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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Jan17

Não tens wi-fi?

Não tenho internet em casa desde que saí de Portugal. As minhas visitas olham-me quando com cara de quem acabou de ver um unicórnio quando me pedem a pass e eu digo que, de verdade, não tenho net em casa. 

Tanto eu como o Bruno temos smartphones com 10GB de internet por mês - é bem mais do que suficiente para gastar entre facebooks e quotidiano. Temos computador com internet no trabalho, e sim, em casa também temos computador (!) mas o programa que o Bruno usa para trabalhar não precisa de net. Quando o smartphone é insuficiente para a tarefa desejada, ponho-o a servir de router para o computador ainda que isto tenha de ser feito com atenção porque se me estico lá se vão os 10GB num instante (e em caso de urgência vou a casa da minha mãe usar o wi-fi dela).

Para além da necessidade ser um aspecto bastante questionável,  conhecemo-nos bem o suficiente para saber que se tivéssemos internet em casa íamos ainda passar mais tempo agarrados às tecnologias. Mesmo assim, quantas vezes estamos na cama, cada um com o seu telemovel na mão a ver o que se passa no resto do mundo, sem ter perguntado um ao outro como correu o seu dia?

Sem uma net ilimitada o que faço em casa quando não há nada para fazer? Ai que mentira, há sempre alguma coisa para fazer em casa

1. Cozinho por prazer, sem pressas nem obrigações;

2. Leio o mais que posso;

3. Aproveito a televisão por satélite, e desta forma sou obrigada a fugir ao que seriam as minhas escolhas óbvias. Descobri que a-do-ro filmes franceses e ando sempre à procura deles, até os agendo no telemóvel;

4. Dedico mais tempo aos meus animais;

5. Passo mais tempo fora de casa, geralmente a fazer caminhadas na Natureza. 

Questiono-me muitas vezes se a internet ilimitada é assim uma necessidade tão grande, eu própria achava que era até viver sem ela. Vale realmente o dinheiro que custa ao fim do mês? Dinheiro esse que poderia ser gasto numa outra actividade qualquer, ou o próprio tempo perdido agarrados ao interminável mural do facebook, ou ao instragram, ou a uma série qualquer? Cá em casa achamos que estamos bem assim, e até os 10GB no smartphone se têm revelado demasiado. 

 

 

27
Jan17

Conversas de casal

Conversa de casal:

-"Hoje vou sair tarde, podes fazer uma sopa?"

-"Está bem, com que ingredientes?"

-"Tens tudo no em casa. Espinafres, alho francês, bróculos, couve branca, corgette, couve flor, cenoura, batata..."

-"Batata não porque engorda!"

-"Ok, faz à tua maneira".

 

Cheguei a casa e a pessoa tinha comido uma sande de presunto e bebido uma coca-cola. Ainda bem que a sopa não levou batata, era capaz de engordar, digo eu...

 

 

27
Jan17

Problemas de um adulto

Acordei de manhã, fui directa à cozinha e ao abrir o frigorífico percebi que alguma coisa estava mal com ele. Não acendeu a luz, não fazia o barulho habitual e estava ligeiramente menos frio. Impressão minha e estaria apenas a lâmpada avariada?

Vai na volta, voltei a fechar a porta para não deixar escapar o frio, verifiquei se estava ligado na tomada - tudo estava ok. Liguei ao Bruno e ele acha que apenas a lâmpada está fundida. Bom, se estiver avariado logo vemos quando chegarmos a casa, mas já planificando a pior hipótese: não havia melhor dia para o raio do frigorífico avariar? Não arranjo ninguém que me entregue um frigorífico no fim de semana, nem que o compre pela net ainda hoje à noite. E quantos dias vou ficar sem frigorífico? Costumo cozinhar à noite e preparar as marmitas para o almoço seguinte, mas onde as vou guardar? Vou às compras amanhã, mas não faço a mínima ideia do que comprar porque a minha casa é demasiado quente para guardar coisas refrigeradas (como bebidas, iogurtes, queijo, fiambre, frutas), mas se decidir guardar as coisas na varanda (há quem o faça para produtos congelados) estas vão congelar. 

