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Blog da Margarida

Blog da Margarida

28
Fev17

Shitty Day *edit

Pontos negativos:

  • Ter uma otite que me acompanha à duas semanas e que não se vai embora mesmo mudando de antibiótico;
  • Não haver feriado de Carnaval no Luxemburgo;
  • Sair de casa com um sol maravilhoso de Primavera e passado duas horas estar a nevar;
  • Ter sangue português, portanto se em fim de Fevereiro há sol é porque já não é preciso sair de casa com gorros e luvas. NOT! 
  • Ficar presa no trânsito atrás de um daquele camiões de fazer cimento enquanto este vertia, e me sujava o carro todo;
  • Trabalhar com um humor de merda terrível porque o animal de estimação da chefe morreu ontem;
  • Também achar que já era altura de calçar as All Stars e ficar com os pés encharcados logo de manhã;
  • Recomeçar as aulas nocturnas depois de duas semanas de férias.

 

 

Pontos menos negativos:

  • A neve e a chuva lavaram-me o carro.

 

8-1, ganha o Shitty Day mas estou a recuperar!

 

 

*Edit: Um resultado imprevisível! Acabei por derrotar o Shitty Day com um Knock Out inesperado, mesmo no último minuto: telefonema do chefe do chefe do chefe para avisar que o meu contrato foi prolongado.

Tomaaaaaaaa!

 

 

 

25
Fev17

O amor ao primeiro carro

Quando tirei a carta os meus pais deram-me um carro mas passado três meses decidi que era altura de comprar o meu carro. Não foi preciso muita procura, nem muita escolha: eu queria um Smart, há muito tempo. Na altura trabalhava em part-time em estudos de mercado e fazia várias entrevistas como cliente-mistério em automóveis (ia até aos concessionários simular a compra de um carro com o objectivo de avaliar o vendedor), o que facilitou muito a coisa.

Lá estava o meu carro, um Smart com 3 anos e 8.000km, um mimo para uma estudante que trabalhava em part-time. Foi ele que me acompanhou numa das fases mais complicadas da minha vida, foi nele que tantas vezes conduzi até à praia só para ver o mar e acalmar a alma em horas turbulentas, foi nele que durante 3 anos de universidade fiz 100km diários. Cada vez que penso no meu Smart lembro-me dos princípios da minha família: eu, o Bruno e o nosso primeiro cão. E fomos tão incrivelmente felizes com ele.

O danado nunca avariou, nunca pediu peças novas, excepto revisão e gasóleo. Nem quando fizemos a viagem para Portugal de avião e voltamos a conduzi-lo até ao Luxemburgo, ele nos deixou ficar mal. Era ver o meu FO (todos os meus carros têm nome, que é composto com/por as letras da matricula) no alto dos seus 80km/h em subidas íngremes e ver valentes carrões avariados na berma. Fomos felizes, muito felizes. Tão felizes que não o consegui vender e quebrar a relação que tinha com ele. 

Quando cá cheguei trabalhava em vários sítios, o que fazia com que eu ficasse muitas vezes dentro do carro a fazer tempo entre trabalhos. Ora, por muito que eu adorasse o meu carro, não há forma de ficar 2horas dentro de um Smart com -10C no exterior. Desgostosa, acabei por dar o carro ao meu pai para carro secundário e ao longo destes anos fui aproveitando para dar umas voltinhas nele. 

Nas últimas semanas fiquei a saber que o meu pai vai comprar outro carro e já não precisa do meu FO; claro está que lhe pedi para ficar com ele outra vez. Tenho outro carro evidentemente, mais recente, melhor e mais potente mas não há amor como o primeiro: estou seriamente a pensar vender o meu carro actual para voltar ao meu bolinhas. Talvez venda, ou talvez o deixe ficar na garagem durante os meses só para ter a certeza que o Smart ainda está fino para as curvas. 

