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Blog da Margarida

Blog da Margarida

27
Fev14

Como (não) transformar a nossa casa num zoo

Apesar de adorar animais, não sou aquele tipo de pessoa "coleccionadora de animais". Nada contra quem pega e adopta todos os animais que vê na rua, até acho muito bem desde que lhes proporcionem todos os cuidados de saúde e higiene necessários (caso isso não seja possível a conversa já é outra).
Para mim a aquisição de um animal tem de ser uma coisa muito pensada, com respostas certas para determinadas perguntas como:
- Tenho capacidade económica e tempo para ter outro animal?
- Continuarei a ter nos próximos 15 anos?
- Estou preparada para todas as entraves que um animal implica caso tenha de mudar de casa/país? Nessa situação o que farei?
- Tenho alguém de confiança que se encarregue no animal nas férias? Tenho dinheiro para pagar um hotel?
- Caso ele adoeça, estou preparada para fazer sacrifícios a nível de tempo e de economias, mesmo que implique cortar com alguns dos meus "luxos"?
Se as respostas a estas perguntas me agradarem, se eu quiser mesmoooo outro animal, e o Bruno concordar (porque ele é bem mais racional do que eu neste tema), então temos outro animal.
Daqui a menos de 2 semanas teremos o Gaspar em casa. E por muito que gostasse da ideia de ter outro cão para o próximo ano, não creio que o farei. A maior parte das respostas às perguntas acima não me agradam, porque tenho noção que tenho pouco espaço, que vivo num apartamento e não num zoo, mais animais significa mais despesa e tenho outros projectos em vista onde investir, mas acima de tudo porque acho que devemos estabelecer limites, como para tudo na vida, assim também para o número de animais.
Podemos sempre tentar alternativas menos usuais, como ser família de acolhimento temporário (FAT), ou adoptar animais que impliquem menos responsabilidade, como uma aranhita que apareça lá por casa.
A Natacha (nome que lhe dei) viverá cá em casa até o calor da primavera chegar, altura em que será despejada. Pura e simplesmente não tenho coragem de a pôr na rua agora, sabendo que morrerá de frio. As condições de habitação cá em casa são simples: nada de se pôr a fazer filhos à maluca, nem festas onde convide amigos.
Hoje apanhei uma rã no trabalho, que transportei para uma zona mais segura, afastada da passagem das pessoas e da confusão. Tivesse eu um jardim e tinha-o arrendado à criatura de livre vontade...
22
Fev14

Aventuras culinárias

Como tenho vindo a dizer, sou fã de programas culinários. Adoro aprender coisas novas, mas a verdade é que até agora limitava-me às sobremesas/doces. Até que comecei a ver o Mastechef Junior, e confesso que fiquei com vergonha de ver miúdos com menos de 12 anos a cozinhar com tanta arte e imaginação e eu para aqui a meter pizas congeladas no forno.
A semana passada estive de férias, e tendo tempo livre ingredientes à mão, aventurei-me. Correu de tal maneira bem que acho que estou viciada em cozinhar. Tenho feito de tudo para experimentar: carne, peixe, cozido, grelhado, estufado, assado e por aí fora. Ainda nada me correu mal, e ate já lulas grelhadas fiz! E empadão! (Que não tem nada que saber, mas para mim parecia uma abominação).
Todos os dias durante a confecção penso em tirar fotos, mas depois só acabo por me voltar a lembrar quando a louça já está na máquina. Agora, receitas, receitas precisam-se!
20
Fev14

Dieta VS Vida Social

Tem sido fácil manter uma alimentação correcta durante a semana, onde fico bastante entusiasmada com a perda de peso e sigo à risca o plano alimentar. Mas ao fim de semana, o fim de semana.... A coisa descamba e muito. Mas como diz um amigo meu, como é suposto ser magro e ter vida social? À obesidade pelos amigos!

Se há coisa tão típica do povo português é juntar uns amigos e fazer umas "tainadas". E o problema está aqui, é suposto convidar umas amigos para vir a nossa casa e lancharmos um iogurte com muesli e uma maçã? Ou jantarmos uma sopa e um peixinho cozido? Acompanhado de água?

E onde entram aqui os enchidos, como presunto, chourição, uma chouriça assada com broa, pão com queijo Limiano que adoro, com fiambre, bolos de todos os tipos, muitos refrigerantes e minis? As belas tostas com patê, o pudim de sobremesa, já para não falar dos pratos principais como um arroz de pato, ou um bacalhau frito, ou um assado no forno cheio de molho? 

Podemos sempre fazer planos fora de casa, como ir ao cinema (comer pipocas, gomas e coca-cola), ou ir dar uma passeio (onde aparecerá sempre um McDonald's que nos enche de fome).

Tendo em conta que eu não sou uma pessoa muito sociável, surge-me a dúvida, deverei ficar ainda menos sociável, ou como diz o meu amigo "À obesidade pelos amigos"?

20
Fev14

Finalmente

Já passaram mais de 10 meses desde que o Mike nos deixou. Ainda custa falar sobre ele, ainda choro de saudades, ainda o ouço de noite a passear pela casa, mas tudo já está mais calmo na minha cabeça. O tempo vai fazendo o seu trabalho. As sua falta angustiante e saudade desmesurada vão-se transformando em outras coisas, como felicidade por ter vivido com aquela criatura quase 5 anos, num agradecimento profundo por tudo aquilo que ele me ensinou, por me ter feito uma pessoa melhor. O amor que tenho por ele é inabalável, é incomparável e por muito que eu adore os meus animais o Mike foi o primeiro, fazendo-me crer que nunca vou amar mais ninguém de uma forma tão pura e despreocupada neste Mundo como aquele cão. 

