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Blog da Margarida

Blog da Margarida

31
Out17

Transformar uma casa alugada na "minha casa"

Tenho andado ausente do blog, e não sabem o que isso me pesa na consciência - no ano passado assumi comigo e convosco o compromisso de cá voltar a escrever com a maior regularidade possível e quero que assim se mantenha. É verdade que fui de férias, mas o que mais tempo me tem roubado tem sido a mudança de casa, ou melhor, a transformação de uma casa totalmente desconhecida na "minha"casa. 

Perco-me entre pesquisas de ideias e projectos, tendo em conta que queremos transformar (sem grandes mudanças que impliquem a autorização do proprietário) e sem grandes investimentos, por ser uma casa alugada. Se estão na mesma situação que eu, acreditem que o Pinterest passou a ser o vosso melhor amigo mas também a vossa maior dor de cabeça: não é que ficamos mesmo a acreditar que somos todos uns mestres em bricolage por aquilo parecer tão simples?

Não sou especialista no assunto nem decoradora, mas depois de tanta investigação, quase que já me sinto doutorada nesta pesquisa de dicas simples para alterar o ambiente a baixo custo. Estas foram as melhores dicas que encontrei e que decidi aplicar lá em casa:

  • Mudar puxadores dos armários: apesar de os móveis serem meus, existem sempre os móveis da cozinha e das casas de banho que pertencem ao proprietário. Eu comprei uns puxadores novos para os armários da casa de banho numa loja tipo AKI, custaram 1,5€ cada um e com menos de 20€, parece que lhes tirei uns 20 anos;
  • Maçanetas das portas e espelhos da luz: tive a sorte dos espelhos da luz serem modernos, foi só tirar para lavar e voltar a colocar. Quantos às maçanetas das portas, fui presenteada com umas do século passado (mais trabalhadas que a mobília de quarto de D. Pedro I quando chegou ao Brasil) mas numa "bonita" cor dourada. Sendo que será das mudanças não recuperáveis mais caras, ainda estou à procura de orçamentos mais baratos;
  • Têxteis: cortinados, tapetes, almofadas, mantinhas, tudo que deixe o ambiente mais aconchegante. Para além de dar à divisão um toque pessoal, pode servir para esconder pontos fracos como um chão riscado ou uma caixilharia mais antiga e menos bonita. A parte boa é que quando mudarmos de casa outra vez, podemos levar tudo connosco;
  • Plantas: tenho pena de todas as plantas que vêm parar a minha casa porque não há uma que sobreviva. A solução foi comprar plantas artificiais de boa qualidade (que duram anos e muitas até podem ser lavadas na máquina da louça). Um vasinho aqui, outro ali, umas flores acolá e num instante até nos sentimos dentro daquelas casas modelo do Ikea;
  • Candeeiros: São tantas as opções, dos mais baratos ou mais caros, dos mais fashion aos home made, que não há justificação para não aproveitar isto como mais uma forma de transformar um lugar que nos é estranho num sítio ao nosso gosto. E guess what? Também os podemos levar connosco na próxima mudança;
  • Autocolantes: Se são daquelas pessoas que tem medo de furar paredes, ou que evitam os furos para mais tarde não terem o trabalho de os tapar: usem e abusem dos autocolantes! Encontram tudo o que procuram pelo Ebay, Amazon, Aliexpress, e se quiserem algo mais personalizado, também tenho a certeza que arranjam a um preço bem simpático. Vi projectos ma-ra-vi-lho-sos de cozinhas e casa de banho completamente transformadas só com autocolantes para azulejos;
  • Tinta, rolos e pincéis: Concordo que não seja a tarefa mais agradável do mundo mas é perfeitamente realizável. Há tintas para todos os preços (até já vi em promoção no Lidl, bem como todo o material de pintura). Dá bastante trabalho e é cansativo mas não há nada que renove mais depressa uma casa do que uma boa mão de tinta, seja para "lavar a cara às paredes" ou para pôr uma cor decorativa. E sim, vale a pena pintar os tectos também: ainda que pareçam limpos, a maior parte deles não são pintados há muitos anos e vão ver que depois de pintados de fresco, a divisão parece que tem mais luz.
  • Tutoriais DIY: ou como quem diz, Do It Yourself. Há um universo de vídeos e tutoriais sobre alterações/personalizações de tudo que vos venha a cabeça. No que toca a móveis, é pegar nas gamas mais baratas do IKEA ou equivalentes, num bocado de tinta e imaginação.

