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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Ago17

...

Mudar de casa é das coisas mais desgastantes que há. Empacotar a nossa vida toda, proteger móveis, transportar. Carrega, descarrega. Mais uma viagem. Carrega descarrega. "Parti um canto do espelho", "risquei a cómoda do quarto" - é impossível que os móveis saiam ilesos depois da mudança.

Como se já todo este desgaste físico fosse brincadeira, acrescem ainda as limpezas: a da casa nova (que foi só a casa mais suja que já vi na minha vida), e a antiga também depois de a esvaziar. Correr 10km comparados com o dia de hoje, seria para meninos (ou meninas, vá, não se zanguem!).

Sabemos também já de antemão que assim que a mudança terminar, irá iniciar o capítulo seguinte, que é o "onde guardei as minhas coisas?", mas nao vou sofrer por antecipação - uma coisa de cada vez. Afinal amanhã vamos acordar com a vista mais bonita que já tivemos, e sei que todo o esforço vai valer a pena.

7026184_1.jpg

 

28
Ago17

Impossível, dizia eu?

Quando decidi começar a correr, há 8 anos atrás, não corri mais do que 500m até sair traída pelos meus pulmões de preguiçosa. Demorei meses (largos meses) a ganhar a condição física que me permitisse fazer 1km, depois 2km, até aos 5km, 7km e depois os 10km, que eram o meu objectivo desde o inicio; algo quase impossível, pensava eu, porque certamente iria desistir antes de lá chegar. 

Entretanto nestes 8 anos, tenho parado e recomeçado várias vezes: há alturas em que me motivo e consigo treinar certinho (e juro que não há nada melhor do que ver os resultados a aparecer), mas depois lá vem o Invernus Horribilis e passo meses sem treinar (a neve e o frio não ajudam nadinha esta alma de lontra que gosta é de comer). O facto é que mesmo passando por períodos parados, nunca se volta à estaca zero.

Em Julho decidi que era hora de recomeçar, depois de uns 9 meses parada. Comecei por umas voltas ao quarteirão de 2km, fui tentando pouco a pouco ir procurar a atleta que estava adormecida em mim, e ontem foi o dia: ainda que não esteja em forma, consegui convencer o meu corpo a fazer novamente 10km. 

Eu sei, não é assim um objectivo tão grande, são apenas 10km. Todos os dias vejo amigos próximos que fazem 20km ou mais, mas para mim este objectivo tem um significado enorme porque é a prova do quanto eu mudei, que a minha procura contínua por uma estilo de vida mais saudável está a dar frutos. Porque eu não sou uma desportista nata como o senhor meu esposo, nunca gostei de exercício físico, muito menos sem companhia ou motivações externas. 

Mas a minha motivação passou a ser o meu bem-estar, a minha saúde. Fui aprendendo que ninguém o pode fazer por mim, nem há receitas/truques milagrosos e é nisso que penso quando chego a casa depois de um dia de trabalho e ainda hesito entre deitar-me no sofá, ou calçar as sapatilhas e ir correr sozinha. (Isso, e as fotos das famosas boazonas em biquíni, bem como aqueles instagram's de pessoas que perderam 50kg ou mais, e o peso na consciência por comer porcarias).

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(Eu prometo que só volto a falar de corridas e exercício físico quando atingir outra meta igualmente marcante para mim).

22
Ago17

Voltei! (bom, mais ou menos)

Nada temam, queridos leitores, nada de mal me aconteceu! O desaparecimento deve-se única e exclusivamente à falta de tempo:

- fui uma semana de férias, e tenho de vos falar sobre isso assim que organizar tudo. Côte d'Azur é indescritível - acho inclusive que tive "as férias" da minha vida. Tenho uma imensidão de fotos para selecionar e arrumar;

- passei outra semana a empacotar e a desmontar tudo que não é extremamente necessário para o dia-a-dia, e assim adiantar o máximo possível para a mudança de casa da próxima semana. Não me lembrava da quantidade de "lixo" que se pode ter;

- voltei ao trabalho e às corridas (que esta vida não pode ser só passear e comer e engordar). Tenho-me safado bem nos treinos, e mesmo sem grande esforço, tenho atingido objectivos que estavam fora do meu alcance há muito tempo. Falhei a maratona a que me propus o ano passado por falta de dedicação, por isso este ano estabeleci uma prova bem mais curta para Setembro - 10km. Vamos ver que tal corre!

Assim que possível, retomarei a regularidade aqui do blog! 

09
Ago17

Maridos fotógrafos, quem não os tem?

Marido e fotógrafo são coisas que não combinam. Eles sempre cheios de pressa, não querem selfies, não querem fotos de paisagens, não querem perder tempo com fotografias em geral (mesmo que anos mais tarde agradeçam as fotos tiradas naquele momento).