Tenho agora um marido em estado de pânico, a dizer que eu sou maluca, que o FO está a cair de podre (não está!), que tem mais quilómetros que um táxi em fim de vida e que se quero realmente um Smart para comprar um novo mas eu não quero um novo. Quero o meu carro que não vale "duas coroas de Rei" carregadinho de pêlo do Mike (pêlo tramado que entrou na alcatifa e nunca de lá há-de sair por mais que seja aspirado), quero o carro com o autocolante que diz "Mike on bord" no vidro da porta do passageiro e "Camila on bord" na mala, quero o meu carro que me fez atravessar a Europa, que fez viagens com 4 pessoas lá dentro (shiuuu!), quero o carro que em 8 anos já passou pelas minhas mãos, pelas do meu pai, do Bruno e do pai dele porque a vida dá muitas. Não quero nunca esquecer que existem poucas coisas tão valiosas como as nossas memórias. 

24
Fev17

Isto não se faz...

Anda aqui uma pessoa a ver preços de viagens para ir a Portugal passar uns dias, ver amigos e família, matar saudades da terrinha, e assim na loucura, percebe que quase pelo mesmo preço vai 5 dias de férias para a Córsega. Como assim? E agora? Preferia não ter visto isto...

 

 

 

24
Fev17

Projecto férias: em curso

Nos últimos 3 anos passamos as férias de Agosto em Portugal por vários motivos: porque as saudades apertam, porque é sempre o destino mais fácil sem precisar de grandes planos, porque podemos levar a turma de 4 patas connosco durante 2 ou 3 semanas, e porque o marido faz anos em Agosto e gosta de festejar em grande com todos os amigos e familiares à volta de uma piscina, com sol, calor e grelhados.

Este ano decidimos fazer as coisas de forma diferente porque nos parece um bocado irracional ir sempre para o mesmo sitio na mesma altura do ano, tendo em conta o que gostamos de viajar e conhecer lugares novos. Decidimos que vamos a Portugal matar saudades antes do Verão para em Agosto ir a um lugar novo.

Começamos a nossa pesquisa por agências de viagem, vimos promoções para os principais lugares turísticos de Verão (ele fez-me prometer que este ano íamos para a praia porque como temos a praia ao lado de casa em Portugal, eu acabo sempre por escolher destinos mais citadinos). Egipto, Bulgária, Croácia, Grécia, Palma de Maiorca... Também não nos conseguíamos decidir se queríamos ir para um hotel e ficar la o tempo todo a descansar entre praia e piscina, ou se também queríamos fazer turismo e procurar um destino com algo que valesse a pena visitar. 

Até que se fez luz! Temos a Côte D'Azur aqui a 1000km de nós, que fica mesmo ao lado do Mónaco e da costa italiana, bem como a famosíssima zona de Saint-Tropez. Why not? Reservamos o hotel pertinho da praia e vamos de carro para nos podermos deslocar lá. Assim poderemos descansar, apanhar sol, passear e conhecer uma série de lugares de uma só vez. Agora só falta fazer o plano dos principais sítios a visitar e tentar encaixar tudo da melhor forma pelos dias que lá estaremos. Ai Agosto, chega rápido!

23
Fev17

(Im)Previsibilidade

Sou totalmente imprevisível para a maior parte das pessoas, mas completamente previsível para quem me conhece como a palma da mão. Hoje, estava eu a trabalhar cheia de dores de ouvidos, de cabeça, com febre e cansada, quando falo com alguém ao telefone e desabafo:

-"Estou farta de estar aqui. Quero tanto ir-me embora..."

Do outro lado, primeiro o silêncio do choque, depois suavemente me responde:

-"Ana Margarida, por favor, não me digas que queres mudar de trabalho OUTRA VEZ! Mas tu estavas tão feliz, tão realizada! Não me digas que queres mudar outra vez...".

Non, ma chérie, desta vez só me queria mesmo ir embora para casa, enfiar-me na cama e descansar. Prometo. 

