Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blog da Margarida

Blog da Margarida

19
Mai13

A Religião do meu ponto de vista

Como ateísta que sou, se há coisa que me faz confusão é as pedinchiches dos religiosos. Acredito que muitas das vezes não será mais do que hábito/cultura/expressões, mas meter Deus "ao barulho" por futebol? Por negócios? Por intrigas? Ou por um rol enorme de outros motivos banais?

Quantas vezes ouvimos "XYZ há-de acontecer, se Deus quiser!", "Deus está do nosso lado", ou ainda quando as coisas correm a feição dos pedidos: "Deus não dorme! Cada um tem o que merece".

Eu não acredito em Deus (em nenhum), mas acho que se acreditasse teria vergonha de fazer este tipo de pedidos. Incomodar algo tão grandioso, tão poderoso, com tantos problemas GRAVES neste Mundo para resolver por questão clubísticas (que no dia de hoje é o que mais se vê no facebook) ou outra coisa qualquer do mesmo valor?

Será que se esse Deus existe, não acabará por castigar essas pessoas que nele acreditam, que lhe rezam, que o veneram, e que o chateiam para que as cuscuvilhices da amiga da prima sejam descobertas, enquando ele está ocupado a preparar um milagre para salvar o filho do vizinho de uma doença terrível? Ou essas mesma pessoas acham que se forem a Fátima uma vez no ano e se lá se confessarem, os pecados serão absolvidos? 

Será que por cada prece feita por um crente, um luz se acende num enorme painel como mapa mundo no escritório do "Criador"? E que essa luz varia consoante a intensidade do pedido? Como número de pedidos feitos para a mesma causa? Ou pela gravidade da situação? É que ser Deus também deve ser complicado, deve ser trabalho com muitas dores de cabeça. Agir primeiro para uma criança que reza por comida, ou agir perante milhões de pessoas que pedem simultaneamente a vitória do seu clube? E em casos de pedidos opostos de dois crentes para o mesmo caso, ele intercede por quem? Por quem tem mais razão ou por quem lhe reza mais?

Realmente não acredito em nada disto. Acredito  "un petit peu" em sorte. Não em toda a sorte porque as coisas não caem do céu. Acho que grande parte da nossa sorte somos nós que a fazemos com o nosso trabalho, esforço e atitudes. Mas sim, de vez enquanto aparece algo de bom sem implicar o mínimo esforço. E contínuo sem acreditar que seja obra de Deus, porque se assim for, isso não é mais do que uma injustiça divina. Dar tanta coisa a quem não acredita nele, com tantos fieis a pedir-lhe não mais do que condições para sobrevivência. 

Já tive longas conversas com crentes de verdade (não aqueles que acham que ser crente é ir à missa), e eles têm resposta para todas as minhas dúvidas. O meu problema continua a ser a ambiguidade dessas respostas. Por isso continuarei a ser ateísta até ver as minhas questões eliminadas com respostas lógicas, ou quem sabe, até ao dia em que o meu consciente achar que a fé deve ser superior à lógica. Afinal, ninguém sabe o dia de amanhã.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D