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Blog da Margarida

Blog da Margarida

29
Set17

Redes socais na estrada

Pessoas que conduzem com o telemóvel na mão, vocês têm noção que para além de se poderem magoar a sério, podem também magoar alguém que não tem nada a ver com a vossa urgência em mandar mensagens ou com o vosso facebook? 

Eu juro que fico sem sangue quando vejo vídeos nas redes sociais feitas por pessoas enquanto conduzem. E se aparece um animal? Ou uma criança? Aquele comentário é assim tão importante que possa arriscar a vida de alguém? O que pode acontecer é demasiado mau até para imaginar. 

Ontem assisti a um acidente completamente estúpido numa bomba de gasolina porque o condutor estava distraído com o telemóvel. Hoje de manhã, fiz 30km para o trabalho atrás de alguém que se ia pouco borrifando para a estrada, tendo dificuldade em manter-se na via dele e acabando por atrapalhar os outros condutores; até ter oportunidade de o ultrapassar, assisti a diversas buzinadelas que faziam com que o senhor prestasse atenção por uns quantos metros, até que voltava a distrair-se completamente. 

Que atire a primeira pedra quem nunca mandou uma mensagem ou não atendeu um telefonema enquanto conduzia, mas vídeos no instagram para mostrar não sei bem o quê - unhas acabadas de pintar, o pôr do sol, o nevoeiro, a música que estão a ouvir, a temperatura indicada no carro?

Vá, tenham lá juízo!

28
Set17

Do almoço para a II Guerra Mundial

Num almoço perfeitamente normal na cozinha do trabalho, a conversa foi parar à Segunda Guerra Mundial. Eu dizia que gostava muito de ler sobre isso, fossem romances ou histórias verídicas, bem como filmes dessa época, mas não me passou pela cabeça que (logicamente) o Luxemburgo teria sido um dos países que mais sofreu com isso.

Já se passaram muitos anos, e pelo que vou percebendo já não se guardam ressentimentos, mas foi a primeira vez que ouvi relatos em pessoa daquilo que se passou (ainda que me tivessem sido recontadas por filhos e netos de quem viveu naquela altura), confesso que me chocou de uma forma que eu não esperava. Todos sabemos o quão horrível foram aqueles tempos (que felizmente não podemos nem imaginar como foram), mas ouvir pormenores e histórias que atingiram estas famílias foi um soco no estômago bem mais forte do que aquele que sinto quando vejo filme ou leio livros sobre o assunto. 

Contavam-me eles, que assim que guerra começou a aparecer, muitos fugiram ou emigraram para os Estados Unidos. Fiquei a saber que uma colega é neta de quem seguiu esta opção; os avós fugiram para a América com os seus filhos. A minha colega, apesar de já ter nascido do outro lado do oceano, decidiu voltar para o país dos seus avós há uns anos atrás.

Aos que cá ficaram, sobrou-lhes a fome e miséria de verem tudo que era seu ser-lhes levado, inclusive os filhos. Dizia um dos meus colegas mais velhos que a sua avó escondeu o filho de um vizinho na garagem, porque os alemães estavam a "recrutar" todos os jovens de 18 anos. Mas, ironia das ironias, os jovens de 18 anos não foram suficientes naquela "recolha" por isso, ela viu o seu próprio filho de 14 anos ser levado à força. Mesmo assim, decidiu não entregar o filho do vizinho porque ela sabia que no final, acabariam por levar os dois.

Esse rapaz de 14 anos, agora pai do meu colega, passou por muito em muitos países, viveu uma guerra que não queria viver, tentando explicar por onde passava que não era alemão e que não queria aquela guerra mas ninguém acreditava nele. Era apenas uma crianca que falava alemão e parecia alemão, então devia ser alemão (o Luxemburgo não é o país mais conhecido do mundo). Ao que parece, voltou da guerra sem mazelas físicas, e o filho do vizinho que tinha ficado escondido na garagem da sua mãe, foi o seu melhor amigo até morrer.

Uma outra colega contava que a única coisa que os seus avós conseguiram esconder foi um porco. O animal passava o dia escondido numa cave, dentro de um tanque da roupa e durante a madrugada, saiam para o passear às escondidas (para que ele comesse alguma coisa que encontra-se no chão e esticar as pernas). Apesar de todo o carinho e cuidado que tiveram durante meses, bem como todo o simbolismo do animal, o porco acabou por ser cozinhado quando já não alternativa.

Ouvir isto e pensar que afinal isto não foi assim há tanto tempo, nem num lugar tão distante no globo. Que sorte danada temos, só por podermos vivermos em paz!