23
Fev17

Bloggers fashionistas

Sou a única pessoa a achar a maior parte das bloggers de moda parece não ter gostinho nenhum? Vá, não quer dizer que não tenham bom gosto mas a maior parte dos outfits que escolhem dão-me medo. Pior ainda é quando fazem um apanhado sobre os sapatos, ou casacos ou malas mais in da estação pelos estilistas e lojas mais conhecidos; se aquelas fossem as escolhas possíveis, acho que preferia ir trabalhar de pijama e pantufas.

Entendo que se queiram mostrar diferentes, com um alto sentido artístico e que com facilidade conseguem conjugar uma saia com bolinhas, uma camisa ao xadrez e umas sabrinas leopardo, mas há coisas que não funcionam. Não me levem a mal, eu não tenho nada contra cada um vestir-se como quer. Logo eu, que sou feliz no campo de leggings, sweat e galochas mas daí a dizer que isso é fashion, convenhamos que vai um passinho ou dois.

22
Fev17

Qual é vossa tarefa doméstica do demo?

Caros leitores, assumamos de uma vez qual é a tarefa mais odiável que há para fazer em casa. Cozinhar? Passar a ferro? Aspirar? Limpar o WC?

Enquanto vivia com os meus pais, tínhamos as tarefas bem divididas: o meu pai dobrava e arrumava a roupa (a roupa era levada para ser passada a ferro fora), a minha mãe cozinhava e eu ficava com a tarefa de limpar a casa (convenhamos que enquanto estudantes temos imenso tempo para isso, tendo em conta as manhas ou tardes livres). Isto não implicava que a minha mãe não arruma-se a casa ou eu não ajudasse nas roupas ou outras tarefas, mas desta forma todos fazíamos o que nos custava menos. Poderia dizer que fazíamos o que gostávamos mais, mas gostar, eu gosto mesmo é de passear, ler, descansar e ir ao cinema.

Quando juntei os trapinhos com a minha metade da laranja, tivemos um inicio "turbulento" no que diz respeito à gestão da casa. O príncipe estava habituado a que a mãe o trata-se como tal, e demorou um bocadinho a perceber (ainda hoje, choroso, confessa) que se deixasse uma toalha no chão ela iria continuar la até que ele decidisse arrumar, que a roupa não caminhava sozinha da cadeira do quarto para a maquina de lavar e que não indo ao supermercado fazer compras, os armários não apareciam cheios.

Nada que o tempo não resolva, e rapidamente nos adaptamos a dividir as tarefas por aquilo que nos custa menos fazer. Ambos tratamos da roupa, eu passo a ferro (porque na verdade não me custa nada), ele trata de a pôr a lavar, secar e dobrar, eu ocupo-me das refeições, e limpamos a casa em conjunto. Mas no leio disto tudo vem a pergunta: o que gostas menos de fazer? Eu detesto tirar a louça da maquina! Não sei explicar porquê, é algo que se faz um instante mas eu odeio. Desde que me conheço que caso a maquina esteja cheia de louça lavada, eu prefiro lavar a louça suja a mão do que esvaziar a maquina e pôr a lavar outra vez. Maluquices, é o que é!

E vocês, qual é a tarefa doméstica que vos da nervos, ainda que tenha de ser feita?

21
Fev17

Crepes de peixe

Não, isto não é um blog culinário mas falo de uma situação que acontece ocasionalmente a toda a gente: o que preparar para comer quando não podemos sair de casa para ir às compras? Abrimos o frigorífico, congelador e armários para ver o que há esquecido e, como a barriga manda a perna, tentamos inventar algo comestível com o que há. Então na minha pesquisa encontrei, entre outras coisas:

- dois ovos no armário;

- uma lata de atum;

- um resto no fundo do saco da farinha que me sobrou dos bolos;

- meio pacote de leite no frigorífico;

- um pé de salsa no congelador;

- um lombo de peixe congelado que não era suficiente para uma refeição.

O que poderia sair daqui? Crepes de peixe, claro!