Se há uns anos me acontecesse isto quando ainda vivia com os meus pais, o único problema que me viria à cabeça seria a despesa de um novo aparelho fosse ele qual fosse, mas quase que é necessária uma equipa de logística para resolver uma situação como esta. Quando avariaram as máquinas de roupa ao mesmo tempo (a de lavar e a de secar, já viram a minha sorte?), lá me arranjei e enquanto não me entregavam as novas - ia levando a roupa para a casa da minha mãe que fica a uns 20km. Mas não posso ir a casa da minha mãe cada vez que me apetecer comer um iogurte! Ai vida de adulto, a quanto obrigas!

25
Jan17

Onde andam as verdadeiras fotografias?

Todos nos adoramos fotografias bonitas, tiradas por profissionais onde aparecemos no nosso melhor, com cabelos arranjados e pele bem preparada. Também as tenho, mas onde ficam aquelas fotografias que todos nós temos do século passado, quando só víamos se a fotografia tinha ficado bem ou mal depois de mandar revelar o rolo?

É verdade também que as fotos hoje em dia são mais bonitas, com a possibilidade de tirar, apagar, posicionar, alterar zoom, e a imensidão de aplicações com filtros disponíveis. Mas onde ficam as verdadeiras fotos no meio disto tudo? 

Isto faz-me tanta confusão que no meu casamento não quis vídeo nem sessão de fotos pré/pós casamento. O vídeo ia-me fazer sentir desconfortável por ter sempre alguém atrás de mim com uma grande câmara, e tenho a certeza que a maioria dos convidados se iriam sentir inibidos (pelo menos nas danças) se vissem que aqueles momento ficariam gravados para sempre. Quanto às fotos pré e pós, não tenho nada contra, mas casei uma vez apenas, vesti aquele vestido maravilhoso, arranjaram-me o cabelo, maquilharam-me, até pus unhas de gel. Não fazia sentido para mim voltar a passar pelo mesmo processo para ir tirar fotos na praia ou no meio do rio - não foi ali que casei, e apenas queria o máximo de memórias DAQUELE dia, com todos os convidados e todo aquele ambiente tão especial. Pedi ao fotografo para tirar muitas muitas fotos ao longo de todos o casamento, e que não me chateasse muito para posar para a câmara porque aquilo que eu mais queria era aproveitar o dia ao máximo e fotos de sorrisos genuínos. 

Será que as gerações futuras vão ter o prazer de ver fotos de verdade? Pegar nos álbuns ou naquela caixa velha de fotos não arquivadas onde se misturam fotos do Natal de 1998 com férias de 1992, com a foto do primeiro sorriso sem dentes no auge da primeira classe, ou da primeira volta de bicicleta sem rodinhas tal e qual como se passaram? 

Não consigo nem imaginar a quantidade de fotos que já perdi em pen's ou computadores e telemóveis que nunca chegaram a ser reveladas. Dos meus primeiros anos de namoro acho que tenho uma única foto, todas as outras foram à vida. Tenho neste momento tudo num disco externo, que se decide morrer, leva com ele os registos dos últimos anos da minha vida. E imprimir as fotos? Pois é, fica sempre para a semana que vem.

Seria inteligente da minha parte vender a minha máquina fotográfica que deve ter sido utilizada umas 3 ou 4 vezes (porque é grande e pouco prática, e não gosto de ir em turismo com bolsas e mais coisas atrás de mim, quando um telemóvel faz o mesmo efeito) e vou-me dedicar a pesquisar aquelas máquinas que imprime imediatamente a foto e que não lhes sei o nome - shame on me.  Ainda que continue a utilizar maioritariamente o telemóvel, pelo menos uma foto ficaria de cada ocasião especial. 

 

23
Jan17

Ter um blog é fixe

Aposto que não sou a única que já revira os olhos cada vez que sabe de mais um lançamento de um blogs de gente famosa. Aqueles blogs que tem de coisas tão giras e tão bem escritas, que nos fazem duvidar se foi mesmo escrito pela pessoa que lhe dá a cara. E que no início é uma loucura de posts diários mas que com o tempo começam a abrandar, até passarem meses sem lhe escrever nada.

Cunho pessoal? Nenhum. Linha de pensamento, bem como tema e orientação não existem. A maior parte deles estão tão únicamente cheios de posts com fotos do dono do blog tiradas por fotógrafos profissionais, mas para isso - diria eu - há outras redes sociais mais apropriadas. Mas pronto, ter um blog é fixe e se os outros têm, eu também quero.

23
Jan17

Resumo de um fim de semana

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Demasiado frio para actividades outdoor, como correr.  

