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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Nov17

Onde anda o meu espírito natalício?

Eu sou o Natal em pessoa, não há outra forma de explicar. Adoro tudo que tenha a ver com o Natal, especialmente a música que faço questão de ouvir o ano todo e das quais sei a letra de cor. Sou a pessoa a quem todos dizem: "está quase aí o a tua altura preferida!" ou "já vi decorações de natal nas lojas, lembrei-me logo de ti!". Quem me é próximo diz que pensando em Natal, pensam imediatamente na Margarida e nas suas camisolas natalícias. 

E o que eu adoro as luzes, e os pinheirinhos e "pinheirões" enfeitados por todo o lado! Os meus olhos brilham só de pensar nas visitas aos mercados de Natal cheios de barraquinhas de produtos home-made, docinhos tipicos, vinho quente e música, muita música. E o frio, as lareiras, as famílias juntas, a comida - ai, a comida -, e os doces - ai, os doces!

Mas este ano não sinto nada disto. Nadinha. Nem uma pontinha de espírito natalício. Ainda não fiz a árvore nem tenho vontade de a fazer. Não comprei nenhuma decoração para casa, não fui ao mercado de Natal que já abriu ao pé de casa, nem pensei em prenda alguma, nem mesmo na minha!

Tenho-me auto-flagelado com as minhas musicas preferidas nas viagens de carro mas nem para isso tenho paciência. Digam de vossa sentença: acham que é grave? Devia ir ao médico para perceber qual peça tenho avariada? Ou isto é só aquela coisa da idade que faz com que tudo perca a sua magia?

29
Nov17

Há coisas que nunca mudam

Andava há semanas a desculpar-me com o frio e a chuva para não ir correr. Que me desculpem os meus amigos nascidos neste frio polar, mas por mais que me digam que a meteorologia não importa desde que tenhamos o equipamos adequado: eu não nasci para correr na rua com os termómetros abaixo de 5°C.

Para evitar a tragédia do ano passado em que não fiz praticamente nada durante todo o Inverno pelo mesmo motivo, decidi este ano inscrever-me num ginásio ao pé de casa. É super perto, é barato, é limpo e está aberto até às 22h (não há desculpas mesmo que as procure). 

Pela quantidade de passadeiras que lá tem (metade do ginásio são aparelho de cardio!), acredito que não fui a única a inscrever-me apenas para ir correr indoor, e que cada vez mais as pessoas procuram os ginásios para outras actividades que não a típica musculação.

Também pensei em comprar uma passadeira para pôr em casa mas se por um lado aquilo é coisa para fazer bastante barulho e incomodar os vizinhos, por outro, conheço-me bem o suficiente para saber que o treino ia ficar sempre para "amanhã" - assim, assumi comigo que lá tinha de ir pelo menos 3 vezes por semanas e até agora tem corrido bem.

Contudo, esta semana chega a neve e já antevejo diminuição da motivação mas se há coisa que aprendi em ginásios durante largos anos que os frequentei, é que há coisas que nunca mudam: não temos vontade de ir, mas saímos sempre de lá orgulhos e mais felizes que nunca. Bendita endorfina e serotonina!

29
Nov17

Conversas que se ouvem na minha casa #1

Ele comia uma pêra e a cadela pedia a sua parte, ainda que ela não goste de pêra.

- Pega! Come! Hummmm, que bom..... - dizia ele enquanto lhe dava um pedaço e simulava mastigar algo saboroso.

Lembrei-o que ela não gosta de pêra e ele sabe disso, ela não ia comer. Nisto, pisca-me o olho, solta um sorriso malandro e continua na sua tentativa de enganar a cadela:

- Come, Camilinha! Não é pêra, é "maçã luxemburguesa".

 

Não sei de onde veio esta ideia da "maçã luxemburguesa", nem da tentativa carinhosa de enganar a cadela através de palavras (esquecendo que ela tem olfacto e paladar), mas lembrei-me porquê que me casei com esta pessoa.

24
Nov17

Ah e tal, Black Friday...

Eu acreditava no Black Friday, juro que sim, até porque costumo fazer as minhas compras online e as ofertas são superiores. Já me aconteceu de comprar até um sofá (sim, um sofá) que custava 3000€ com 70% de desconto.

Nisto, anda uma pessoa a namorar um casaco durante meses porque ele ultrapassa o limite do que consideramos aceitável para aquele artigo, e pensa que então é boa ideia esperar pela sexta-feira negra. Até acordamos mais cedo para que ninguém roube o nosso tamanho, e numa ansiedade abrimos o site para rapidamente vermos que os senhores puseram o desejado casaco com uma promoção de 10% e o código de promoção superior não é valido porque não é acumulativo. 