 

Decorar uma casa à nossa maneira dá muito trabalho mas, por experiência própria, posso dizer que vale a pena. Ao entrar numa casa que seja "a nossa cara" e no qual investimos tanto tempo e dedicação, tudo se torna mais prazeroso, desde as horas de descanso num quarto decorado à nossa maneira, até as tarefas domésticas como cozinhar e passar a ferro. 

30
Out17

O relógio da Camila não se engana!

Domingo de manhã, a cadela decide chatear-me para eu me pôr a pé: primeiro com beijos, depois começa a andar por cima de cima de mim. Numa última tentativa, senta-se ao meu lado a chorar.

Pego no telemóvel: 7:40h. "Estás maluca, Camila? É domingo, ainda é muito cedo, dorme mais um bocadinho!".

Ela insistia que era hora de levantar, eu dizia que ela tinha ido à rua bastante tarde na noite anterior.

Já cansada de a tentar convencer a deitar-se ao meu lado, acabei por me levantar para lhe abrir a porta do jardim. Realmente já havia mais claridade que o normal.

Olho para o relógio de parede da cozinha e já eram quase 9h da manhã! "Mas ainda à uns instantes pouco passava das 7:30..."

Confirmo no telemóvel: eram 8h.

A hora mudou e eu não ouvi/li/vi em lado nenhum informação sobre a mudança de hora. 

 

Concluí assim que a minha tentativa de desconexão com tudo que é redes sociais e televisão está a resultar.

27
Out17

Os meus amigos vão ter um bebé. E agora?

Coisas que me apoquentam: grávidas, puerperas (nome dado a mulheres em fase de pós-parto) e recém-nascidos. 

Não percebo muito da coisa porque nunca por lá passei, mas é verdade que tendo em conta todas as "modas" actuais, fico sempre com receio do que digo ou do que faço na presença de bebés e de suas mães. 

Acreditem que eu respeito tudo e mais alguma coisa mas é complicado saber o que vai na cabeça das pessoas. Ora vejamos:

  • Começando pelas grávidas, ora temos aquelas que se queixam que "deixaram de existir" durante a gravidez e que só o bebé interessa, e temos as que simplesmente não conseguem falar de outra coisa. Numa sms devemos perguntar por ela ou pelo bebé?;
  • O bebé nasce: visitar ou não visitar? Há quem se queixe pela falta de interesse dos amigos, há quem agradeça que ninguém apareça;
  • Pegar no bebé: sim ou não? Tenho amigas que não deixam os bebés serem pegados ao colo por determinadas pessoas, principalmente se forem fumadores. Também não querem beijinhos nos bebés para evitar a transmissão de doenças. Tenho outras amigas que até agradecem se forem os convidados a dar banho às crias para lhes aliviar um bocadinho as tarefas;
  • O que dizer durante as visitas/encontros/jantares? Que o bebé é lindo mesmo que não o seja? Que é magrinho/gordinho? Que sai ao pai/à mãe? Já vi mães zangadas por ouvirem repetidamente que o rebento é a cara do pai;
  • Recebemos uma lactante na nossa casa: é simpático propor que ela vá dar de mamar num local mais reservado, ou vou ouvir que alimentar a criança em publico é uma coisa perfeitamente natural e não deve ser escondida?

A criança cresce:

  • Se estivermos  comer, devemos oferecer? Podemos oferecer tudo, ou tem de ser livre de glúten, ou lactose, ou de origem vegetal?
  • Se estiverem várias crianças presentes, oferecemos chocolates só às que come doces, ou não oferecemos de todo a ninguém, mesmo que a mãe da que come doces ache isso estúpido?
  • Tablet/telemóveis/TV: sim ou não? Nunca ou às vezes? 
  • Se decidirmos brincar com elas, que tipos de cuidados devemos ter? Brincadeiras para gargalhadas sonoras com saltos e piruetas, ou desenhos e puzzles?
  • O que oferecer no Natal e aniversários: nintendo aos três anos ou ferramentas para trabalhos manuais até aos 8? Livros para os pais lerem? Inscrições em actividades? 

Eu juro que percebo e aceito todas as opções acima e mais algumas - todas elas são válidas, especialmente porque são decisões pessoais que não influenciam terceiros - mas tenho a confessar que depois de uma enorme alegria por saber que pessoas tão queridas por mim realizam o seu desejo de serem pais, vem toda uma preocupação sobre o que dizer e/ou fazer em cada situação. 