 

*Aviso que não sou nenhuma especialista no assunto. Limitei a acreditar naquilo que ouvi e a recontar neste post.

26
Set17

Uma mãozinha de sal e umas gotas de água benta...

Viagem comprada. Viagem anulada. Viagem reagendada. E não é que agora o moço fica a saber que tem uma formação obrigatória nesses dias? Quer-me parecer que a viagem não tinha mesmo de acontecer. Só não sei se levo isto como um sinal para não me meter naquele avião, ou se vou na mesma mas levo uma mãozinha de sal grosso e uma garrafinha de água benta em cada bolso, just in case!

24
Set17

Um dia em Bruges

Há muito tempo que queríamos ir a Bruges mas, por um motivo ou por outro, a visita acabava por ser adiada na ultima hora. Bom, há quem acredite no destino e eu acredito que não podíamos ter escolhido um dia melhor para ir conhecer esta cidade!

Foi uma decisão tomada na hora, quando acordamos num raro dia outonal solarengo e não tínhamos planos nenhuns para o dia: tomamos o pequeno almoço e rumamos então até Bruges. De nossa casa até la são aproximadamente 300km (3 horas de viagem), por isso a primeira coisa que fizemos quando chegamos ao destino foi almoçar. Não sou grande fã da culinária belga (à excepção das batatas fritas que são as melhores do Mundo!), mas para sobremesa, lá tive de fazer o enooorme esforço de comer um gaufre au chocolat.

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A cidade tem tanto de pequena como de amorosa: parece saída de um conto de fadas. Limpa, simpática, recheada de lojas e lojinhas, chocolatarias e cervejarias, gente sorridente, e detalhes decorativos e arquitectónicos por cada canto que olhássemos. Demos um primeiro passeio a pé e depois decidimos fazer um tour de barco no centro da cidade para ficarmos a saber um bocadinho mais sobre a historia. O bilhete custou 8€ por pessoa, nada caro portanto, e vale bem a pena.

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Foi uma visita relax e sem planeamento algum, simplesmente aproveitamos a cidade como dois desconhecidos: sem mapas nem pontos de interesse. Fomos andando, entrando e saindo nos monumentos e lojas que nos chamavam a atenção.

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Placard numa das dezenas de cervejarias espalhadas pela cidade. 

Já no fim do dia e porque estávamos ali tão perto, porque não ir ver o mar? Oostend fica a 30km, e apesar de já la termos estado varias vezes, aquele vento frio marinho tão típico da costa belga, aquece-nos sempre o coração.

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Depois de uma enorme caminhada pela longa marginal, jantamos num italiano onde tínhamos estado há 3 anos, e que estava no meu top5 de melhores restaurantes de sempre - mas é caso para dizer "não voltem onde já foram felizes" porque foi o ponto mais baixo do dia.

Ainda assim, foi um dia muito bem passado; passeio, muito namoro e muito boas memorias que ficam para recordação. Se ainda não foram a Bruges, ponham esta cidade na vossa lista de desejos!

 

19
Set17

Edit: Obrigado Ryanair

*Edit: E porque é importante também dizer quando as coisas correm bem em vez de só criticar, finalmente a companhia arranjou uma solução válida para o meu problema. A viagem continua de pé, e espero sinceramente que não hajam mais contratempos.

 

Já se falava há uns dias dos voos cancelados pela Ryanair, e dizia eu, toda tranquila, que eles arranjavam lugares no voo seguinte ou devolviam o dinheiro - pelo menos, foi esta a reposta que eu tinha lido da própria companhia face à situação. 

Ontem à noite recebi uma sms a remeter para a consulta do email: o meu voo de Outubro tinha sido cancelado. Fui imediatamente ao computador com o intuito de trocar as datas porque eu queria mesmo ir passar o meu aniversário a Portugal, e até já tinha consultas médicas marcadas para essa altura. 

Já se imaginava a rambóiada que estaria o site deles: os voos de substituição não estavam disponíveis, simplesmente como se a Ryanair não tivesse voos nenhuns nos próximos meses (entretanto fui ao facebook deles e estavam a propor voos de volta um mês depois da data de ida, como se as pessoas não tivessem que trabalhar). Meia hora de tentativas frustradas e de repente o site diz que eu não tenho reserva alguma. Vamos então para o apoio ao cliente: estava "inactivo".

Já furiosa com toda esta situação, decidi seguir a outra opção proposta que seria o pedido de reembolso. Como os senhores são uns marotos, anularam um voo por cada reserva a toda a gente; ou seja, apenas me anularam o voo de regresso, por isso só reembolsam esse. Tão espertos não são? Obviamente, que depois do longo texto politicamente correcto em que se desculpavam pelo transtorno causado, o link para o reembolso estava - admirem-se! - desactivo!

