruturado para o dia de ontem, mas tal não me foi possível.

Quem me segue há muito, muito tempo, sabe como o meu trabalho e vida profissional são importantes para mim. Tenho a impressão que já contei isto milhões de vezes, mas eu estava no primeiro ano de enfermagem quando decidi que devia desistir do curso que me tinha sido "imposto" e correr atrás dos meus sonhos. Em poucos meses percebi que não era aquilo que me ia fazer feliz até à idade da reforma e decidi ainda ia a tempo de tomar outro rumo - o meu rumo. 

Decidi mudar para um curso "mais fraco", que não tem (ainda!) peso nenhum na sociedade e que toda a gente diz ser apenas "mais um curso". Foi complicado fazer principalmente com que os meus "paitrocinadores" aceitassem esta mudança, mas lá no fundo, eles tinham-me como uma adolescente sensata, mais teimosa que uma mula, e que sempre soube bem aquilo que queria. 

Acabei por mudar para o meu curso (Enfermagem Veterinária), e logo nas férias grandes do primeiro ano arranjei trabalho numa clínica espectacular com uma mega variedade de casos clínicos em que tive oportunidade de experimentar várias valências da minha área: animais de companhia, animais exóticos e zoo. Gostei tanto que lá fiquei até acabar o último ano, e ainda que tivesse tido a oportunidade de agarrar logo ali um trabalho que adorava, que aquelas pessoas tenham ficado para sempre no meu coração e que as veja como "mestres", algo me disse que eu não iria ficar por ali. Acabei a minha licenciatura em Janeiro e em Março emigrei.

Cá cheguei cheia de sonhos e de vontade de trabalhar, mas rapidamente me foi demonstrado que o meu português e inglês não seriam suficientes para arranjar um trabalho na minha área, sendo que o meu curso nem é reconhecido cá. Ou desistia ali ou continuava a tentar.

Fui agarrando aquilo que consegui pouco a pouco: trabalhei nas limpezas, o qual foi o trabalho mais duro que já tive na minha vida mas que era fundamental para pagar as despesas. Foi duro fisicamente, mas ainda mais duro porque ninguém se digna a dar um boa tarde ou um bom dia a uma empregada de limpeza. Lembro-me de ficar com as lágrimas nos olhos por me sentir tão insignificante ao ponto de não merecer um simples cumprimento. Pensei tantas, mas tantas vezes em desistir, mas cada vez que eu achava que já não aguentava mais, lá vinha a vida com alguma surpresa para me dizer que ainda não era hora. 

Continuei na luta como desde o primeiro dia, aprendi dois idiomas novos e contra todos que diziam que eu não ia conseguir (por vezes, também eu própria), fui encontrando trabalhos melhores e outras portas foram-se abrindo. 

Ontem, quatro anos e meio depois de cá ter chegado, assinei o meu contrato de efectividade no Laboratório Nacional de Medicina Veterinária. Ontem assinei um contrato com a função pública num outro país que não o meu, e se poderia estar feliz por ter finalmente encontrado reconhecimento e estabilidade, a única coisa em que consigo pensar é que consegui.

Consegui. Consegui sozinha. Sem cunhas, nem conhecimentos porque o meu leque de conhecimentos neste país é mais do que reduzido. Consegui fazer parte dos 0,1% dos emigrantes que cá tem esta oportunidade. Consegui por mérito próprio chegar onde nunca sequer ambicionei estar. 

Eu sou a mesma pessoa que substituía rolos de papel higiénico e papel de secar mãos no shopping nas tardes de fim de semana, que trabalhou 16h por dia continuamente até desmaiar e ir para o hospital, que aproveitava cada bocadinho de conversa para aprender até as expressões mais simples numa língua nova. Nunca me irei esquecer disso, mas hoje estou verdadeiramente orgulhosa de mim. Caramba. 

 

PS: Por favor, façam o favor de dizer um simples "bom dia" às senhoras da limpeza. Acreditem que algo tão simples como isso pode transformar o dia de alguém. 

 

 

13
Dez17

Oh happy day!

O senhor das barbas brancas e o menino Jesus este ano juntaram-se e decidiram entregar os presentes lá de casa com alguns dias de antecedência. No mesmo momento em que peguei no telefone para ligar ao senhor meu marido a dizer que finalmente tinha assinado o tão desejado contrato efectivo no melhor emprego que tive até hoje, recebo uma chamada dele a dizer que conseguiu a promoção com a qual sonhava à tanto tempo. 

Poderia ligar estes dois factores ao nosso empenho e esforço, ao tempo e dinheiro investido em cursos e formações, mas gosto de acreditar que isto é também a magia do Natal a fazer acontecer. 

 

 

 

11
Dez17

Metade de mim é fit, a outra metade é fome #2

Um dia vou ao ginásio e corro 10km em 56minutos, fora aquecimentos. No dia seguinte vou jantar ao Mcdonald's e enfardo um mcmenu médio*. 