Não sei como me comportar, acabando por algumas vezes ficar ali com um bebé nos braços, tipo estátua, sem saber muito bem o que fazer com ele; existem diálogos constrangedores (que nem sei bem se o chegam a ser) em que não sei se os pais querem falar ao mundo sobre a sua experiência ou se acham algo demasiado privado para andar a ser contado aos sete ventos.

Eu juro que bloqueio todos os meus pensamentos do tipo "se fosse eu/se fosse meu filho" porque na verdade nem os tenho, mas também já recebi respostas a roçar a agressividade "porque tu não tens filhos e não sabes!", só porque a minha opinião é diferente da dos pais (seja sobre partos, aleitamento, creches ou whatever) - eu sei, são as hormonas conjugadas com a privação de sono. Acreditem que para mim, não há melhor contraceptivo do que um bebé aos berros ou mães perdidas nos seus baby blues (e sigo a máxima de "sorrir e acenar") mas imagino como se sentirá um casal que passe secretamente por algum problema de infertilidade ao ouvir algo deste género.

Isto tudo para dizer: pessoas que vão ter filhos ou tiveram recentemente, não esperem o "bom senso alheio" porque neste aspecto isso não existe - o que para mim é totalmente normal, para vocês pode não ser ou vice-versa. Digam o que pretendem e o que esperam em cada momento, mesmo que o façam discretamente em conversas ou detalhadamente por email, ou até que escrevam um livro sobre isso! Eu, pelo menos, prefiro receber uma lista "to do and not to do" do que criar acidentalmente situações desagradáveis tanto para os pais como para os convidados. 

16
Out17

Youtube Movies

Não sei se vocês já conhecem o Youtube Movies, que é basicamente o "clube de vídeo" ( não sei se ainda se chama assim) online do site, que eu só o descobri este fim de semana. E vocês sabem o que eu desejei um serviço destes!

Não tenho paciência para andar por sites que abrem janelas e mais janelas a cada movimento de rato, até encontrar o filme com uma qualidade superior a duvidosa e que as legendas não estejam atrasadas 5 segundos em relação às cenas. Sempre disse que preferia pagar e ver um filme como deve de ser, como fazia em Portugal com o vídeo clube da Zon.

O serviço do Youtube foi bastante simples (ainda por cima já tinha o cartão de credito associado à conta Google, o que tornou o pagamento mais rápido), mas ainda assim não posso dizer que fiquei 100% satisfeita. Tem os seus prós e contras:

  • Procurei um filme nos lançamento e descobri uma comédia francesa que me interessou. Vi o trailer e foi muito fácil de passar ao aluguer (existe a possibilidade de aluguer ou de compra; o aluguer é mais barato e permite a visualização do filme por 48h depois de termos iniciado pela primeira vez a sua reprodução);
  • Durante o trailer vi a informação que o filme teria legendas mas isto não se verificou: não haviam legendas disponíveis para aquele filme. Ainda que para mim não tenha sido problema assistir na versão original, é-me sempre mais confortável ter ali a "muleta" das legendas para uma expressão ou outra. Se tivesse alugado um filme em italiano, ou russo, ou alemão, tinha sido dinheiro deitado ao lixo;
  • A meio do filme, a página ficou maluca: queria a toda a força reencaminhar-me para outro filme e sempre que eu voltava ao meu filme, lá voltava ser reencaminhada. Depois de reiniciar o computador duas vezes, a coisa lá funcionou;
  • Durante algumas cenas, a qualidade era automaticamente reduzida, tornando a imagem pixelizada. Estaria ok se fosse um filme "grátis", mas não num serviço pago.

Não sei se estes pequenos problemas estariam relacionados apenas com aquele filme em particular, ou se se deve ao facto de ser algo relativamente novo do Youtube. Ainda assim, vou dar uma segunda oportunidade porque continua a ser um serviço que me agrada:

  • Aluguer fácil e rápido, sem sair de casa e sem fidelizações;
  • O preço varia bastante, encontrei filmes mais recentes por 12€ (que acho um pouco exagerado, tendo em conta que é quase o preço dos bilhetes do cinema) mas também há bastante oferta por 3 ou 4€, que acho perfeitamente aceitável;
  • Também me tinham dito que a biblioteca de filmes era bastante reduzida, mas eu achei a oferta aceitável. 

