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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Nov12

Tenho de admitir...

Se há coisa em que os espanhóis são incompreensivelmente melhor que nós, é a fazer gomas. E apesar de ser louca por gomas, sou uma gulosa gourmet porque só como gomas de qualidade. Nada de comer aquelas porcarias roscoff que não sabem a nada e engordam o mesmo - se é para asneirar, pelo menos que valha a pena.

Em Portugal basicamente só as compro na Hussel, mas sempre que venho a Espanho vingo-me de tal maneira que me arrasto de supermercado em supermercado à procura de mais tipos de gomas para provar. E não sei se é bom ou mau, mas ainda não encontrei nenhumas que não gostasse.

26
Nov12

A busca dos postais

Inicei a minha insistente busca dos postais usados no post-crossing. Aqueles sem envelope, só com um selo colado e a mensagem escrita. Assim, hoje fui aos CTT e perguntei se não teriam. A coisa passou-se deste modo:

 

-Bom dia. Queria saber se tem daqueles postais...

Ainda sem ter acabado de falar fui interrompida.

- Postais de Natal?! Claro que temos! Vou já mostrar.

E eu logo a pensar que ainda nem tinha explicado o que queria, e a mulher percebeu logo. "Deve ser super comum acontecer isto" pensei. Até que ela chega com os postais normais, aqueles de dobrar ao meio e por dentro de um envelope.

- Não era desses que eu queria. Eu procuro aqueles sem envelope....

- Mas o envelope já vem incluido, q'rida! Tem aqui tantos modelos, qual gosta mais?

- São bonitos, mas como eu ia dizer, quero daqueles sem envelopes que se usavam antigamente, onde só dá para por o selo, a mensagem e a morada. Tem?

- Pois, desses não. Mas já ninguém usa isso desde o século passado! Imagine que manda uma mensagem mais particular, qualquer pessoa a pode ler!

- Mas se eu quisesse enviar algo privado enviava uma carta, e não um postal, certo?

- Pois talvez... Olhe, esta tão bonito, vende-se muito bem!! É gírissimo!

- Obrigado, vou continuar à procura dos que já não se usam.

 

E pronto, nada de postais giros para o post-crossing. O único que encontrei foi aqui com o castelo da cidade de Barcelos, ou então com o Galo estampado... Acho que vou mesmo acabar por fazer o meu próprio postal.

25
Nov12

It's Christmas Time

Falta 1 mês para o Natal. Vai ser mais um Natal menos bom, porque eu gosto tanto desta época que não consigo imaginá-la negativa de todo. O motivo é: mais um ano longe da família. Ou melhor, a família é que está longe.
Não fico sozinha em casa com o B., vamos a casa dos pais dele, mas nada é como na "nossa" casa. Apesar de adorar aquelas pessoas como se fossem da minha própria família, não é igual. Outros costumes, outras tradições, outros doces...  Na minha casa sempre se esperou até à meia-noite para abrir os presentes, sem excepção. Lá os presentes oferecem-se e abrem-se com dias de antecedência, e os que se conseguem manter debaixo do pinheiro são abertos logo no fim de jantar. E aceito porque não quero ser a "ranhosa" mas não gosto nem um bocadinho.
Mas mais do que dos presentes, gosto do espírito, do frio que se sente, das decorações por todo o lado, das músicas de Natal (como eu adoro as músicas de Natal! tanto que as ouço o ano todo), e isso faz com que o importante não sejam só o dia 24 e 25. E porque sou uma pessoa extremamente optimista, é nisto que tento pensar apesar do coração pender para as saudades.

25
Nov12

Às compras com gajas

Não gosto de ir às compras com outras mulheres, porque pura e simplesmente não gosto de andar a saltar de loja em loja para ver tudo sem intenção de comprar nada. Quando eu preciso de comprar algo, procuro e compro. Já vou com ideia do que quero, com o preço idealizado e normalmente nem experimento porque não tenho paciência para estar ali fechada. 

Hoje depois da Stradivarius e da Bershka já eu me sentia como se tivesse feito uma maratona. Seguiu-se a Pull, a Parfois, a Fnac (menos mal, vá), a Zara, a H&M, a Sportzone e a Claire's. Estou tal e qual no final de uma aula de body combat, dores nos braços e nas pernas. Aquele cheiro a mala nova que está presente nas lojas todas também é coisinha para me dar dores de cabeça. Sinto-me uma especie de Fashion Victim, mas no sentido mais literal da palavra vítima.