Dando um exemplo prático: eu nem pedi para tirar selfie quando já sabia que ele ia reclamar, porque era só uma fonte de água e blábláblá. Saltei eu para a frente da cascata e pedi para ME tirar uma foto com o telemóvel (que se regula sozinho), sem grande dificuldade. 

Qual foi o resultado?

20170808_185318.jpg

Maridos deste mundo, façam lá o favor às vossas caras metades e tirem-lhes uma fotografia bonita. Sem desfocar, sem parecer que temos papada, sem nos engordar 5kg por foto, sem estarmos despenteadas. Mesmo que tenham de repetir a foto 10 vezes (já que na maior parte dos casos, não vamos lá voltar tão cedo).

Obrigado pela compreensão.*

 

*E não, oferecer um selfstick não resolve o problema.

03
Ago17

O calor e o mar esperam-me

Eu não sou apenas uma catástrofe da organização - eu sou "A" catástrofe da organização. Isto para dizer que devia ter organizado posts para as férias mas não o fiz. 

Não me parece que vá ter muito tempo para postagens porque não vou levar o computador comigo, e no telemóvel fica difícil de corrigir e formatar os textos; para além disso, acho que preenchi demasiado a agenda com actividades e visitas.

O problema é sempre o mesmo: já que lá estamos queremos aproveitar ao máximo para visitar tudo mas, mais do que agendas a seguir, faz também falta o dolce fare niente.

Voltarei em duas semanas e trarei comigo fotos de todos os sítios por onde passei.

 

02
Ago17

O que é ser má-pessoa?

Todos conhecemos alguém que temos como má pessoa, alguém com má índole, se assim se pode dizer. Mas ao mesmo tempo, todos achamos que somos boas pessoas, suponho porque tentamos sempre ser o melhor que conseguimos. Ajudará o facto de sermos peritos a avaliar os defeitos nos outros, mas nunca os vemos em nós. 

Quando perguntamos os defeitos a alguém, o que ouvimos geralmente? Teimosia é o mais comum, ou sinceridade em excesso (também conhecido como "digo o que penso" ou "sou muito directo").

Vivemos numa selva social onde cada um faz o que pode para melhorar a sua vida, num mundo onde não se olha a meios para atingir os fins mas nunca somos nós. Nunca nós, são sempre os outros. Os manipuladores, os chantagistas, os arrogantes, os calculistas moram na casa ao lado, nunca na nossa. 

Este pensamento ocorreu-me porque no dia de Páscoa, numa reunião de família, disseram-me directamente que me achavam má pessoa. Por vir de alguém tão especial para mim, demorei meses até aceitar e interiorizar aquilo: primeiro fiquei triste, depois ofendida, meio revoltada até.

Não sou a melhor pessoa do mundo, nem nunca achei que fosse mas aquela opinião atingiu-me mais do que qualquer outra coisa na vida tinha feito. Meditei, interiorizei e debrucei-me na psicologia barata desta internet fora até conseguir escrutinar os motivos que levaram a essa opinião: tenho defeitos como toda a gente, só não tinha noção deles, nem da forma que isso afectaria os outros. 

Isso levou-me também a tentar perceber a origem daquele comentário, que não foi mais do que uma frustração justificada, de alguém que me deu tanto que esperava no mínimo, o mesmo nível de entrega da minha parte. Esse agradecimento ou retorno não faltou por uma razão intencional, de querer magoar ou prejudicar intencionalmente mas por egocentrismo e individualismo. 

Cheguei a conclusão que, afinal sim, sou má pessoa. Ser mal-agradecida, ser mimada, ser má amiga, ser má neta ou filha faz de mim má pessoa. Mas olhando para o que se passa por este mundo fora, deixo a minha veioa egocêntrica vir ao de cima e ainda acho que sou das melhores más pessoas que conheço. 

01
Ago17

As maravilhas das tecnologias

Descobri a semana passada o Snapchat onde tudo é lindo, filtros para aqui e para ali, narizinhos aqui, estrelas ali, flores acolá - é sorrir e mover as sobrancelhas para ver as orelhinhas a abanar. A coisa está tão bem feita que nos dá um chuto no ego: não é que ficamos mesmo bonitos? Qual Beyoncé, qual Jennifer Anniston, bonitos mesmo somos nós no Snapchat!

O problema está quando fazemos um movimento mais brusco com a câmara e a aplicação deixa de reconhecer o rosto. Aí é que são elas, meus caros. A Angelina Jolie do vosso ecrã dá lugar à tia-avó Lurdes (aquela que tem papada e bigode). 

Da primeira vez, ainda fiquei meia descrente, não fosse o "sem filtro" ser um filtro de feiume. Não, não era. Até nos filtros menos bonitos, continuo melhor que ao natural.

Basicamente foi preciso instalar esta porcaria para olhar para mim como um macaco preto com crista. Mas branco, quase cor de lula. Com espinhas na testa. E com dois queixos.

 

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