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Blog da Margarida

Blog da Margarida

27
Abr17

Optimismo português

Se é verdade que o povo português tem aquele estado de espírito social assim-assim, pseudo-melancólico, o típico "vai-se indo", "nunca pior", "é a vida", também é a verdade que há um estranho e macabro positivismo dentro de todos nós. 

 

  • Numa situação perfeitamente banal, em que dá-mos um toque com o carro, o que pensamos? Tivemos sorte, podia-se ter estragado mais.
  • Quando o estrago é grande? Teve sorte, podia ser pior e o carro ir para a sucata.
  • O carro vai para a sucata? Teve sorte, pelo menos foi só o carro.
  • Ferido ligeiro? Teve sorte, podia ter sido grave.
  • Ferido grave? Teve sorte, podia ter ficado incapacitado.
  • Fica incapacitado? Teve sorte, podia ter morrido.
  • Morreu? Pelo menos não sofreu...

 

Todos nós já ouvimos estas frases, e este é apenas um exemplo do quanto tendemos a imaginar uma situação hipotética pior do que é na realidade, com o objectivo de relativizar ou acalmar.

A mim parece-me uma boa forma de viver. Sou portuguesa, sou optimista, e se é para ter problemas, pelo menos que consigamos procurar um lado bom e agradecer por ele.

27
Abr17

Upsss....

Se o vosso telemóvel parecer que tem um problema de software, não corram para a loja. Não tentem mostrar na loja que o telemóvel reproduz perfeitamente o som e toque das chamadas, e youtube, mas que não reproduz qualquer som gravado na memória interna. Não percam a vossa hora de almoço por isso. Não tenham pensamentos homicidas quando vos dizem que um telemóvel topo de gama com menos de 6 meses já não tem garantia porque tem um canto milimétrico estalado na capa de trás.

Não façam nada disto sem antes reiniciar o aparelho; é que as vezes este procedimento resolve o problema.

26
Abr17

Como provocar desilusões alheias

Fui ao supermercado em trabalho, com uma nota de crédito para fazer o pagamento. Correu tudo nomalmente até a senhora da caixa ver de onde era a nota de crédito, ou seja, onde é que eu trabalho.

 

Senhora da Caixa: Ah, eu gostava tanto de trabalhar com animais! Muito mais do que com pessoas!

Eu: Pois, eu percebo. Acontece-me o mesmo.

S.C.: Passei a minha vida a resgatar cães e gatos, sabe, menina?

Eu: Que bom.

 

Não queria ser antipática, mas tinha gente com trabalho pendente à espera daqueles produtos. Nisto a senhora continua a debitar conversa.

 

S.C.: Nunca comprei um cão na minha vida! Acho estúpido pagar 500€ por um animal com tantos para adoptar.

Eu: Pois, isso são escolhas.

 

Olho para o relógio, para dar a subentender a minha urgência.

 

S.C.: Mas também não crítico quem compra. Ai, que eu adoro animais! E cavalos? Toda a gente diz que os cavalos duram 20, 25 anos. Os meus duram mais de 30 anos, um já chegou aos 34!

Eu: Que bom.

S.C.: E vocês trabalham mais com animais de pequeno ou de grande porte?

Eu: O laboratório trabalha sobretudo no domínio da saúde pública, só recebemos animais para autópsias. 

 

A desilusão na cara da senhora, seguido de 10 segundos sem saber o que dizer.

 

S.C.: Ah. -pausa com suspiro - Isso também é importante.... Pois, acho que isso é mesmo importante. Obrigado e bom dia. 

 

Já perdi a conta às vezes que vi a desilusão na cara das pessoas quando percebem que há mais na veterinária do que o trabalho em clínicas. Tento explicar que o trabalho de laboratório também é importante: para além do controlo de produtos alimentares de origem animal, do controlo de zoonoses (doenças transmissíveis entre animais e humanos), há também o diagnóstico e controlo de doenças, e com a detecção da causa de morte de um animal, se pode tratar todos os outros da mesma exploração e evitar que fiquem doentes ou morram. 