23
Nov12

As corridas e a poupança

Hoje depois dos meus 4,5km para compensar a asneira do almoço lembrei-me de mais algumas vantagens do exercício físico, desta vez ligadas às poupanças em casa, para além das imensas vantagens para a sáude e para o pneu. Assim são:

  • Se corrermos 30minutos por dia é menos esse tempo que passamos no computador ou a ver TV, ou seja menos um electrodoméstico. E também menos o candeeiro da divisão em que estamos a funcionar. Se a esse tempo juntar-mos o que demoramos a vestir, mais alongamentos é capaz de dar uma hora de poupança de energia por dia;
  • Chegamos com tanto calor, que não é preciso ligar um ventilador/aquecedor na casa-de-banho;
  • Calor significa também água menos quente, logo menos gás;
  • Como já libertamos bastante endorfinas não usamos o banho para relaxar, serve apenas para limpar o suor, assim menos tempo no banho equivale a menos água;
  • Eu pelo menos seco o cabelo num instante porque estou cheia de fome e quero ir lanchar, assim menos energia again;
  • No final nada de atacar a dispensa, se não lá se vai o exercício e a economia. 

Let's run?

23
Nov12

Embelezamento diário

Admiro profundamente aqueles pessoas que todos os dias se levantam mais cedo para maquilhar e arranjar o cabelo, e que andam sempre de saltos, e vestidos justos e blazers. Nooooossa, como admiro. Eu consigo ter coragem para isso aí umas 3 vezes a cada dois meses, sempre ao fim de semana e durante poucas horas.
Cada vez que vejo uma mulher toda elegante a passar por mim com aqueles vestidos e fatos executivos, maquilhada e com unhas de gel penso: "Quantas camisolas interiores ela conseguirá vestir de modo a que permaneçam disfarçadas?", "E aqueles pés naqueles saltos agulha e a esmagar o dedo mindinho? Devem estar gelados! Coitadaaaaa!", enquanto no Verão imagino:"Aquela maquilhagem toda com este calor! E aquela roupa super justa colada ao corpo. Que sofrimento".

Isto faz-me pensar ainda mais porque não sou executiva, e porque razão gosto tanto da minha profissão. Não pensei no tipo de roupa que iria usar durante 8 horas diárias para o resto da minha vida, mas se fosse hoje pensava. Tive sorte, pronto. Têm noção de quantas camisolas se pode vestir por baixo de um pijama cirúrgico? E como é quentinho usar as calças por cima de uma leggins? E no Verão poder andar só com aquele tecido largo e confortável por cima das cuecas e soutien, sem apertos nem transpirações? E andar de crocs o dia todo sem se parecer ridícula? Awesome!

23
Nov12

Para os senhores que andam a pedir de porta em porta

É que já não há paciência! Ontem durante UM único episódio de mentes criminosas vieram cá bater três vezes. Os dois primeiros foram corridos de forma muito singela, do género "Não tenho dinheiro" ainda antes mesmo de dizer o que queriam, a última levou uma desancada. 
É que pedir só porque sim é uma coisa muito fácil. E que tal fazer coisas? Eventos, produtos home-made para vender, actividades, serviços à comunidade, não? Andam assim às portas a pedir só porque sim? Às vezes a incomodar quem realmente precisa e tem vergonha de pedir (felizmente não é o meu caso), mas estas coisas incomodam-me. Percebo que tenha-mos que ter consciência social ou solidariedade, ou que lhe queiram chamar, mas não é a andar pela portas a pedir que as coisas se fazem, Senhores. Eu cá tenho a minha lista mental de associação às quais não dar um cêntimo, e este ano já aumentou significativamente. 

Sou muitas vezes criticada por dar uma moeda aos arrumadores de carros "Porque são uns drogados, e vão gastá-lo em droga". Sinceramente não me interessa onde gastam o dinheiro. São homens (geralmente) a trabalhar ao sol e à chuva, a vender um serviço que a mim me dá imenso jeito porque não sou dada a manobras. Não percebo porquê não dar 1€ a estes que não estão ali para enganar ninguém, mas dar 5€ para a instituição X ou Y, que é carenciada, e tem não sei quantos presidentes, e vices, e tesoureiros com desvios para o próprio bolso. Dá-me prurido, pronto. 
Não sou a pessoa mais solidaria que conheço, ajudo quando vejo a situação real e que vai ser mais benéfico para os outros do que maléfico para mim, ou quando vejo que é realmente merecido. Fora isso, continuo a dar muito valor aquilo que ganho para desperdiçar. Se for para desperdiçar, eu mesma o faço já que afinal sou eu que trabalho para receber.

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