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Não cedemos à vontade de passar o fim de semana em pijama, por isso fizemos looooongas caminhas para aproveitar o raro  e maravilhoso solinho que se fez sentir.

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Houve também tempo para aquilo que mais me faz desejar o fim de semana nos meses frios: os meus fofos, mantas e sofá.

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Queijadinhas de laranja para tomar com chá ou com café, e cheirinho a bolo pela casa - ADORO!

 

20
Jan17

Flexitarianismo

Não tenho uma alimentação normal, não sou vegetariana, ando aqui entre o meio termo e hoje na hora de almoço, enquanto era gozada mais uma vez pela minha marmita de sopa, lá houve uma colega que me disse que eu era flexitariana sem saber. 

"Flexitariano trata-se de um acrónimo que funde os conceitos “vegetariano” e “flexível”, uma nova tendência nutricional que se aplica a quem privilegia a ingestão de alimentos vegetais, mas permite pequenas concessões como comer também peixe, e até, esporadicamente, uma porção de carne.
Os flexitarianos são geralmente pessoas motivadas para o vegetarianismo, por razões de saúde, ecológicas ou económicas. Em casa preparam apenas pratos vegetarianos, mas fora de casa, por exemplo num churrasco ou jantar em casa de amigos, não pedem uma ementa vegetariana especial e consomem carne ou peixe.
O termo flexitarianismo foi usado pela primeira vez em 17 de Outubro 1992 no jornal Austin American-Statesman. Nesse número, a jornalista Linda Anthony escreveu um artigo intitulado «Acorn serve comida vegetariana». O artigo tratava da recente abertura do novo Café Acorn e assinalava que a proprietária, Helga Morath, denominava a sua comida de “flexitariana”. O termo, entretanto, difundiu-se noutros países, nomeadamente em Espanha, Itália e Brasil. Não é ainda usado em Portugal, sendo a designação mais próxima a de semi-vegetarianismo. No entanto, em Setembro 2006, a revista Prevenir apresentou um pequeno artigo em que dava conta deste novo conceito, considerando o flexitarianismo a nova alimentação verde.
Em 2003, a American Dialect Society votou flexitariano como a palavra mais útil do ano, e definiu-a como “um vegetariano que ocasionalmente come carne”.
Refira-se que muito poucas pessoas consideram que são flexitarianas, e que as organizações vegetarianas não aceitam esta dieta como um tipo de vegetarianismo." Fonte

Dispenso o rótulo mas depois de pesquisar um bocadinho fiquei feliz por saber que não ando sozinha nesta batalha, e que só em 2016 houve um aumento de 26% nos aderentes desta dieta. 

20
Jan17

Modas cabelenianas

Vi esta imagem hoje e percebi finalmente, porquê que o Sr. Trump tem há tantos anos aquele penteado bizarro. Ele andava a deixar crescer o cabelo para fazer ESTE penteado!

E aproveitando a onda, vamos falar sobre isto: o que é isto rapazes e homens deste mundo fora? Acham realmente que este penteado fica bem a alguém? Vou dar-vos alguns exemplos:

 

Todos eles ficam incrivelmente melhor sem o filho do Chewbacca agarrado ao escalpe. Piora bastante a situação quando ali como o DiCaprio e o Jake Gyllenhaal, decidem deixar crescer a barba e ficar com ar de náufrago perdido numa ilha deserta há trinta anos.

Se há os que ficam bem com estes penteado estranhos, é verdade que os há. Mas são raros e esses ficariam bem até com penas na cabeça.

Não digam que não sou vossa amiga e procurem o Sr. Lasse L. Matberg no instagram e depois venham cá dizer que também concordam comigo. 

 

 

20
Jan17

Será a idade #2

Depois do último post fiquei a reflectir sobre como a vida muda, e como eu própria há dez anos atrás me imaginaria com estes hábitos. Deixar de comer carne não me passaria pela cabeça nunca porque eu não gosto de legumes, não como saladas, nem nada que seja verde mas com o passar do tempo passei a tolerar sopas e legumes disfarçados na comida.

Lembro-me de tantas vezes durante o tempo de universidade jantar sacas de gomas, barras de chocolate e coca-cola. Hoje não o faria porque a cada ano que passa mais difícil me é manter o peso, mas ainda que continue a adorar gomas e chocolate, no máximo consigo comer umas 5 antes de ficar enjoada daquilo, e o mesmo acontece com chocolate. 