Já aqui disse e volto a repetir que a culpa é toda do meu signo - balança -, somos pessoas indecisas por natureza. Não há nada a fazer...

 

*Valeu-me o peso na consciência para não chegar à loucura de comer sobremesa.

07
Dez17

Ajudas cabelenianas

Esta semana recebi em menos de 10 minutos os dois telefonemas mais esperados do ano, que me confirmaram o bom encaminhamento de dois projectos muito ambicionados (falarei deles mais à frente, se tudo correr bem e as coisas passarem do telefone para papeis assinados). Esses projectos vão marcar uma viragem na minha vida, e algo me diz que é uma boa altura para completar tudo que quero mudar e deixar 2017 marcado como "o ano da mudança". Já mudei de casa, já mudei de carro, ando há uns meses a tentar mudar o meu peso sem sucesso, e tenho sonhado com cortes de cabelo (estranho, eu sei).

Ora sonho que vou cortar ao cabeleireiro para o cortar, ora sonho que cortei eu sozinha em casa, ou mesmo que alguém próximo agarra numa tesoura e me corta o rabo-de-cavalo. Segundo uma pesquisa rápida no google (não acredito nestas coisas mas uma curiosidade mórbida faz-me sempre ir ver estes "significados"), parece que este tipo de sonho está mesmo ligado a mudanças na vida, mas há coisas que eu ainda não sei se estou preparada para mudar: eu uso o mesmo "penteado" desde os meus 10 ou 12 anos: comprido, liso, com madeixas e escadeado.

Já por duas vezes cortei o cabelo pelos ombros (em 2013 e em 2015) e tal como acontece a toda a gente, no dia acho espectacular e umas semanas depois, arrependo-me. Claro que não tenho outra solução a não ser habituar-me e esperar mais dois anos para que ele volte ao tamanho "normal", já que para mim ass extensões estão completamente fora de questão.

Por outro lado, e porque o meu lado naturista tem cada vez mais peso nas minha decisões, já me apeteceu deixar de pintar e assumir a minha cor natural. O problema é que já fiz essa tentiva - pintei o cabelo da minha cor natural para acabar com as madeixas -, e gostei tanto (NOT!) que no dia seguinte estava no cabeleireiro para voltar ao meu loiro. O meu cabelo é castanho e como estou habituada a ver-me com o cabelo claro há tantos anos, parecia que tudo na minha cara tinha ficado repentinamente escuro e sombrio.

Também aqui, pesa a questão da saúde do cabelo - viver num país congelante, com a água mais calcária de todos os tempos faz com que (mesmo com máscaras e produtos de protecção) as minhas pontas tenham um ar de vassoura. Pensei então, que se deixasse de o banhar em químicos a cada quatro meses, talvez ele ficasse mais forte. 

Marido diz (e a opinião dele é sempre importante) que em equipa que ganha não se mexe, portanto para ir lá cortar as pontas e problema resolvido, mas esta solução não me satisfaz. Usem a vossa solidariedade feminina e ajudem com soluções: eu prometo que vou investigar todas as opções (mesmo aquelas que tiverem nomes técnicos estranhos como ombré ou balayage*). 

 

*Note-se que já andei a estudar o assunto.

06
Dez17

O mistério das chaves

O meu trabalho mudou de instalações o mês passado mas por questões de logística, todos guardamos as chaves do antigo local. Se eu nunca na minha vida tinha perdido umas chaves (nem de casa, que já tenho desde muito tenra idade), óbvio que tinha de acontecer com as chaves do trabalho.

Para mais, eu trabalho num serviço publico, onde pôr um simples prego na parede envolve todo um filme burocrático de pedidos e autorizações aos serviços de administração, portanto nem queria imaginar o que esperar quando eu informasse que teríamos de mudar todas as fechaduras do edifício. 

Eu sou a pessoa mais "cabeça no ar" que conheço e tenho sempre coisas em lugar incerto, mas a verdade é que tudo acaba por aparecer mais cedo ou mais tarde. Posto isto, decidi informar os meus chefes que as minhas chaves estavam em lugar desconhecido, mas seria uma questão de tempo até elas aparecem, e que poderíamos esperar umas semanas até assumir que elas estavam realmente perdidas (até porque não estavam a fazer falta alguma). 

Também já aqui vos falei do meu gato: o meu "Sopas de tomate", de seu nome oficial Hayana Gazpacho, mais conhecido por Gaspar, ou Gaspas, ou simplesmente, Gordo.

O Gordo é o gato mais meigo e querido do mundo, e quando vos digo do mundo, poderia dizer até do Universo, porque - acreditem em mim, eu conheço muitos gatos - nunca vi nenhum como este. Quando fazemos o seu check-up anual, temos praticamente que o meter debaixo de uma torneira de água porque não há outra forma de o fazer parar de ronronar, e com o ronrom, não conseguimos avaliar o coração. Nem por estar em cima de uma mesa de veterinário, nem de barriga para cima, nem com gel de ecografia frio na pele, ele acalma o seu motor de mimo. 