Acabei por tentar atraves da aplicação do telemóvel, e num rasgo de sorte lá acabei por preencher o pedido e espero a regularização em 7 dias úteis (vou-me manter optimista em relação a isso!), mas isso não devolve a confiança ao cliente. Neste momento, continuo com uma viagem de ida paga, que não foi anulada por isso não posso pedir o dinheiro, mas que também não me aparece no site dentro das minhas reservas. Estará válida ou não? Compro apenas uma viagem de volta noutra companhia, ou será que mesmo não o tendo sido até agora, a Ryanair ainda vai anular mais voos?

A página deles está a ser bombardeada por clientes descontentes: alguns que já estavam de férias e que foram avisado em cima da hora dos cancelamentos, e que tiveram de comprar viagens alternativas a preços loucos, enquanto outras pessoas viram os seus voos anulados e já tinham os hotéis pagos (sim, poderiam comprar outras viagens, mas muitos deles não tem orçamento para isso por não estarem a contar com essa despesa extra. A Ryanair já informou que não vai pagar voos de outras companhias nem hotéis reservados sem possibilidade de cancelamento. 

Isto poderia ser uma anedota, uma daquelas notícias de jornais que criam noticias humorísticas, mas não: estamos mesmo a falar de uma empresa que gera lucros de milhões mas que trata os clientes como lixo. 

Poderia falar da ideia iluminada de nos últimos meses terem passado a separar casais e famílias propositadamente dentro do avião (em Maio, eu fui colocada a 5 filas de distancia do Bruno e fomos sem problema para uma viagem rápida de duas horas, mas haviam mães e crianças separadas - foi um fórróbódó tal que nem imaginam: toda a gente de pé, a trocar com os "vizinhos", os hospedeiros a tentar acalmar toda a gente e pedir para ficarem sentados) com o simples intuito de numa próxima viagem, o cliente pagar a taxa de escolha de lugar,  mas agora decidirem  estragar as férias a quem tanto espera por elas e já tem compromissos marcado, diz tudo sobre a política da empresa.

Não sei como a companhia vai recuperar desta perda gigante de clientes dos cerca de 2 mil voos anulados, mas da minha parte foi seguramente um "Goodbye, Ryanair!".

18
Set17

As aventuras da vida adulta

Depois de uma noite de insónia horrível, em que dormi menos de uma hora, decidi tirar o dia de hoje para descansar e tratar de uns assuntos rápidos. Estava cheia de dores de cabeça, com um humor de cão e o trabalho iria ser tudo menos produtivo.

Pensei então levantar-me à hora do costume para arrumar as tarefas todas de manhã:

- Comecei por ir fazer análises: tinha de ir em jejum, e como não gosto de ficar sem comer de manhã, ficava logo a coisa arrumada. Costuma ser algo bastante rápido mas - adivinhem! - hoje ouve um movimento estranhamente exagerado no laboratório de análises!;

- Serviço feito quase uma hora depois e eu achei por bem ir ao banco tratar de um assunto rápido (porque o banco era mesmo ali ao lado), e fiquei a saber que o assunto que me levava la não era assim tão rápido;

- Porque já tinha a manha meia perdida, decidi ir aos correios (que também são na mesma praça) para enviar umas carta que andavam há que tempos no carro e uma compra online para troca porque saiu grande;

-Aproveitei também para ir fazer umas chaves de casa novas porque este fim de semana, pela primeira vez na minha vida, perdi as chaves de casa;

- E se passasse na casa antiga para ir buscar a correspondência que ainda foi la parar?

- Lá me lembrei que ainda não tinha tomado o pequeno almoço, e como já passava do meio-dia, voltei a casa para almoçar antes de desfalecer.

- Ponderei ficar a descansar mas "perdida por cem, perdida por mil" e assim ficava com tudo arrumado. Enchi-me de coragem e rumei para a junta de freguesia: "A menina enganou-se na senha, tem de tirar outra la fora e esperar pela sua vez ate que o meu colega do gabinete ao lado a chame", "Ah, mas o seu caso é especial, não é aqui, é no terceiro andar. Tire la uma senha e espere pela sua vez". Valeu-me a genuína simpatia de toda a gente, porque acho que se fossem parvos comigo tinha vertido uma lágrima pelo cansaço e frustração. No final, nada resolvido, tenho de la voltar outra vez.