 Tristes e desiludidos, até decidimos prosseguir com a compra mas o site no qual vocês compram o ano todo diz que não podem enviar para o estrangeiro.

Então é isto, minha gente, se não sabem fazer Black Fridays, não as façam! Estes esquemas para enganar o Zé Povinho já são mais conhecidos que os tremoços: ora aumentam os preços umas semanas antes, ora decidem fazer micro-nano-descontos de 5 e 10%, ora só é válido para compras superiores a 114,841.86€, ora não enviam para o estrangeiro os artigos em promoção. É desta maneira que tencionam aumentar as vendas? Pela parte que me toca, sinto-me tão insultada por menosprezarem a minha inteligência que na minha carteira já não tocam!

 

22
Nov17

Help! Estou a transformar-me na minha mãe!

Eu tive durante longos anos um terrível acordar mas a pior fase foi a da aborrescência, em que me deitava sempre tarde e acordava invariavelmente de mau humor. 

A minha mãe ainda tinha a gentileza de me fazer o pequeno-almoço, o que ajudava o processo matinal mas enquanto eu comia, ela falava. E falava. E cantava. E arrumava. E batia com a louça enquanto a tirava da máquina para arrumar. E eu cheia de comichões, pedia delicadamente para ela fazer menos barulho mas isso é que era bom. "Despacha-te mas é, se não queres chegar atrasada à escola."

Foram anos e anos disto, senhores! Se tivesse nascido 10 anos mais tarde, na "geração psicólogo", aposto que tinha ficado traumatizada; como nasci em 1989, era só a minha mãe a ensinar-me a fazer-me à vida. 

Em 2010, fui viver com o senhor meu esposo (na altura namorado) e desde aí até há coisa de um mês atrás, nunca os nossos horários matinais tinham sido compatíveis. Neste anos todos, cresci, amadureci, mudei muito e hoje posso dizer que adoro ter companhia para o pequeno-almoço: levanto-me com mais facilidade, enquanto um prepara o chá ou o leite, o outro pode já deixar a cadela ir ao jardim ou limpar a areia dos gatos. Assim, como tenho ajuda em metade das tarefas, acabo por ter tempo de ainda pôr roupa a lavar ou a secar antes de sair. Resumindo: prático e agradável, tanto que hoje de manhã achei por bem referir o assunto:

 

-Gosto tanto de acordar e tomar o pequeno-almoço contigo!

- Eu não.

- Não? Porquê?

- Porque saio sempre atrasado de casa.

- Por minha causa? 

- Tu falas muito.

- Não falo nada!

- E ligas muitas luzes.

- Queres que me levante às escuras?

- Acordas com muita energia.

- E então?

- Eu ainda estou meio a dormir! Preciso de tempo, calma e silêncio para acordar.

 

Acho que a velha lenga-lenga de "quando tiveres filhos é que vais perceber!" faz mais sentido do que aquilo que se pensa; eu nem filhos tenho, e já me estou a transformar na minha mãe!

 

 

21
Nov17

Expliquem-me como se eu fosse muito burra

A razão de mudar a idade do rastreio do cancro da mama dos 45 para os 50 anos, e o porquê de cortar as verbas para partos por cesariana?

Nos últimos dois anos conheci uma mão cheia de mulheres da minha idade (25-30 anos) que morreram por causa do cancro da mama. Tive ainda um caso próximo na família que felizmente acabou por não ser fatal, mas vivi bem de perto todo o processo desde a descoberta, ao tratamento e à "cura". Talvez por isso, enquanto mulher, não me sinto confortável de esperar até aos 50 anos para fazer exames preventivos.

Eu tenho a facilidade de ir ao médico e pagar por estes exames para dormir mais descansada, mas é justo pedir a alguém que trabalha, faz os seus descontos e cumpre as suas obrigações sociais, que pague os exames médicos preventivos no privado com a fortuna de salário que se recebe em Portugal?

As cesarianas, sempre houve quem as fizesse por opção, e nesse caso dirigem-se ao privado e pagam do seu bolso - nada a dizer. Mas querer reduzir à força o numero de cesarianas no serviço publico não vai diminuir a necessidade de as fazer - este pensamento é só ridículo. Não é por eu querer poupar na gasolina que o meu carro vai andar a água. 

Entendo que os cortes tem de ser feitos em algum lado, mas politiquices à parte, não é tão mais lógico prevenir do que remediar? Acho que alguém devia informar as pessoas que tomam estas decisões que a morte não é um processo reversível. 