É um gato fácil de lidar (deixa dar banho, limpar orelhas, cortar unhas no maior relax), vem quando chamamos o nome dele, pede colo e dá beijo como se fosse um cão. É muito limpinho, calmo e nunca faz asneiras. Costumo dizer que o Gaspas é o gato perfeito, e que se todos fossem assim, haveria mais pessoas com gatos do que com cães.

Mas, e há sempre um "mas", ele é cleptomaníaco e não pode ter acesso à minha bolsa: os seus principais alvos são lenços de papel e canetas, mas se tiver um pacotinho de bolachas ou barra de cereais, também marcha.

Já prevendo que o desaparecimento das chaves poderiam ter sido obra do Sr. Gaspar, virei a minha casa ao contrário, chegando até ao ponto de desmontar o sofá, e nada de chaves, mas afinal, eu sou desorganizada e o porta-chaves em metal não é o típico objecto que os gatos gostem de pegar com a boca, logo seria mais provável que culpa fosse minha. Até que hoje de manhã fui buscar mantas lavadas para trocar as deles e ouvi lá no fundo, um barulho de metal. Ali estavam as minhas chaves, dentro do armário, atrás das mantas e cobertores dos meus quatro-patas. 

Para além do alívio, acho que a minha sorte é trabalhar num laboratório veterinário, cheio de amantes de animais, que a cada traquinice como esta, me respondem sempre com um "Ohhhh, tãããão fofo!".

 

30
Nov17

Onde anda o meu espírito natalício?

Eu sou o Natal em pessoa, não há outra forma de explicar. Adoro tudo que tenha a ver com o Natal, especialmente a música que faço questão de ouvir o ano todo e das quais sei a letra de cor. Sou a pessoa a quem todos dizem: "está quase aí o a tua altura preferida!" ou "já vi decorações de natal nas lojas, lembrei-me logo de ti!". Quem me é próximo diz que pensando em Natal, pensam imediatamente na Margarida e nas suas camisolas natalícias. 

E o que eu adoro as luzes, e os pinheirinhos e "pinheirões" enfeitados por todo o lado! Os meus olhos brilham só de pensar nas visitas aos mercados de Natal cheios de barraquinhas de produtos home-made, docinhos tipicos, vinho quente e música, muita música. E o frio, as lareiras, as famílias juntas, a comida - ai, a comida -, e os doces - ai, os doces!

Mas este ano não sinto nada disto. Nadinha. Nem uma pontinha de espírito natalício. Ainda não fiz a árvore nem tenho vontade de a fazer. Não comprei nenhuma decoração para casa, não fui ao mercado de Natal que já abriu ao pé de casa, nem pensei em prenda alguma, nem mesmo na minha!

Tenho-me auto-flagelado com as minhas musicas preferidas nas viagens de carro mas nem para isso tenho paciência. Digam de vossa sentença: acham que é grave? Devia ir ao médico para perceber qual peça tenho avariada? Ou isto é só aquela coisa da idade que faz com que tudo perca a sua magia?

29
Nov17

Há coisas que nunca mudam

Andava há semanas a desculpar-me com o frio e a chuva para não ir correr. Que me desculpem os meus amigos nascidos neste frio polar, mas por mais que me digam que a meteorologia não importa desde que tenhamos o equipamos adequado: eu não nasci para correr na rua com os termómetros abaixo de 5°C.

Para evitar a tragédia do ano passado em que não fiz praticamente nada durante todo o Inverno pelo mesmo motivo, decidi este ano inscrever-me num ginásio ao pé de casa. É super perto, é barato, é limpo e está aberto até às 22h (não há desculpas mesmo que as procure). 

Pela quantidade de passadeiras que lá tem (metade do ginásio são aparelho de cardio!), acredito que não fui a única a inscrever-me apenas para ir correr indoor, e que cada vez mais as pessoas procuram os ginásios para outras actividades que não a típica musculação.

Também pensei em comprar uma passadeira para pôr em casa mas se por um lado aquilo é coisa para fazer bastante barulho e incomodar os vizinhos, por outro, conheço-me bem o suficiente para saber que o treino ia ficar sempre para "amanhã" - assim, assumi comigo que lá tinha de ir pelo menos 3 vezes por semanas e até agora tem corrido bem.

Contudo, esta semana chega a neve e já antevejo diminuição da motivação mas se há coisa que aprendi em ginásios durante largos anos que os frequentei, é que há coisas que nunca mudam: não temos vontade de ir, mas saímos sempre de lá orgulhos e mais felizes que nunca. Bendita endorfina e serotonina!

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