A ver vamos se na próxima tentativa, correr melhor; se isto se verificar, ganharam aqui uma cliente!

14
Out17

Há coisas piores...

Marido ouvindo roncar o seu estômago, pergunta:

 

-Vamos ao Mcdonald's lanchar?

-Mas já fomos lá estes dias... Não ando a correr tanto para estragar tudo no "mac".

-A ultima vez já foi na semana passada.

-Não foi assim à tanto tempo! Não fomos lá ontem?

-Não, ontem fomos jantar ao restaurante X.

-Pois foi. E antes de ontem?

-Treino. Na segunda também tive jogo. Terça fomos correr.

-E quarta fiz a experiência com a quinoa para o jantar.

-Vês? Já foi no domingo passado.

-Não, Bruno. *súbita memoria* Ontem fomos jantar ao restaurante X mas no final passamos no Mcdonald's para comer um gelado!

-Um gelado não conta como refeição. 'Bora la!

 

Como é que se explica ao homem que o meu organismo não é como o dele, nem faço metade da actividade física que ele faz, logo, não posso comer todas as porcarias que me apetece? Acabamos por ir lá lanchar mas para que fique registado, só comi aquelas batatas, a cola e o sundae para bem do meu casamento!

 

13
Out17

É menos mau ir ao médico assim

Eu sei que me estou sempre a queixar da minha vida de emigrante e da nostalgia tão portuguesa que trago no sangue, mas também é preciso dizer quando as  coisas funcionam bem (e a verdade é que aqui são muitas as coisas que funcionam bem), sendo o sistema nacional de saúde um dos grandes pontos fortes deste país.

Começando pelas consultas médicas que podem ser marcadas pela Internet ou por uma aplicação no telemóvel - aplicação essa, que pode ser utilizada em seis idiomas, um deles o português. Através do site doctena.lu*, podemos procurar um médico pelo nome ou por especialidade, e seleccionamos imediatamente o filtro de localidade e o idioma que procuramos (porque este país é uma loucura no que toca a idiomas e toda a gente procura médicos com os quais se possam entender melhor). São-nos apresentados todos os especialistas, e aí podemos ver a sua disponibilidade para consultas nos próximos meses.

Seleccionamos uma data de interesse, recebemos um email de confirmação e está feito. Tão simples, não é? O mais incrível é que são os próprios médicos a pedir para utilizar este sistema de agendamento de consultas. 

Há umas semanas lembrei-me que devia ir ao dermatologista controlar os meus sinais (já vos disse que se eu fosse um cão, seria certamente um dálmata, não já?), mas não conhecia cá nenhum médico dessa especialidade. Abri o site, procurei algum perto da minha casa ou do meu trabalho, que falasse inglês ou francês, e que não me fizesse esperar 6 meses pela consulta. Fácil e rápido; em 5 minutos tinha marcado uma consulta para daí a duas semanas. 

Hoje foi o dia da consulta e nada de sinais maus, apenas a recomendação de reavaliação todos os anos, adeus e obrigado. 

Paguei cerca de 60€ (menos do que o que me custava em Portugal uma consulta igual), e dentro de 15 dias receberei o reembolso (cerca de 90%) deste valor na minha conta.

Sei bem que não há praia e sol por aqui, mas há outros factores que tem o seu peso na qualidade de vida sempre que poderamos regressar. 

 

*Deixei o link do site porque sei que tenho leitores do Luxemburgo, que talvez ainda não conheçam este sistema de agendamento de consultas.

 

 

09
Out17

Resumo de um fim de semana #6

Finalmente, um mês depois da mudança de casa, vieram instalar-me a televisão e a net. Eu sei, eu era  uma forte defensora da "não Internet ilimitada" em casa pelos mais diversos motivos, mas por motivos profissionais - e ao fim de quatro anos de jejum de Internet - lá acabou por acontecer.

Obviamente, e como seria de esperar, aterramos no sofá no sábado ao fim de tarde e só de lá saímos no domingo ao meio dia. Vimos televisão francesa a maior parte do tempo, e dois filmes:

Tinha lido o livro e gostei. Claro que o filme desiludiu, mas já não espero outra coisa de adaptações. 

Escolhemos este filme francês porque as comédias costumam ser maravilhosas. Não foi o caso. O argumento estava lá, os actores também, mas a produção foi fraquinha - ficamos com a ideia que foi um filme feito com um budget reduzido. 

