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Blog da Margarida

Blog da Margarida

22
Jun17

Feito!

Curso de Luxemburguês terminado com exames aprovados para a passagem do nível seguinte! 

Que raio de ano lectivo mais lento foi este. Poderia estar orgulhosa de mim por ter atingidos os objectos propostos e da aprovação nos exames mas não recebi certificado de participação pelo excesso de faltas. Eu sei, eu sei, já tenho idade para ter juízo. Shame on me... 

Venha o próximo ano, no qual espero não só ser aprovada, como também receber o diploma de participação pelo número de horas*.

Para ajudar nas festividades, hoje é a festa nacional do Luxemburgo - que só por acaso é o único país do mundo que festeja na noite antes do feriado (sim, o feriado nacional é amanhã). Hoje haverá fogo de artificio, paradas, música na rua, bares abertos até de madrugada e amanhã dia livre para recuperar.

 

 

*Vamos lá ver quanto tempo dura este entusiasmo. É que as desculpas são sempre as mesmas: trabalho, cansaço, rotina, transito, frio, calor, dor aqui, dor acolá, cão doente, falta de carro...

19
Jun17

Sobre o jornalismo canibal

O que dizer sobre o jornalismo canibal que nos chega nos dias de hoje? Títulos chamativos, frases retiradas do contexto, notícias de fontes duvidosas e notícias que acabam por se revelar falsas não são nada quando comparados com a falta de respeito pela vida e pelo sofrimentos alheio. 

Poderia dizer muita coisa sobre a atitude de fazer uma reportagem ao lado de um cadáver, mas acho que já tudo foi dito sobre isso. Quanto a mim, já há muito tempo que deixei de olhar para esta senhora como uma profissional de qualidade, e a vejo como mais um abutre das comunicações. 

Aqui num registo muito mais leve do que os fogos que ceifaram tantas vidas nestes últimos dias, mas ainda assim podemos ver a falta de profissionalismo e a forma provocadora (até a sua postura corporal é inapropriada) como ela fazia uma entrevista no Jornal das 8. 

Se é só ela? Não, infelizmente não é e hoje tudo vale por mais um click. Se por um lado admiro todo o jornalismo e a comunicação social pelo seu trabalho e no inegável impacto na evolução da sociedade nas ultimas décadas, por outro lado fico triste - muito triste - por estarem a seguir um rumo em que nada mais vão ganhar do que a falta de credibilidade e o respeito social.

19
Jun17

Resumo de um fim de semana #5

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Como é que há um teleférico a 20km de minha casa e eu nunca tinha lá ido? Um lugar com vistas lindas, com gelatarias e esplanadas a cada esquina. Já tinha estado naquela vila várias vezes, já visitei o castelo por dentro durante uma festa medieval que lá fazem todos os anos, mas nunca tinha andado no teleférico. Recomendo! Se algum dia vierem para estes lados, visitem Vianden. 

16
Jun17

Fura-planos

Eu: Estive a pesquisar, e gostava de ir a Bruges no fim de semana, pode ser? Este ano ainda não fomos a nenhuma cidade nova, e a X e o Y estiveram lá e disseram que vale muito a pena a visita. Pelas fotos é uma cidade linda que dá para ver em dois dias, e se estiver bom tempo podemos até ir a Oostende, até à praia. Já estiver a ver hotéis...

Ele: Tenho torneio de futebol.

Eu: Mas já tínhamos falado de ir passar o fim de semana fora.

Ele: Não pude recusar o convite.

Eu: Então vamos só um dia...

Ele: O torneio é nos dois dias.

 

E é isto a minha vida. Quase 13 anos juntos, quase 13 anos a levar com o futebol como fura-planos.

14
Jun17

Vamos, capitão?

O "Capitão Corelli" com Nicolas Cage (ainda da altura que fazia bons filmes) e Penélope Cruz. Nunca tinha ouvido falar no filme nem no livro, mas ainda que não seja um sucesso de bilheteiras, foi um filme que gostei mesmo muito de ver. Talvez pelo romance (logo eu, que adoro romances) em período de guerra (adoro romances que se passem no período de guerra), ou se pelas paisagens magnificamente apaixonantes nesta minha fase de stress ante-férias. 

