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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Jun17

Vamos preencher?

Já todos fomos estudantes, e eu lembro-me bem de andar a chatear pessoas para responderem ao questionário para o estudo que fiz como trabalho final na universidade. Ontem recebi o pedido para partilhar este estudo e não custa nada ajudar, ainda para mais sendo num assunto de tamanha importância. 

 

"No âmbito da dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e da Saúde, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, está a ser desenvolvido um estudo com o objetivo de avaliar o papel da Auto-Compaixão, Imagem Corporal e Regulação Emocional na Satisfação Relacional e Sexual de mulheres com Dor Sexual e outras Disfunções Sexuais, sob a orientação do Professor Doutor Pedro Nobre e co-orientação da Doutora Cátia Oliveira.
Para a concretização destes objetivos solicitamos a colaboração de mulheres sexualmente ativas, com ou sem estas dificuldadesmaiores de idade  (idade igual ou superior a 18 anos), que estejam (ou não) numa relação amorosa há 6 meses ou mais, para o preenchimento de um questionário online.
 
Deste modo, pedimos a colaboração de mulheres:
 
que apresentem dor sexual - https://surveys.fpce.up.pt/index.php/792587/lang-pt
 
com outra problemática de natureza sexual - 
https://surveys.fpce.up.pt/index.php/825841/lang-pt
 
que não apresentem nenhuma destas dificuldades -https://surveys.fpce.up.pt/index.php/212855/lang-pt
 
Para participar no estudo deverá escolher o link que melhor corresponda à sua situação atual. No caso de apresentar mais do que uma das dificuldades previamente apresentadas, por favor selecione aquela que tem um maior impacto no momento presente.
 
A resposta ao questionário tem a duração média de 30 minutos. Algumas questões podem parecer mais difíceis, mas o seu estudo é importante. Se não tiver a certeza em relação à resposta mais precisa, selecione a que considerar que melhor descreve a sua opinião/experiência.
 
Considerando o tema do estudo, os questionários são completamente ANÓNIMOS, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondem.
 
Caso se interesse em obter informação adicional ou ter acesso aos resultados do estudo, poderá entrar em contacto através do email priscila.acvasconcelos@gmail.com
 
 
 
Obrigada pela sua colaboração!"
 
29
Jun17

O Milagre!

Sim, hoje eu afirmo que os milagres existem! Eu, pessoa mais céptica deste mundo, passei a acreditar que coisas descritas em livros de ficção podem acontecer. Então vejamos: qual é a probabilidade da Nossa Senhora ter aparecido a três pastorinhos? E qual é a probabilidade de encontrarem uma casa espectacular com um senhorio mais espectacular ainda? Bom, entre estas duas, eu apostaria na primeira, visto que há milhares de pessoas a acreditar nela e ninguém tem fé na segunda hipótese - mas foi mesmo esse milagre que me aconteceu ( a da casa, entenda-se).

Depois de passar meeeeses à procura entre imobiliárias, sites e jornais, de ter visitado casas que se equiparam a galinheiros e outras de valores completamente irrealistas, encontramos algo que nos pareceu aceitável. Quando entramos para ver a casa senti um click, um coup de coeur como dizem os francófonos. Eu que já nem esperava nada mais do que um cantinho minimamente aceitável e limpo, sem ar de garagem de chapeiro, que tivesse sido remodelada depois do ano de 1743, sem humidade e paredes a desfazerem-se, sem ter acesso unicamente por estradas que fecham quando neva, sem pedidos estranhos para iniciação de dossier: eu já só queria encontrar uma casa completamente básica e normal, e encontrei mais que isso.

Então, por etapas foi mais ou menos isto que se passou:

Permite cães? "Sem problema nenhum, desde que ele não faça muito barulho".

Siga para next level, mas com cuidadinho para não tropeçar na desilusão.

E tem jardim? Tem.

Valham-me agora os pastorinhos e os seus milagres, queres ver que é desta?

E tem boa exposição solar? Tem.

