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Blog da Margarida

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22
Jul12

A razão da minha falta de amizades

Podia contar pelos dedos de uma mão quantos amigos tenho, e ontem o número ficou ainda mais reduzido. Soube de uma "suposta" amiga, andou a falar de mim a torto e a direito. Mas afinal, isto é tão coisa de gaja que já devia de estar habituada! Andamos sempre com mesquinhices, se não gostamos da pessoa X achamos que todos os comentários dessa pessoa são "bocas", e estamos sempre a criticar tudo. Até aqui eu não sou diferente, a minha diferença perante as restantes "gajas" é que se eu não gosto, não como, ponto final. Não ando para trás e para a frente com uma pessoa que eu não goste, a ir tomar cafés, ir para a praia, ir ao cinema onde somos todos muito amigos, e no dia seguinte toca a criticar, qual beata de 70 anos.

Por muito triste que seja, eu sei a origem desta treta toda, que é uma coisa bastante incómoda conhecida por "dor de cotovelo", e não estou a ser egocêntrica. Não sou perfeita, ninguém é, e também tenho dor de cotovelo de algumas pessoas (acho que acontece com toda a gente). Mas que culpa é que eu tenho se a vida me proporcionou aquilo que tenho? Tenho 22 anos, apesar de não ser nenhuma miss tenho plena consciência que sou algo bonita e até jeitosinha, vivo com o meu namorado à dois, estudo o curso que sempre quis, não trabalho porque felizmente os meus pais podem-me sustentar, tenho um carro, tenho um cão, tenho uma gata, mas acima de tudo sou imensamente feliz. 

Agora, porque raio não podem as pessoas viver com isso? Porquê que tem de haver sempre comentário mesquinhos e estúpidos quando não há mais nada para dizer como "ah, tem tanta coisa e é uma palerma que não sabe cozinhar" (isto depois de ter vindo inúmeras vezes jantar a minha casa, comida feita por mim), "pois, assim é fácil, é a mãe que a sustenta" (isto dito por uma pessoa que também estuda, e que é o pai que a sustenta. Super diferente, não é?), "Coitado do namorado, é mesmo uma anti-social, ela nunca quer ir a lado nenhum!" (pois, com amigos destes acho que fico melhor sozinha em casa).

Apesar do tom irónico do post, confesso que foi como se tivesse levado uma chapada quando soube. Fiquei atónita durante horas, e chego à conclusão que talvez o defeito seja meu porque numa chatice à sempre razão dos dois lados, mas seja de quem for, eu não fui feita para me relacionar com pessoas. 

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