É um revirar de olhos geral; sinto-me qual testemunha de Jeová a tenta evangelizar as pessoas - ninguém quer saber. 

25
Abr17

Fazer as pazes com o espelho

Esta semana, a Carolina escreveu um post que descreve a minha vida durante anos e anos; posso dizer que até me arrepiei enquanto lia.

No inicio da minha adolescência tive de lidar com um problema grave na tiróide que me atirou 20kg para cima em poucos meses, algo que não é fácil de aceitar em qualquer idade, naquela fase marcou ainda mais a forma como me via, criando um grosso filtro depreciativo que se arrastou no tempo em forma de insegurança. 

Hoje vejo por fotos antigas - já de anos mais tarde, numa altura em que levava o exercício e educação alimentar muito a sério - que já estive muito perto de ter o corpo que sempre quis ter, mas as memórias que tenho dessa altura são de continuar a achar que não estivesse nem perto do objectivo. Queremos sempre mais e melhor.

Há sensivelmente dois anos ganhei uns quilinhos a mais, e não tenho feito o suficiente para os perder. Tento comer de forma saudável, tento ter uma vida activa mas não tenho trabalhado de forma a ficar com o meu "corpo de Verão" por várias razões: pelas trinta mil coisas que toda a gente conhece (trabalho, horários, e blábláblá) mas acima de tudo porque me aceitei como sou.

Com isto não estou a dizer que me vou descuidar e engordar 50kg, mas finalmente interiorizei que nunca vou ser uma modelo da Victoria Secret e que não tenho a forma física que gostaria de ter, mas tenho aquilo para o qual me esforço e acho aceitável. Portanto, não é racional debater-me comigo mesma por querer atingir resultados e objectivos, quando a maior parte do tempo não estou a trabalhar nem a lutar por eles. 

Não acho que valha a pena matar-me a correr ou a fazer uma dieta restrita para ficar mais magra para o Verão, se entre Setembro e o Natal foi recuperar tudo e mais alguma coisa. Para quê? Porquê? Qual é o sentido disto? Ficar bem nas fotos? Se me sentir preparada e com vontade de seguir esse ritmo, irei fazê-lo como já aconteceu, mas por mim e não por pressões sociais. 

 

Com os anos aprendi a adorar comer de forma saudável, aprendi a gostar de correr e fazer caminhadas mas continuo a gostar também dos velhos hábitos pecaminosos.

Talvez venha a evoluir e tornar-me uma daquelas pessoas fit com o six pack definido, mas estou ainda à espera desse milagre dia. Até lá sou uma pessoa normal, que ninguém chamará de gorda nem de magra, que passa a vida a lutar com a balanca por 3kg a mais/3 kg a menos, mas que usa o mesmo número de calcas há pelo menos 12 anos. Por isso mesmo, há muito que passei a ignorar a balança e me regro pela saúde e pela medida da roupa.

 

Ontem entrei na Zara e peguei em dois pares de calças tamanho 36 (o mesmo de sempre), ainda que a medo e a deitar um olho no 38 porque achava mesmo que 36 não me ia servir. Experimentei as primeiras e não me passaram das coxas; já estava eu a dizer mal da minha vida e a pedir ao homem para ir buscar o tamanho acima (que se recusou porque segundo ele, as calças eram feias), até que experimentei o segundo par que me assentou como uma luva, pareciam que tinham sido feitas para mim com a vantagem de me fazerem parecer mais magra. 

Não sei qual das calças tinha a etiqueta trocada, mas independentemente do número que lá marcava, independentemente do que diz a balança, saí de loja feliz porque mesmo com gordurinhas a espreitar, gostei do que vi - gostei de me ver - e isso foi algo raro durante demasiado tempo.

25
Abr17

That's my boy!

Ontem à noite fiquei a ler até tarde na cama, com o marido já a dormir ao meu lado. De repente e sem que nada o fizesse acordar, virou-se para mim, deu-me um beijo super apaixonado e carinhoso, voltou a virar-se e adormeceu novamente, sem dizer um palavra. Hoje não se lembra do sucedido.