Ai, méééu Dééééus, que isto é muito emoção para o meu coraçãozinho. 

E como funciona a reserva? "É privado, ou seja, não paga nada a nenhuma agência".

Neste momento já o meu coração rufava mais do que um tambor numa parada. Siga para o próximo nível:

Que documentos devo enviar para abrir dossier para a escolha dos locatários? "Ah, eu trabalho na base na confiança. Não me importo com folhas de salário. Confio no meu feeling. Quando não gosto de alguém, digo logo que não dá."

Isto valeu-me mais pêlos dos braços arrepiados do que qualquer declaração de amor. 

E quando é que temos de fazer a mudança? "Quando quiserem. Ficará livre este mês, mas eu posso esperar um mês ou dois caso precisem de avisar e dar o tempo necessário para a saída da casa onde estão agora. 

 

Juro, juro que isto foi mais emocionante do que qualquer livro ou filme de ficção. Pelo menos o desenvolvimento e o final foram completamente inesperados, já que ao longo destes meses de pesquisas não passávamos da primeira pergunta. Estive quase ao ponto de oferecer um rim para assegurar a reserva mas achei que isso já seria excessivo.

Quando cheguei a casa mandei um e-mail e no dia seguinte uma mensagem. E depois telefonei. Queria lá saber que o homem me acha-se uma stalker, pelo menos não seria uma stalker debaixo da ponte.

Acho que para que eu parasse de o melgar, o senhor cedeu à minha pressão (ou desespero) e acabou por me responder, e sim, a casa é para nós, iremos lá amanhã pôr tudo em ordem. Acho que  é a compensação pelos primeiros meses do ano, que finalmente o Universo está a conspirar a meu favor depois de me ter posto provas de fogo à frente. 

 

 

 

 

27
Jun17

Está-se bem nas Caraíbas

Praias paradisíacas, relax, presuntos ao sol, cocktails na piscina... Tudo o que se pode pedir depois de um longo ano de trabalho.

Lamento desiludir-vos mas não foi isso que me fez desaparecer do blog nos últimos dias.

Sei que se está muito bem por aqueles lados porque tenho amigos lá de férias a postarem fotos diárias, mas eu fiquei mesmo por terras do grão-ducado.

Podia ter aproveitado o fim de semana prolongado para viajar ou fazer outras coisas igualmente prazerosas, mas chegou o fatídico momento das limpezas a fundo em casa e aproveitamos estes dias livres para pintar paredes e tectos.

Que maravilha! Not! Arrastar e esvaziar móveis (save me!), isolar portas, janelas e rodapés, desmontar candeeiros (please!), lavar o chão de todas as micro pingas de tinta que lá caíram - uma animação, portanto.

Adoro o resultado, e aproveito para confessar que nunca imaginei deitar-me na cama a apreciar a pintura do teto e das paredes entre suspiros, mas ouçam o que eu vos digo: não tentem isto em casa!! 

Sigam o meu conselho, contratem alguém profissional para vos pintar a casa e metam-se num avião para as Caraíbas durante uma semana! É que por aqui não se está mal, mas por lá está-se bem melhor.

22
Jun17

Feito!

Curso de Luxemburguês terminado com exames aprovados para a passagem do nível seguinte! 

Que raio de ano lectivo mais lento foi este. Poderia estar orgulhosa de mim por ter atingidos os objectos propostos e da aprovação nos exames mas não recebi certificado de participação pelo excesso de faltas. Eu sei, eu sei, já tenho idade para ter juízo. Shame on me... 

Venha o próximo ano, no qual espero não só ser aprovada, como também receber o diploma de participação pelo número de horas*.

Para ajudar nas festividades, hoje é a festa nacional do Luxemburgo - que só por acaso é o único país do mundo que festeja na noite antes do feriado (sim, o feriado nacional é amanhã). Hoje haverá fogo de artificio, paradas, música na rua, bares abertos até de madrugada e amanhã dia livre para recuperar.