Escrevi este post à uns meses, e porque sempre achei que fiquei a dever uma explicação sobre o que aconteceu a toda a gente que me apoiou e deu força, hoje cá está essa explicação. 

 

19
Fev14

Finalmente as UGG

Bem esperei que elas viessem para saldo, mas nada. Como não sou mulher de desistir, fui à luta e lembrei-me de procurar umas usadas do OLX. That's it! E lá estavam umas, semi-novas, no meu número a menos de 30% do seu valor em novas. Pronto, agora é só esperar que elas cá cheguem. Aos senhores do OLX, muito obrigado por já em várias vezes me permitirem realizar negócios que de outra forma não seria possível. 

19
Fev14

Os blogs

A minha paixão por blogs é antiga, e já ando na blogosfera à muito mais tempo do que tenho o meu blog. Quanto aos blogs que sigo, já passei por várias fases. Já li de tudo um pouco, já segui pessoas de todo o tipo. Mães que desabafam, amantes de culinária, jovens com os seus problemas de adolescentes, pessoas com muito jeito para escrita de textos/histórias, pessoas sem assim tanto jeito para isso. Já adorei blogs super conhecidos, já passei a gostar mais dos menos populares. 

Os gostos foram mudando porque eu própria fui mudando com os anos. E da mesma forma, os autores dos blogs mudam também devido às suas experiências de vida, e desta forma aquilo que eles escrevem vai evoluindo por outros caminhos (caminhos estes que me podem agradar ou não como leitora).

A parte boa deste mundo blogosférico é que está em constante renovação. E se por um lado vamos perdendo o interesse em algumas páginas, descobrimos outras tantas que nos capta a atenção de tal maneira que somos capazes de ficar até de madrugada a ler os posts antigos.

Ontem descobri dois blogs de culinária que gostei muito(As Minhas Receitas da conhecida Joana Roque e o De cozinhar por mais da Carolina que tem outros blogs que também gosto muito), e que adicionei aos meus favoritos. E ainda nessa onda apaguei outros que seguia à anos, mas que a pouco e pouco se foram tornando demasiado comerciais, digamos assim.

Assim de repente sugerem mais alguns?

18
Fev14

Uma questão de escolhas

Aprendi Inglês desde o meu 4º ao até ao 11º ano. Estudei algum francês entre o 7º e o 9º, mas nada que me ficasse muito na cabeça (nada mesmo). Resumidamente acabei os meus estudos a saber falar duas línguas, o Português e o Inglês, e a achar que não era nada mau visto que outros colegas nem Inglês falavam. Pois bem, essa realidade desvaneceu-se quando vim para o Luxemburgo. 

Eles começam na pré-primária com o Luxemburguês, depois com o Alemão, segue-se o Francês, e o por fim o Inglês. Como a comunidade imigrante aqui é imensa, acabam muitas vezes por falar outra língua que aprendem em casa com os pais (seja português, italiano, espanhol, etc.).

Agora eu pergunto-me como é suposto concorrer directamente para o mesmo trabalho com pessoas que falam mais 3 e 4 línguas do que eu? Num país onde há mais imigrantes do que luxemburgueses? A semana passada conheci inclusive uma senhora que falava 7 línguas, e trabalha nas limpezas. Sabe as línguas que se aprendem cá, mais o português que aprendeu com o pai, o espanhol que aprendeu com a mãe e o italiano que aprendeu com o marido.

Desde que cá cheguei que aprendo francês. Não tão intensamente como deveria porque como praticamente só trabalho com outros portugueses acabo por não treinar, mas entre os cursos feitos e o que se vai aprendendo no dia à dia, posso dizer que percebo 90% do que ouço e falo tanto francês como um ucraniano imigrante em Portugal, fala Português. Algo como "Vocês querer", e "Eu ir/Nós ir", "Ele saber" e por aí fora, claro que as pérolas vão aumentado se falar em mais tempos verbais do que o Presente. Acabo por muitas vezes me rir de mim própria depois de ouvir o que acabei de dizer, e assim vou corrigindo. Claro que já poderia falar muito melhor, mas tendo em conta tudo aquilo que me vai limitando acho que não estou assim tão mal. 

Contudo, cada vez mais chego à conclusão que tem sido uma perda de tempo aprender o francês e andar a investir em cursos. A mentalidade aqui é: "Se estás no Luxemburgo, devias aprender luxemburguês". E convenhamos que tem toda a lógica. Onde em Portugal alguém empregaria um estrangeiro que não falasse português para algum trabalho que envolvesse atendimento ao público? Não acontece. Ou são pessoas sem qualquer especialização para trabalhos não qualificados, ou altamente qualificados. 

Por outro lado o luxemburguês é uma língua do demónio, e muitos são os próprios luxemburgueses a desincentivar a sua aprendizagem por ser demasiado difícil.

Tudo isto para dizer que estou como vulgarmente se diz "Como um tolo em cima da ponte", sem saber se começo com a língua do Demo, ou se continuo a insistir no francês que é bem mais fácil (e será melhor falar uma bem, do que duas línguas mal).

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