Isto bate de longe o romantismo do romance que estou a ler. Se isto não é amor, o que será? 

 

24
Abr17

Já cheira a férias

Chega a Primavera, a temperatura sobe, os dias ficam mais longos, o sol aparece mais vezes e qual é a primeira coisa que nos vem à cabeça? FÉRIAS, pois está claro.

Nos últimos 4 anos fomos escolhendo ir de férias ou passear para sítios novos na Primavera e no Outono, e no Verão fazermos uma visita mais longa a Portugal, mas este ano decidimos fazer a coisa diferente. Fomos passar o Natal com a família, vamos passar também uns dias agora em Maio e no Verão vamos para um sítio novo. 

Não sei se me vou arrepender porque as férias em Agosto em Portugal são o ponto forte de todo ano. Eu sei que é cliché, que todos os emigrantes voltam nessa altura, mas é quando conseguimos reunir com família e amigos que também estão longe.

É lá que passamos o dia mais aguardado: o aniversário do marido, onde fazemos questão de todos os anos alugar um espaço privado que permita juntar todos os amigos e família, e onde possamos passar pelo menos um dia com toda a gente, com um bom barbecue, muita brincadeira e sol (coisa que nos falta o ano inteiro).

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A Camila é ou não é a coisa mais fofa deste mundo?

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Ainda que daqui a 3 semanas vá passar uns dias a Portugal (e se o S. Pedro decidir ser simpático, serão dias muito agradáveis), fico com saudades por antecipação de momentos como estes, cada vez que vejo estas fotos.

By other side, para procurar motivação e porque preciso de começar a planear a viagem deste ano, fui dar com este post onde tem um roteiro exactamente como o que eu queria fazer, e fiquei a babar com aquelas fotos. Decidimos este ano ir conhecer a famosa Côte d'Azur, (ou como é conhecida por cá, o Algarve francês); já temos hotel reservado para Nice que fica entre Cannes e o Mónaco, mas a ideia é basicamente fazer a costa para conhecer as principais cidades e praias, como St. Tropez. Vamos fazer a viagem de carro - e esta escolha não tem naaaaaada a ver com o meu medo de aviões (cof, cof, cof) - porque fica "apenas" a 10h de nossa casa, porque nos dará maior mobilidade lá, porque eu adoro fazer a viagem pelo interior francês de uma ponta a outra, e porque podemos levar e trazer muito mais coisas.

Quem mais está ansioso pela chegada das férias? Quais são os planos por esses lados?

20
Abr17

Os guerreiros do Facebook

A internet pode ser maravilhosa mas como tudo tem coisas boas e coisas más, ainda que a meu ver cada vez mais se use como fonte de desinformação. Há sempre um assunto do dia; algo de qual se fala por todo o lado, telejornais, jornais, rádio e redes sociais, e há sempre um jornal que diz branco e outro que diz preto. O que importa é criar títulos chamativos e atirar suposições chocantes para o ar, ainda que não correspondam à verdade.

Neste momento a notícia é a morte de uma rapariga de 17 anos com sarampo, e toda a gente ataca ferozmente os pais antivacinas e os pais daquela rapariga (que ao que parece não são antivacinas).

Ora bem, este tema tem mais pano para mangas do que o sexo dos anjos. Sou a favor da vacinação? Sim.

Sou a favor de toda a vacinação que existe no mercado? Não.

As vacinas são só coisas boas e só tem vantagens? Mentira.

As vacinas são importantes para proteger toda a população de doenças, e há aqui uma questão de obrigação social para prevenção de doenças infecto-contagiosas? Sim, sem dúvida. 

Eu própria tomei vacinas em criança que hoje não as teria tomado, mas sei também que os meus pais fizeram sempre o que achavam de melhor para mim, e o que a ciência diz ser verdade no dia de hoje, pode ser uma grande mentira amanhã. Todos os pais fazem aquilo que acreditam ser melhor para os seus filhos, independentemente da sua ideologia. 