 

 

*Vamos lá ver quanto tempo dura este entusiasmo. É que as desculpas são sempre as mesmas: trabalho, cansaço, rotina, transito, frio, calor, dor aqui, dor acolá, cão doente, falta de carro...

19
Jun17

Sobre o jornalismo canibal

O que dizer sobre o jornalismo canibal que nos chega nos dias de hoje? Títulos chamativos, frases retiradas do contexto, notícias de fontes duvidosas e notícias que acabam por se revelar falsas não são nada quando comparados com a falta de respeito pela vida e pelo sofrimentos alheio. 

Poderia dizer muita coisa sobre a atitude de fazer uma reportagem ao lado de um cadáver, mas acho que já tudo foi dito sobre isso. Quanto a mim, já há muito tempo que deixei de olhar para esta senhora como uma profissional de qualidade, e a vejo como mais um abutre das comunicações. 

Aqui num registo muito mais leve do que os fogos que ceifaram tantas vidas nestes últimos dias, mas ainda assim podemos ver a falta de profissionalismo e a forma provocadora (até a sua postura corporal é inapropriada) como ela fazia uma entrevista no Jornal das 8. 

Se é só ela? Não, infelizmente não é e hoje tudo vale por mais um click. Se por um lado admiro todo o jornalismo e a comunicação social pelo seu trabalho e no inegável impacto na evolução da sociedade nas ultimas décadas, por outro lado fico triste - muito triste - por estarem a seguir um rumo em que nada mais vão ganhar do que a falta de credibilidade e o respeito social.

19
Jun17

Resumo de um fim de semana #5

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Como é que há um teleférico a 20km de minha casa e eu nunca tinha lá ido? Um lugar com vistas lindas, com gelatarias e esplanadas a cada esquina. Já tinha estado naquela vila várias vezes, já visitei o castelo por dentro durante uma festa medieval que lá fazem todos os anos, mas nunca tinha andado no teleférico. Recomendo! Se algum dia vierem para estes lados, visitem Vianden. 

16
Jun17

Fura-planos

Eu: Estive a pesquisar, e gostava de ir a Bruges no fim de semana, pode ser? Este ano ainda não fomos a nenhuma cidade nova, e a X e o Y estiveram lá e disseram que vale muito a pena a visita. Pelas fotos é uma cidade linda que dá para ver em dois dias, e se estiver bom tempo podemos até ir a Oostende, até à praia. Já estiver a ver hotéis...

Ele: Tenho torneio de futebol.

Eu: Mas já tínhamos falado de ir passar o fim de semana fora.

Ele: Não pude recusar o convite.

Eu: Então vamos só um dia...

Ele: O torneio é nos dois dias.

 

E é isto a minha vida. Quase 13 anos juntos, quase 13 anos a levar com o futebol como fura-planos.

14
Jun17

Vamos, capitão?

O "Capitão Corelli" com Nicolas Cage (ainda da altura que fazia bons filmes) e Penélope Cruz. Nunca tinha ouvido falar no filme nem no livro, mas ainda que não seja um sucesso de bilheteiras, foi um filme que gostei mesmo muito de ver. Talvez pelo romance (logo eu, que adoro romances) em período de guerra (adoro romances que se passem no período de guerra), ou se pelas paisagens magnificamente apaixonantes nesta minha fase de stress ante-férias. 

 

 

Eu sei, tem um ar de filme do século passado. É de 2001, mas um romance será sempre um romance. 

 

 

 

Ai, ai... Quem não? Agora vou ali continuar a estudar uma forma de me mudar para a Cefalónia e passar lá o resto dos dias com o meu capitão, já que pelo menos no amor, estou muito bem servida. 

09
Jun17

Onde anda a nossa paciência?

Sou bastante paciente com os meus objectivos de vida, com as coisas a que me proponho e que sei que levam tempo - basicamente, nas coisas que dependem de mim. Por outro lado, nunca tive paciência para pessoas em geral  e acho que percebi isso finalmente nas aulas de psicologia do primeiro ano de enfermagem. Aquilo bateu-me tão forte, que achei por bem afastar os meus dias de trabalho até à reforma de pessoas, mudar de curso e dedicar a minha vida aos animais.