- Bom, o supermercado ficava na estrada de volta a casa, não é verdade? Se fizesse já as compras, amanha podia ir correr na hora de almoço;

- E na mesma rua ficava também a loja dos chineses, e eu precisava tanto de compras umas coisas básicas mas urgentes para a casa nova, como umas caixinhas de arrumação, um piaçaba e um tapete para a entrada.

Aqui esta que vos escreve (que se sente atropelada por um camião TIR cheio carregadinho de sacos de cimento de 50kg), pergunta: que é que me passou pela cabeça? Pois, não sei, mas posso dizer que se tivesse ido trabalhar, tinha tido um dia muito melhor!

15
Set17

Ler ou reler: eis a questão!

Eu, como quase todas as pessoas que por aqui passam, gosto muito de ler - não há outro motivos para ter e ler um blog. Mas tal como em quase tudo na vida, vamos tendo fases mais activas, e outras em que pomos os livros completamente de lado durante meses, certo? Por norma, para sair duma dessas fases de inércia literária, despacho um romance simples: nada mais fácil do que abrir um livro da Nora Roberts ou da Lesley Pearce e perder horas a imaginar um amor que só existe no papel. 

Como estou sem ler há uns meses, esta semana fui espreitar o que tinha lá por casa: tenho alguns que comecei e não me agradaram nas primeiras páginas, tenho alguns que não li ainda, mas a minha atenção prendeu-se num romance que li há muitos anos e que me marcou profundamente (de tal maneira que passei semanas a pensar e a repensar naquilo). Era adolescente na altura, tinha as hormonas ao rubro (e não, não foram as Cinquenta Sombras nem o Twilight) e aquele livro foi exactamente aquilo que eu não esperava: as personagens tinham atitudes mais "humanas" do que as típicas acções românticas e o final não foi o típico "final feliz".  Não imagino o impacto do livro se o tivesse lido pela primeira vez uns anos mais tarde, já com mais experiência de vida, mas foi sem dúvida algo bastante marcante para mim.

Fiquei uns minutos a olhar para ele enquanto tentava decidir se o voltava a ler ou não. Já reli muitos livros na minha vida (não sou patrocinada por nenhuma livraria) mas nunca os "especiais" - não tenho muito boas experiências com esses porque acabo sempre por ficar com mixed feelings. Relembra-me a velha máxima de "Nunca voltes onde já foste feliz", mesmo que tenham sido lugares imaginários. Decidi então não pegar nele, pelo menos agora; quem sabe um dia mais tarde.

E vocês? Guardam os "intocáveis" num canto e nunca mais os lêem? Voltam a ler de quando em vez? Ficam com mixed feelings também? Ou são dos que nunca relêem livros, porque o que não falta neste mundo são livros novos para ler? 

12
Set17

...

Não gosto de me pesar, por isso vou vendo a evolução da coisa pela roupa. É um bom método mas eu já andava aqui a dizer mal da minha vida porque as calças me estavam a ficar todas apertadas e eu só pensava que tal não era possível, que tenho o peso estabilizado há muito tempo, que não me achava mais gorda, até tenho levado a alimentação em bom rumo e tenho feito longas caminhadas e corridas. Nada me indicava que tivesse engordado, excepto as minhas calças. 

No meio do stress de já não ter o que vestir, fui ao "baú" - aquele que todas temos, de calças que já não gostamos tanto ou que já não servem-, e lá peguei num par que já vieram comigo de Portugal: vestia-as e para meu espanto, ficavam-me tão bem como quando as comprei. Já meia intrigada com esta história mas ainda sem grande coisa para vestir, lá fui ao shopping mais próximo para comprar mais um par ou dois, enquanto tentaria emagrecer para caber na roupa que tinha no guarda-fatos. 

Já na loja acabei por perceber que o meu tamanho de sempre me servia na perfeição. Aí, instalou-se o dilema: como é que estas calças na loja me serviam e as que tinha em casa (que tinha comprado há um mês na mesma loja, do mesmo tamanho) não me passavam das coxas?

Trouxe umas comigo e assim que cheguei a casa fui comparar as novas com que tinham deixado de me servir, e ainda que ambas tivessem o mesmo tamanho na etiqueta, as mais antigas pareciam ser dois tamanhos abaixo. Olhando para aquele diâmetro cinta, pensei que quanto muito poderiam servir à Carolina Patrocínio mas nunca a mim. 

A explicação é lógica: aqui a pessoa que vos escreve é perita em encolher roupa na máquina. Senhor meu marido até já compra camisolas tamanhos acima a pensar nos futuros encolhimentos. Lembrei-me de imediato que tinha andado a fazer testes com os programas da máquina de secar, porque ainda que já domine na perfeição a máquina de lavar sem estragos, a de secar é todo um outro nível de dificuldade.

 

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