 

E nestas situações aparecem aquilo que eu chamo de "Guerreiros do Facebook", porque ali, meus caros, toda a gente percebe de tudo, todos são especialistas em todos os assuntos, são exímios em julgar e atacar e defender a sua opinião com insultos e ataques pessoais. Não conseguem perceber que podem haver duas ou mais opiniões/ideias diferentes, e que todas elas tenham vantagens e desvantagens: seja o assunto saúde, justiça, futebol, ou o gorila que foi morto a tiro porque a criança caiu dentro da sua jaula.

Se há duas opiniões, poderemos partir do principio que haverão factos que desconhecemos para fazer a pessoa pensar de outra forma, e que se os ouvirmos todos podemos mudar ou reforçar a nossa opinião. Mas isso deve ser para meninos...

Parte-se para os julgamentos gratuitos, parte-se para os ataques. parte-se para os insultos e ameaças virtuais (estas são as minhas preferidas), quais selvagens que defendem a sua ideia até passar o limite no respeito e do senso comum, tudo para ganhar um fantástico e absolutamente incrível NADA! Uma pessoa morreu, e a sociedade parte para o Facebook de espada smartphone na mão, prontos para as guerras de teclado. 

Se eu também podia parar de ir coscuvilhar as caixas de comentários? Podia, mas é o meu guilty pleasure e há vícios piores. 

 

19
Abr17

Vamos falar de sobremesas?

Não aquelas que faço em casa, mas das que pedimos no restaurante, e sobre isso tenho várias coisas a dizer:

 

1. Se vamos ao restaurante e apreciamos uma comida bem feita e o mais "caseira" possível, feita cheia de amor e pormenores, porque raio nos dão uma lista de sobremesas pré-feitas? Custa assim tanto fazer uma mousse de chocolate caseira? Custa assim tanto fazer um leite creme (ou Crème Bruleé, como queriam chamar) que não  seja comprado já congelado e que ainda venha gelado para a mesa? Custa assim tanto fazer um bolo típico da casa, por mais simples e básico que seja? 

 

2. Para os pratos principais todos os restaurante procuram originalidade, algum pormenor que marque a diferença como uma especiaria, ou o acompanhamento, ou o empratamento, mas no que toca à pobre da sobremesa, temos sempre mais do mesmo. Cada vez que olho para a lista típica da Olá (e se for da Olá já não é mau!), com o acréscimo da mousse de chocolate, do pudim caseiro (cof, cof, cof), salada de fruta, queijo com marmelada, dá-se-me um arrepio pela espinha acima. Senhores dos restaurantes, inovem! Inovem pelo amor da Nossa Senhora dos Gulosos! 

 

3. Invistam nas sobremesas! Não são os candeeiros XPTO, ou aquele papel de parede caríssimo que me vão fazer voltar se a comida for uma desilusão. E a comida até pode ser óptima, mas a sobremesa vem sempre no fim e será essa a última memória a registar daquele lugar. 

 

4. Parem de olhar para as sobremesas como um suplemento. Uma sobremesa bem feita tem tanto mérito como o melhor prato principal, mas não venham com a conversa do costume "e sobremesa? Alguém quer sobremesa?". Claro que toda a gente quer sobremesa! Só que na maior parte das vezes, não estão dispostas a pagar por uma fatia de gelado o mesmo preço de 2 ou 3 gelados inteiros; gelado esse que podem comprar em qualquer supermercado. Toda a gente faz leite creme ou mousse de chocolate em casa, quando vamos a um restaurante queremos algo especialmente bom e que fuja daquilo que comemos todos os dias. 

Ofereçam um cheesecake de frutos vermelhos, uma mousse de maracujá, ou uma tarte qualquer (a melhor tarte que já comi na minha vida foi uma tarte de Limoncello, que só de pensar me faz ficar com água na boca) e verão que as pessoas até são capazes de experimentar e vão parar de reclamar do preço das sobremesas. 