So far, so good. Nunca me arrependi da minha decisão mas não gosto daquilo em que me estou a tornar. Cada vez tenho menos paciência para pessoas, para birras, para intrigas, para conversa sobre este ou aquele, para actividades que me desagradam. Choros de crianças então, dão-me vontade de me enfiar num bunker à prova de som. 

E não digo que as crianças não chorem ou gritem (porque estão só a ser crianças e a testar limites), que as pessoas não falem, não tenham os seus problemas: acho mesmo que o problema sou eu que estou a ficar progressivamente menos tolerante.

Quer-me parecer que não será um problema só meu, mas sim da sociedade que vai sendo cada vez menos habituada a ser contrariada, porque tudo é feito neste-momento-já-e-para-ontem. Porque já não vemos aquilo que a Tv nos impõe porque temos internet e Netflix. Já não ouvimos o que dá na rádio porque temos o Spotify. Não temos de esperar até amanhã para ir à livraria comprar aquele livro porque o podemos comprar e ler agora mesmo, sem sair de casa. Não corremos as lojas todas à procura de algo especifico se o podemos comprar aqui, à distância de um click. 

Mas nem tudo se resume à evolução das tecnologias de comunicação, quando já não há época de uvas nem de morangos porque os há o ano todo. Já não há praia só entre Junho e Agosto, porque a todo momento podemos entrar num avião e pôr o corpinho ao sol. Já podemos antecipar a escolha de um restaurante ou hotel sem criancas porque nos é mais cómodo. 

E não me interpretem mal, já que me assumo como utilizadora de tudo que acabei de referir, mas acho que basicamente estamos a evoluir para não ser contrariados. Isto, de uma forma tão geral e em coisas tão insignificantes do nosso dia a dia que nem as vemos, mas que nos vão afectando e transformando.

Esta semana li algures, que nos dias correntes as pessoas preferem os animais de companhia aos filhos porque se toleram cada vez menos (entre nós, humanos). Li também que num ano, 43 crianças foram devolvidas depois de viverem 6 meses com os candidatos à adopção. E penso que não me quero tornar nisto, nestas pessoas "alérgicas" a outros humanos. Pessoas que desistem de afectos sociais. Que saltam fora do barco quando a maré não é favorável ou mesmo a expectável. 

Desde o inicio do ano que me noto mais apática mentalmente, mais indiferente, mais desinteressada por tudo e por nada. Simplesmente, não quero saber e quando não me interessa baixo o volume, ou desligo a ficha. Mas que sentido faz apregoar o respeito e tolerância por outras espécies, quando eu própria tenho tão pouca paciência para tudo o que me rodeia, sejam comportamentos, pensamentos, conversas ou atitudes que não me agradam?

No fim deste texto encontrei a palavra exacta para isto que me anda a consumir: individualismo.

08
Jun17

Tivesse eu nascido uns anos antes...

Numa arrumação ao meu armário, ouvi os meus biquínis a gritar lá ao fundo que precisavam de reforma. Após profunda avaliação, e tendo em conta os anos de serviço destes, acabei por concordar com eles.

Eu já andava de olho na nova colecção de uma marca e ainda que estivesse com medo de comprar algo tão complicado online, não tinha grandes alternativas porque comprar biquínis no Luxemburgo estava fora de questão  - o que se seguiria, comprar fatos de esqui em Palma de Maiorca?

Acabei por arriscar e encomendei um modelo que andava a namorar à semanas, mas no meio das pesquisas encontrei estas imagens. E que bonitas que elas são!

 

Podiam-me ter ocorridos centenas de pensamentos profundos sobre a evolução da imagem feminina, sobre a moda, sobre a sexualizacão, sobre a pressão social para o corpo perfeito, sobre o aumento dos distúrbios alimentares. Só que não.

Aqui a pequena lontra pensou que afinal não estava "rechonchudinha", só nasceu na década errada. 

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