Sabores que tanto prazer me traziam deixaram de o fazer, e por outro lado outras coisas que achava intragáveis demonstraram o seu lado mais saboroso como o bacalhau e o café. Fui piada durante muito tempo quando me mudei para o Luxemburgo, por ser a única portuguesa que não comia bacalhau nem tomava café, diziam-me em tom jocoso que de portuguesa eu só tinha o bilhete de identidade. E não é que hoje me dá bastante prazer tomar um café bem curtinho e cremoso no fim do almoço? E que um bacalhau bem preparado (desde que não leve couves muito verdes à mistura) já me deixa com água na boca?

A vida muda, nos mudamos e os nossos gostam mudam também. O Bruno não bebia cerveja nem vinho, e hoje gosta de quando em vez saborear a sua cerveja XPTO preta - e digo saborear porque é isso que ele faz, bebe-a muito devagar para lhe sentir o sabor. Só o cheiro da cerveja ainda me dá náuseas mas quem sabe se daqui a uns anos não vamos estar os dois a percorrer as festas da cerveja por essa Alemanha fora? Quem sabe se não passamos os dois a gostar de vinho? E já que não faz sentido nenhum adorar peixe, marisco e lulas e não conseguir comer polvo, começar a gostar de um polvo à lagareiro? Ou melhor ainda, que passo a ser uma devoradora de saladas de todo tipo e espécie, cheias de coisas estranhas que hoje nem lhes sei o nome. E troco a minha querida pizza prosciutto por uma pizza cheia de rúcula em cima? Prontoooooo, também não vamos exagerar.

Da minha parte o único esforço que vou continuar a fazer é insistir nos legumes, sejam eles na comida, nos sumos, em batidos ou whatever. Se o tempo passa e o paladar muda tanto com o passar dos anos, vamos tentar fazer com que mude para o lado saudável.

 

19
Jan17

2017 não trás resoluções mas dá um empurrão

Este ano fui menos exigente comigo mesmo nas metas para 2017, porque ano após ano pouca fui-me apercebendo que as coisas mudam quando queremos e nos mentalizamos e não porque é fim de ano, ou segunda-feira, ou véspera de Natal.

A maior mudança que fiz nos últimos anos foi reduzir o consumo de produtos de origem animal e se bem me lembro, a coisa deu-se em Maio de 2014, só porque achei que fazia sentido e decidi mudar pouco a pouco - passado todo este tempo, já estive em fases melhores e outras piores. Nas férias é muito difícil (não digo impossível) reduzir o consumo de carne por exemplo, porque todos os dias acabamos por ir jantar com um amigo ou com outro, ou um tio, ou uma prima e acabamos por ir a sítio mais tradicionais onde não há muita escolha. Posto isto, quando voltei das férias, depois de comer de tudo e mais alguma coisa durante duas semanas, uma das minhas metas foi voltar à rotina. Parece fácil, não? 

Sem grandes pressões, e porque a vontade e um dia chegar a uma alimentação maioritariamente vegetariana (sem grandes pressões, nem ansiedade, nem frustrações) comecei por me impôr pelo menos uma refeição diária livre de carne/peixe e até agora so far, so good.

A maior parte dos dias acabo por levar sopa para o trabalho, que acompanho às vezes com pão ou fruta - para marmitante me confesso, sou pouco fã de comida aquecida e nada mais prático que uma sopa. Rápido de fazer e de comer, combina muito bem com o tempo que faz lá fora, e assim fico livre para uma refeição mais "normal" à noite. O marido acompanha este minha ideologia, o que me facilita bastante o trabalho. 

Ao fim de semana sou mais flexível e tento adaptar: se vamos por exemplo almoçar a casa dos meus pais e a minha mãe faz uma bela feijoada, eu fico-me pelo arroz e feijão e não sinto falta nenhuma da carne, muito sinceramente. Serve também para bolonhesa sem carne (separo o molho noutro recipiente antes de juntar a carne), ou um arroz de tomate com peixe, em que me fico pelo arroz de tomate.

Achei que já estava na altura de dar este passo e não tem sido nenhum drama reduzir em 50% o consumo de carne e peixe, aliás tem sido bem mais fácil do que estava à espera. Tenho acompanhamento profissional desde que tomei a decisão de mudar em 2014 e os progressos vão sendo feitos ao longo do tempo, sem pressas. O próximo passo será passar um dia por semana sem produtos de origem animal, seguido de uns dias, uma semana, uma semana por mês, and so on. 

 

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