 

Eu sou uma pessoa de sobremesas - adoro gordices- e não imaginam como é frustrante ir tantas vezes comer fora e cada vez que vem o menu para a mesa, pensar "outra vez arroz...". Chego a ir a restaurante só por determinada sobremesa, aliás, há até um restaurante ma-ra-vi-lho-so que vou sempre que posso só para comer a sopa e a sobremesa da casa. 

Para o bom e para o mau, as refeições em restaurante são bastante frequentes para nós e já umas quantas vezes elogiei a comida mas mandei a sobremesa para trás, e agradeço na verdade que não me cobrem uma mousse que já tem um par de dias, tal como recusaria uma salada ressequida. Por outra lado, se me serviram uma sobremesa genialmente deliciosa, não me importo de pagar bem essa qualidade e deixar gorjeta. Acho triste que menosprezem desta forma o prato final, que pode mudar completamente a ideia que a pessoa teve de todo o serviço. 

Senhores dos restaurantes, por favor, não menosprezem as sobremesas.

19
Abr17

Tardes de cinema em casa

Tivemos fim de semana prolongado, e tendo em conta a vontade do S. Pedro, não fizemos muito mais do que dar um passeios com a Camila e ficar em casa a ver tv, a ler e a cozinhar. 

Já aqui falei sobre o facto de não ter internet, e da forma como giro a minha vida quando não podemos pegar na nossa pala de pirata e navegar até encontrar um filme ou uma série que nos agrade. Na verdade, agrada-me não poder escolher o que vou ver. Tenho NOS em casa e se no meio de tantos canais não encontramos nada que nos interesse, talvez o problema sejamos nós e não a NOS (não resisti ao trocadilho).

Quando digo que não encontramos nada que nos interesse, digo isto no verdadeiro sentido da frase: nada que nos interessa, e não aquilo que achamos que não nos interessa mas nunca perdemos 2 minutos da nossa vida nem para experimentar. Como também já disse aqui, descobri que sou fã de cinema francês apenas porque fui "obrigada" a ver um filme ou outro. 

Esta era a verdadeira magia da televisão, ligarmos o aparelho e ver o que estava a dar; sem mais por onde escolher do que os 4 canais. Digamos que ficar pelos 4 canais me faz pensar em voltar à pré-história, mas ficar-me pelas poucas dezenas de canais que tenho parece-me suficiente. 

Acabei por me perder pelos TVcines e vi 3 filmes maravilhosos que de outra forma não veria:

A Modista. Adorei, adorei, adorei. Que papelão, Sr. Winslet! (Fez aquelas duas horas a passar a ferro passarem por mim a voar)

Os 8 Odiados. O filme foi longo, louco, com voltas e reviravoltas e só no final, quando vimos que era do Sr. Tarantino é que percebemos de onde veio aquela loucura toda, a violência gráfica e aquela quantidade de sangue. Nunca teria visto este filme se pudesse fazer download da Anatomia de Grey. 

Bons rapazes. Não gosto de comédias, ainda que sejam mais policiais do que comédias. Também não gosto particularmente do Ryan Gosling, acho que a melhor cena dele foi esta, e nem precisava de falar, bastava mesmo estar ali quietinho, só a mostrar o sixpack. No final resultou, e gostei de ver. 

18
Abr17

Prova Páscoa superada

Acreditam que eu, Ana Gulosa Margarida, não comi um único ovinho, um único chocolatinho, uma única amêndoa neste período de Páscoa? Nada, nadinha! Comi apenas um doce de Romaria como sobremesa no domingo, depois do almoço de família e nada mais. 

Hoje cheguei ao trabalho e tinha uma caixinha de ovos milka em cima da secretária, e não foi preciso mais de 2 segundos para perceber vou fazer alguém feliz com uma gordice de presente.

O mais grave é que nem foi por dieta (ainda que precise), não foi consciente, foi mesmo por não ter vontade nenhuma de comer doces. Acham que ainda há cura, ou isto é daquela coisas que dá 3 dias antes de morrer?

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