Fiz os crepes salgados num instantinho com os ovos, leite, farinha e sal e com a ajuda da bimby aventurei-me num recheio de peixe que pode ser usado também para rissóis ou canapés. Cozi o peixe, deixei arrefecer e misturei a lata de atum. Na bimby fiz um refogado rápido (cebola, alho, tomate e azeite), juntei a agua da cozedura do peixe, um bocadinho de leite e farinha, tempero a gosto, et voilà, sai um béchamel de peixe. Misturei o peixe com béchamel, adicionei a salsa e depois preparei e enrolei os crepes.

Super rápido, super fácil e uma óptima forma de gastar ingredientes esquecidos por casa e em quantidades pequenas. Gosto particularmente de fazer estas "invenções" porque odeio deitar comida fora, e no final fico sempre a pensar que não sou assim tão nula na cozinha como me acho na maior parte dos dias.

20
Fev17

Cinema

Adoro ir ao cinema, e se em Portugal era uma rotina muito nossa (sábado a noite era dia de ir ao cinema, em 10 salas havia sempre algum filme que nos iria interessar), aqui fomos perdendo o habito nem sei muito bem porquê.

Sexta-feira saí mais cedo do trabalho: estava com febre por causa de uma otite que me anda a massacrar à semanas. Sábado à noite já me sentia melhor e como seria de imaginar, já estava fartinha de estar em casa. A programação televisiva também não mostrava nada de especial, então porque não ir ao cinema? Sair de casa, da garagem até ao parque de estacionamento não implicava apanhar correntes de ar.

Espreitamos rápido na net os filmes em cartaz e no meio de todos eles destacaram-se três. As cinquenta sombras (claro!), Silence e um filme francês chamado Raid Dingue.

O Mr. Grey estava fora de questão, ainda que tenha gostado dos livros, o primeiro filme foi uma porcaria: parecia um daqueles trabalhos de grupo em que toda a gente faz uma parte e depois juntam tudo. Na verdade não achei aquilo um filme, achei aquilo uma compilação de cenas com a banda sonora metida ali à martelada. E já nem comento a Dakota que me parece a Kristen Stewart 2.0...

Ainda que a ideia do Silence fosse gira, o trailer não nos transmitiu qualquer emoção.

Assim sobrou o filme francês - ja vos disse que ando loucamente apaixonada por comédias francesas? Logo eu, que nunca gostei de comédias.

Óbvio que não têm os efeitos especiais dos filmes americanos, os actores são basicamente sempre os mesmos, mas é o tipo de filme que me faz rir de principio a fim de tal maneira que vou perdendo pormenores de cenas, tal são as gargalhadas. Adoro descobrir coisas novas fora da minha zona de conforto e perceber que fora das escolhas "óbvias" também haverão coisas divertidas.

A fila para as Sombras de Grey não tinha fim e achei mesmo que íamos ser as únicas pessoas na nossa sala; bom, não podia estar mais enganada. Esteve com metade da lotação numa sala enorme, e pelas gargalhadas que se ouviam toda a gente gostou tanto como eu.

Sou mega fã do Dany Boon e todos os filmes que ele faz são totalmente hilariantes. Desta vez fomos ver o Raid Dingue, mas aconselho também Lolo, Un plain Parfait e Eyjfjallajökull (sim, o filme chama-se mesmo assim). Aconselho mesmo!

15
Fev17

Dicas para dormir, há?

Desde bebé que tenho problemas com o sono, que se vão alternando por fases: ora há alturas em que não consigo adormecer, ora ando a dormir como se tivesse a doença do sono. Ao longo dos anos fui experimentando todas as mezinhas que ouvia para conseguir adormecer mais facilmente, porque o meu problema sempre foi adormecer - depois de estar a dormir nem um comboio me acorda - mas nunca nada resultou. 

Nestas últimas semanas ando com a um assunto pendente na cabeça e que não depende de mim, mas que me deixa muito ansiosa e que me tem vindo a afectar o apetite (que já por si não é pouco) e me tira o sono. Portanto, já não me chegava andar a treinar para lontra, ainda pareço uma lontra zombie. 

Dicas para adormecer mais facilmente sem recorrer a químicos, alguém as tem?

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