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Blog da Margarida

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13
Set12

Emigração

Não sou mais do que ninguém por isso cá estou eu (ainda não licenciada, faltando-me apenas a defesa do relatório), em casa à duas semana após termino do estágio e do emprego de Verão, e já com sintomas depressivos. "E se não arranjar emprego?", "E se as coisas não melhoram neste país?", "O que vou fazer se ganhar o salário mínimo?", "Será a emigração a solução?". Eu sei que são duas semanas só, e que eu tenho sempre o factor sorte que me acompanha (nasci com o rabo virado para a lua, como se costuma dizer aqui) mas as incertezas assombram.

Sair do meu país é uma questão que só irei colocar em última hipótese, porque gosto de cá estar e viver, e devo ser das poucas pessoas neste momento que não acha que a felicidade se faz apenas de dinheiro. Não há dinheiro que pague um passeio pela praia, não há dinheiro que pague vivermos num sítio onde falamos a nossa língua, onde percebemos as músicas no rádio, onde conhecemos tão bem a cidade que nascemos como a palma da nossa mão. Sei pela experiencia dos meus pais que trabalhar noutro país não é o mundo cor-de-rosa que agora toda a gente equaciona.

Por outro lado, não me parece justo trabalhar 8horas por dia, 22dias por mês para receber 397€. Não me lixem com a história que vivemos acima das nossas possibilidades, mas isso não chega nem para sobreviver, quando mais para juntar dinheiro para casar, ter uma casa, uma família, um futuro...

Enfim, ainda não se foram as preocupações de estudante e já outras apareceram. Vai ser sempre assim a partir de agora, não vai?

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