 

Domingo à tarde, senhor meu marido lá saiu do acampamento de sofá para ir arbitrar e eu achei que já chegava de procrastinação: ou ia fazer o bolo típico de domingo ou saia para correr - acabei por calçar as sapatilhas. Fiz um treino curto porque ando a treinar tempos, mas quando voltei a casa lembrei-me de ver no youtube (vamos lá usar esses gigas sem fazer conatbilidades!) uns exercícios para alongar. Num click ou dois, já estava numa aula de yoga e só vos posso dizer que A-DO-REI!

Tinha curiosidade mas nunca tinha experimentado, e acho mesmo que fiquei fã. Tentei pesquisar mais sobre o assunto mas há tantos tipos de yoga que fiquei ainda mais baralhada. Acho que vou comprar um tapete para continuar a "yogar" em casa nos próximos dias e se gostar tanto como ontem, irei procurar uma escola.

 

Posto isto, tenho três pergunta para vos fazer:

  • alguém tem dicas sobre canais de youtube ou páginas sobre a prática de yoga?
  • alguém tem dicas sobre séries e filmes, e sites para os ver? é que ainda não entrei no universo Netflix.
  • Que tal correu o vosso fim de semana?

 

 

06
Out17

A agricultura do futuro

Quem ainda não ouviu falar do calendário solidário feito pelos agricultores mais "sexy" da melhor cidade de Portugal? Não o digo por ser de Barcelos, ou por ter estudado numa universidade agrária, mas para mim não foi surpresa nenhuma.

Trabalho diariamente com agricultores e garanto-vos que a ideia do agricultor como senhor de idade, sem estudos e com aspecto pouco limpo e cuidado, já não corresponde a actualidade. Ainda os há, mas eu cada vez contacto mais com jovens (homens e mulheres), com bom aspecto, com níveis de estudos superior ao meu e com quem podemos discutir assuntos técnicos de elevada complexidade.

São por norma jovens empreendedores que pegaram (ou não) no negócio da família e que tentam optimizar e modernizar a agricultura tal como a conhecemos, sempre em busca de mais conhecimento para criar uma agricultura mais sustentável. E bom, se isto poder ser feito por moçoilos "frescos como uma alface", que transpiram saúde, tanto melhor!

 

03
Out17

Exemplo prático da teoria do Caos

Há dias complicados. O carro que avaria à saída do trabalho e que mesmo com a ajuda do automóvel clube, acabamos por chegar a casa tardíssimo. Devido às horas, decidimos ir comer fora e passamos mal a noite porque comemos demais demasiado tarde. Dormimos mal, acordamos com as galinhas para resolver o problema do carro antes do horário de trabalho.

Por este motivo ou por outro qualquer, há dias em que não apetece sorrir ao chefe, nem ser simpática ao telefone da recepção. Não apetece ouvir as conversas alheias na cozinha sobre as viroses nas escolas, nem fazer frete na reunião mensal, em que toda a gente apresenta problemas e ninguém apresenta soluções. Não apetece comer o almoço saudável, ainda que fiquemos com remorsos por ter comido aquela fatia enorme de bolo de chocolate. Mas também não apetece sair para correr. Porque está frio. E ainda não apetece vestir o casaco pesado de Inverno. Acima de tudo, não apetece passar o dia a falar numa língua que não é a nossa, muito menos fazer um esforço para aprender um quinto idioma. 

Há dias assim, em que questionamos as decisões que fomos tomando na vida e até onde isso nos trouxe. Questionamos aquilo que somos e que queremos, bem como o nosso esforço para atingir os objectivos; objectivos esses que passam a ser dúbios, num dia como o de hoje: o eterno dilema "Estaria melhor noutro lugar?". Pensamos e repensamos as mesmas ideias de sempre, avaliamos prós e contras que já conhecemos de cor, tentando ter uma ideia luminosa que seja a solução para tudo mas chegando sempre à mesma conclusão: a teoria do Caos, ou o Efeito Borboleta. 

É conhecida popularmente esta ideia de uma borboleta bater as asas num lugar e isso provocar um furacão do outro lado do mundo. que coisa incrível, não é? Quase tão incrível como o facto de esquecer umas luzes do carro ligadas por acidente, poder estragar completamente o dia até à pessoa mais positiva e realizada do Mundo. Rais'partam os carros que não avisam que as luzes ficaram ligadas. Humpf.

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