 

 

Eu sei, tem um ar de filme do século passado. É de 2001, mas um romance será sempre um romance. 

 

 

 

Ai, ai... Quem não? Agora vou ali continuar a estudar uma forma de me mudar para a Cefalónia e passar lá o resto dos dias com o meu capitão, já que pelo menos no amor, estou muito bem servida. 

09
Jun17

Onde anda a nossa paciência?

Sou bastante paciente com os meus objectivos de vida, com as coisas a que me proponho e que sei que levam tempo - basicamente, nas coisas que dependem de mim. Por outro lado, nunca tive paciência para pessoas em geral  e acho que percebi isso finalmente nas aulas de psicologia do primeiro ano de enfermagem. Aquilo bateu-me tão forte, que achei por bem afastar os meus dias de trabalho até à reforma de pessoas, mudar de curso e dedicar a minha vida aos animais.

So far, so good. Nunca me arrependi da minha decisão mas não gosto daquilo em que me estou a tornar. Cada vez tenho menos paciência para pessoas, para birras, para intrigas, para conversa sobre este ou aquele, para actividades que me desagradam. Choros de crianças então, dão-me vontade de me enfiar num bunker à prova de som. 

E não digo que as crianças não chorem ou gritem (porque estão só a ser crianças e a testar limites), que as pessoas não falem, não tenham os seus problemas: acho mesmo que o problema sou eu que estou a ficar progressivamente menos tolerante.

Quer-me parecer que não será um problema só meu, mas sim da sociedade que vai sendo cada vez menos habituada a ser contrariada, porque tudo é feito neste-momento-já-e-para-ontem. Porque já não vemos aquilo que a Tv nos impõe porque temos internet e Netflix. Já não ouvimos o que dá na rádio porque temos o Spotify. Não temos de esperar até amanhã para ir à livraria comprar aquele livro porque o podemos comprar e ler agora mesmo, sem sair de casa. Não corremos as lojas todas à procura de algo especifico se o podemos comprar aqui, à distância de um click. 

Mas nem tudo se resume à evolução das tecnologias de comunicação, quando já não há época de uvas nem de morangos porque os há o ano todo. Já não há praia só entre Junho e Agosto, porque a todo momento podemos entrar num avião e pôr o corpinho ao sol. Já podemos antecipar a escolha de um restaurante ou hotel sem criancas porque nos é mais cómodo. 

E não me interpretem mal, já que me assumo como utilizadora de tudo que acabei de referir, mas acho que basicamente estamos a evoluir para não ser contrariados. Isto, de uma forma tão geral e em coisas tão insignificantes do nosso dia a dia que nem as vemos, mas que nos vão afectando e transformando.

Esta semana li algures, que nos dias correntes as pessoas preferem os animais de companhia aos filhos porque se toleram cada vez menos (entre nós, humanos). Li também que num ano, 43 crianças foram devolvidas depois de viverem 6 meses com os candidatos à adopção. E penso que não me quero tornar nisto, nestas pessoas "alérgicas" a outros humanos. Pessoas que desistem de afectos sociais. Que saltam fora do barco quando a maré não é favorável ou mesmo a expectável. 

Desde o inicio do ano que me noto mais apática mentalmente, mais indiferente, mais desinteressada por tudo e por nada. Simplesmente, não quero saber e quando não me interessa baixo o volume, ou desligo a ficha. Mas que sentido faz apregoar o respeito e tolerância por outras espécies, quando eu própria tenho tão pouca paciência para tudo o que me rodeia, sejam comportamentos, pensamentos, conversas ou atitudes que não me agradam?

No fim deste texto encontrei a palavra exacta para isto que me anda a consumir: individualismo.

08
Jun17

Tivesse eu nascido uns anos antes...

Numa arrumação ao meu armário, ouvi os meus biquínis a gritar lá ao fundo que precisavam de reforma. Após profunda avaliação, e tendo em conta os anos de serviço destes, acabei por concordar com eles.

