Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog da Margarida

Blog da Margarida

31
Ago12

Fases de uma relação

Fases de uma relação, roubado do Caderno de Pensamentos.

  1. A fase da luz. Aquele momento em que passamos a fazer tudo e mais alguma coisa de luz acesa, sujeitos a toda e qualquer imperfeição que daí possa advir.
     
  2. A fase do andar. Consiste em sairmos da cama nus, andarmos pela casa nus, etc etc, sempre nus. Coisa que implica expôr o nosso corpo num cenário não-sexual, o que pode envolver a percepção de certos detalhes menos agradáveis da nossa anatomia por parte do outro.
     
  3. A fase do ralhete. Quando já não é humilhante levar um ralhete de alguém à frente daquela pessoa.
     
  4. A fase do xixi. É relativamente fácil de passar. Trata-se de quando já conseguimos fazer xixi à frente um do outro (e, embora à primeira vista não pareça, é mais difícil para os homens passarem por essa fase, porque quando eles fazem xixi é uma coisa muito mais explícita e visível do que quando somos nós).
     
  5. A fase da cera. Quando não há problema nenhum quando eles assistem à nossa depilação ao buço.
     
  6. A fase dos pêlos. Quando nós, mulheres, já conseguimos perfeitamente estar confortáveis com os nossos homens, mesmo quando parecemos um macaco. E isso inclui esticar as pernas não depiladas para cima do colo deles quando estamos de calções.
     
  7. A fase do período. Trata-se de quando tudo o que tem a ver com a nossa menstruação deixa de ser um problema ou uma coisa a esconder, e passamos a conseguir falar das nossas cólicas menstruais ou trocar um tampão/penso higiénico à frente dele.
     
  8. A fase do sono. Dormir com alguém é uma coisa muito bonita, mas implica algum à-vontade. Afinal de contas, é quando dormimos que deixamos de ter controlo no que toca aos barulhos que fazemos (gases e ressonar incluídos) e que já não parecemos tão perfeitos. Coisas como dormir de boca aberta, ressonar, só conseguir dormir com determinado objecto, mexermo-nos muito, etc., são pormenores que só conseguimos mostrar quando estamos realmente confortáveis com a outra pessoa.
     
  9. A fase do cócó. Esta é uma barreira que pode levar anos a ultrapassar. É como a do xixi, mas muda o que se faz, obviamente.
     
  10. A fase do papel higiénico. "Amoooor, traz-me papel higiénico!" é uma frase que nem todos têm à-vontade suficiente para proferir. Tal como nem todos têm à-vontade (ou coragem, vá) suficiente para efectivamente ir lá levar papel higiénico.
24
Ago12

Hoje foi o dia

De cair no meio da rua. Ia a correr com o B., tropecei não sei em quê, andei a "nadar" no ar durante aqueles dois segundos que parecem duas horas, ele agarrou-me pelo braço, mas o inevitável aconteceu: anca, costas e braço no chão. Ele ajudou-me a levantar, e rimo-nos sem parar. Gozou comigo por não saber cair, e eu insisti que ele me tinha empurrado (not true) quais duas crianças. Por mais parvo que pareça, foi uma bela maneira de começar o dia.

24
Ago12

Não me lembro de ter falado na chuva

Falei sobre Verão e Inverno, até mesmo no calor, mas não me lembro de ter falado em chuva. Muito menos chuva com CALOR! É que isto não faz sentido nenhum... Eu até simpatizo com a chuva,mas só se ela vier com temperaturas abaixo dos 10ºC. Acorda uma pessoa toda contente porque vê o céu cinzento e pensa "hoje vai chover", e depois trás o cão à rua e está bom é para andar de t-shirt. E as minhas leggins? E os meus camisolões que tenho tantas saudades de vestir? E os meus planos de sábado embrulhada numa manta polar em frente à televisão? Não pensas nisso, S. Pedro? Vai lá pensar no assunto, que hoje é sexta e ainda vais a tempo de mudar de ideias.

 

PS: Não te lembres também da trovoada, que o meu cão morre de medo, sim? Gracias.

22
Ago12

Eu até gosto do Verão, a sério que sim...

Das noites quentes (sem serem abrasadoras), das roupas leves e reduzidas, dos dias divertidos de praia e piscina, de andar de sandálias, dos gelados na esplanada, do tom moreno na pele... Sim, eu gosto disto tudo, só não sei porquê que gosto mais do Inverno. Guarda-chuvas, fins-de-semana de confinamento em casa ou no shopping, o frio e a humidade, 5 camisolas vestidas mais casacos (que eu sou uma pessoas bastante friorenta) são as maiores desvantagens da estação, mas eu sou uma pessoa de Inverno. Não há nada para mim como sair de casa de manhã e inspirar profundamente um ar tão frio que nos congela quase até aos ossos, é uma sensação de liberdade, de pureza inigualável. E o leite quente pela manhã, haverá coisa melhor? E os montes de cachecóis e golas que posso usar e abusar todos os dias? E dormir em conchinha porque o calor nunca é demais? E os serões de sábado à noite com os amigos a enfardar castanhas assadas até às 4h da manhã? E o meu aniversário?

Meu querido Inverno, não quero que te apresses, deixa o Verão brilhar enquanto é tempo dele, mas tu não estás esquecido. E quando chegares serás muito bem-vindo. 

19
Ago12

Quantas horas tem o dia?

A maior parte das vezes queixo-me da falta de tempo, e das poucas horas que tem o dia. Hoje pelo contrário, o dia foi tão bom que às 5h da tarde cai na cama como se de madrugada se trata-se.

Vejamos, às 8 da manhã acordamos para o B. saltar de pára-quedas (a minha prenda de aniversário para ele). Foi divertido, intenso, único para ele e demorado também, com muita adrenalina e emoção que acabam por cansar corpo e mente.

Às 13h estavamos a comer uma francesinha para recuperar a energia perdida, e de seguida pegamos na moto (igual a esta, em cor diferente), e fomos até à praia porque eu tinha de ir ao trabalho - não trabalho na praia mesmo, mas sim a uns 700m dela. Apesar do B. já ter a relíquia à algum tempo só hoje andei nela, e gostei de ir a 40km/h agarrada a ele a conversar, porque a vantagem de ter uma moto mais velha do que eu é que ela anda a uma velocidade que permite conversar normalmente. Confesso que o que gosto mais é o ar vintage da coisa - qual casal de namorados dos anos 80 a passear pela avenida principal paralela ao areal da praia - e dos nossos capacetes.

Lá chegamos, e em 40 minutos acabei o que  tinha para fazer. Prontos para vir embora, andamos 2 minutos até a moto ficar sem gasolina. Fiquei a saber que aquilo tinha reserva. Colocou a reserva disponível. Óptimo, andamos mais 2km até uma bomba que não tinha gasolina para motos e voltou a morrer. Deixamos lá o museu, e fomos a pé até uma bomba com combustível disponível, a aproveitar o sol que se fazia sentir e o ar de maresia. Após 45 minutos de conversa e passeio, metade deles com um bidão de gasolina nas mãos, estávamos novamente em andamento até casa. 

Com toda esta brincadeira, acabamos por fazer 50km de carro, 30km de moto e 3km a pé entre as 8h da manhã e as 5h da tarde. Foi bom, foi muito bom pois à muito tempo que não tínhamos assim umas aventuras para contar às gerações vindouras.

(Não, eu não usei um vestido esvoaçante).

Pág. 1/3

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D