21
Nov17

(in)Cultura Culinária #2

Episódio passado ontem na minha cozinha:

- Estás a fazer o quê?

- Bolachas.

- E como se faz? 

- Pões os ingredientes na bimby, segues a receita, moldas a massa em bolinhas e metes no forno.

- Mas isso não vem em saquinhos de pó como a gelatina?

- Não, mas também não é difícil. É só juntar uns 4 ingredientes.

- Era mais fácil se fosse só juntar água...

 

Mais tarde, enquanto víamos um programa de pastelaria na televisão:

- O que é que eles estão a fazer?

- Arroz doce.

- E é assim que se faz?

- Então como é que havia de ser?

- Sei lá! Nunca fiz.

- É como o leite creme ou a aletria, ou os mexidos de Natal. Juntas leite, ovos, açúcar e arroz ou massa ou pão ou farinha, dependendo do que queres fazer.

- Podia vir em embalagens com pó, em que só fosse preciso juntar água.

 

Acho que alguém em minha casa pensa que todo o mundo da pastelaria e doçaria é uma fraude, e que todos os que se auto-clamam de bons pasteleiros e/ou doceiros não fazem outra coisa a não ser misturar "pós" com água.

16
Nov17

Se a Margarida não à montanha...

Vai a montanha à Margarida! Nunca fui ver Xutos&Pontapés porque não sou especialmente fã de concertos, barulhos, empurrões e confusões mas isto era uma das minhas "100 things to do before you die".

Não se tinha ainda proporcionado de os ver ao vivo mas sendo que vêm cá este fim de semana, não posso recusar a oportunidade de os ver com menos confusão (assim espero) do que num concerto em Portugal.

20171116_145420.jpg

 

16
Nov17

Os flagelos fotográficos

Eu sei que tenho falado no assunto recorrentemente, mas afinal, todos escrevemos sobre aquilo que nos inspira, certo? Podia falar sobre o vírus gripe e porque me recuso a ser vacinada, mas hoje o tema cai sobre algo que tenho visto ser mais "contagioso": a gravidez. Estou naquela altura da minha vida, em que olhando a minha volta, só vejo amigos a casar e a ter filhos, e acho que ninguém imagina o quão feliz eu fico quando recebo uma novidade destas, seja de casórios, babies ou baptizados. Português que é português gosta é de festa!

Mas agora entre nós que ninguém nos ouve: há realmente necessidade de fazer fotografias de grávidas de fim de tempo no meio do rio vestidas de princesa ou com um tutu cor de rosa? Ou no meio da floresta com um ar perdido no seu vestido de gala? Há necessidade de obrigar o pai da criança a despir-se também para a foto da praxe em que estão os dois sem camisola e ele de joelhos, lhe beija a barriga? 

Eu entendo que se queira guardar o máximo de memórias dessas alturas tão especiais, e que tentam fazê-lo com um toque artístico fotográfico (e há quem consiga fazer fotos de nos deixar sem respiração), mas eu tenho de vos dizer a verdade: a maior parte das fotos não chegam nem a roçar o artístico, ficam apenas uma valente parolada em formato de álbum digital. De todas as sessões de grávida que tenho visto - e são muitas! -, vi apenas um ou duas que ficaram realmente uma obra de arte.

Claro que as fotos passam directa a foto de capa e de perfil nas redes sociais, e toda a gente comenta (especialmente familiares e amigos próximos porque são socialmente pressionados a fazê-lo e a dizer o tão "fantástico" que ficou) mas ninguém quer ver fotos da grávida e do seu marido semi-nus. Acreditem em mim.  

Que toda a gente faça as fotos que quiser e mais algumas, que as guarde de recordação mas juro que não entendo o porquê de partilhar coisas tão privadas com o mundo. 

São por norma também estes os causadores do flagelo dos bebés com cara de emoji, os pais nem são carne nem peixe, não sabem se querem mostrar a cria ou não, mas deixo isso para falar outra altura. 

15
Nov17

Nuvens

Preciso urgentemente de uma "nuvem" (nem sei se é assim que se chama), equivalente ao iCloud para guardar praticamente a minha vida toda. Já ultrapassei o limite do OneDrive em 18Gb... Achei eu que não teria tanta coisa para guardar, mas hoje decidi fazer uma arrumacão a fundo ao meu e-mail - coisa que não era feita desde 2010! - e descobri fotos que já nem me lembrava que tinha tirado. Haverá por aí alternativas, e gratuitas de preferência?

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