Eu já andava de olho na nova colecção de uma marca e ainda que estivesse com medo de comprar algo tão complicado online, não tinha grandes alternativas porque comprar biquínis no Luxemburgo estava fora de questão  - o que se seguiria, comprar fatos de esqui em Palma de Maiorca?

Acabei por arriscar e encomendei um modelo que andava a namorar à semanas, mas no meio das pesquisas encontrei estas imagens. E que bonitas que elas são!

 

Podiam-me ter ocorridos centenas de pensamentos profundos sobre a evolução da imagem feminina, sobre a moda, sobre a sexualizacão, sobre a pressão social para o corpo perfeito, sobre o aumento dos distúrbios alimentares. Só que não.

Aqui a pequena lontra pensou que afinal não estava "rechonchudinha", só nasceu na década errada. 

07
Jun17

Como destruir um dia maravilhoso em 20 passos


  1. Têm um dia maravilhoso;

  2. Ao fim da tarde, decidem cozinhar para a marmita do dia seguinte: Penne com espinafres gratinado;

  3. A meio da receita percebem que não tem espinafres em casa e decidem tentar com brócolos;

  4. Como a receita foi a olhómetro, quando olham para dentro do robô de cozinha, os brócolos estão reduzidos a água e completamente inutilizáveis;

  5. Mudam a receita de novo, e à terceira vez lá corre bem.

  6. Dividem a comida pelas marmitas para pôr no frigorífico;

  7. Enquanto estão a fechar as marmitas, o gato salta para cima da bancada da cozinha, até aterrar directamente dentro delas;

  8. Comida quente + gato assustado = marmitas no chão e comida pelas paredes.

  9. Gato corre pela casa toda cheio de molho e decide esconder-se debaixo da cama;

  10. Várias tentativas depois, conseguem apanhar o gato (que não estava queimado, só assustado);

  11. Tem a magnífica ideia de dar banho ao gato assustado para lhe tirar toda a comida que o cobria;

  12. Gato assustado + banho = unha de gato tipo gancho na sobrancelha.

  13. Fazem um penso na sobrancelha, deixam o marido a tratar do gato e vão limpar a cozinha;

  14. Limpam a cozinha e percebem que o forno estava ligado há três séculos para o gratinado;

  15. Decidem aproveitar o forno quente para fazer um bolo e aliviar do filme de terror que acabaram de viver.

  16. Olham para o robô de cozinha e pensam que já tiveram azar que chegasse, por isso fazem o bolo com a batedeira;

  17. No meio de farinhas, cacau e açúcar espalhados no chão por mão nervosas, enfiam o bolo no forno;

  18. Momentos mais tarde, reparam que o bolo não estava a crescer como seria suposto e percebem que se esqueceram do fermento.

  19. Tiram o bolo do forno e desenformam directamente para o caixote do lixo.

  20. Fecham a cozinha à chave, fazem uma cruz com os dedos enquanto rezam três Avé-Marias, vão dormir e no dia seguinte passam no supermercado para comprar uma salada pré-feita e uma baguete. 

03
Jun17

Bem-vindo, Junho!

Os anos ímpares são por norma os meus preferidos, são os que me trazem mais mudanças, e os que mais me fazem crescer também pelas suas etapas difíceis. E este ano até agora tem sido um ano dos diabos! Carregado de coisas boas até ao momento mas com algumas descobertas pessoais infelizes, e com mais idas ao médico que um hipocondríaco.

Foram vários tratamentos dentários dolorosos como nunca tinha feito, uma gravidez não evolutiva relativamente avançada e a sua resolução, um acidente de trabalho no qual me poderia ter infectado com uma doença que mata em poucos dias (não matou, a suspeita foi negativa, está tudo bem comigo).

Sobrevivi até Junho, mas até a minha mais profunda veia optimista está cansada e precisa de descanso. Acho mesmo que preciso de pôr um pé no travão deste 2017 louco! Junho, sê bem-vindo mas anda com calma.

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