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Blog da Margarida

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03
Jul13

Primeira dificuldade

Ontem apareceu-me a primeira dificuldade neste país - abrir uma conta bancária. Fui ao banco do estado (equivalente à Caixa Geral de Depósitos em Portugal), ao balcão estava uma miúda da minha idade e imediatamente perguntei-lhe se falava inglês, ao que me respondeu que sim. Perguntei-lhe então o que era necessário para abrir uma conta, tinha todos os documentos necessários comigo por isso vamos lá a isso. Quando ela pega no meu contrato de trabalho e viu que se tratava de um contrato a termo (com a validade de um ano) disse-me que não sabia se seria possível abrir a conta, tinha de ir perguntar à comissão. Ok, tudo bem. Quando voltou, informou-me que seria impossível abrir a conta porque não saberiam o que eu faria após o termino do meu contrato. Mais, que não conseguiria abrir conta em lado algum.
Ora, isto faz algum sentido? Se um jovem assaláriado pode abrir uma conta, eu não posso abrir uma conta porque só tenho um contrato de trabalho de um ano? Sendo que preciso de uma conta bancária para receber o meu salário? Não percebi se esta decisão foi tomada por eu ser estrangeira ou por a rapairga ter de me explicar um monte de coisas em inglês, mas foi sem sombre de dúvida má vontade daquela instituição. 

Sai dali e dirigi-me a outra instituição bancária concorrente mais próxima, já a pensar em qual seria a desculpa apresentada desta vez. Qual surpresa quando ao entrar no banco vi que num dos balcões estava uma senhora portuguesa- a falar português com os clientes (aqui há muitos portugueses que se recusam a falar português no local de trabalho) - e para grande sorte minha, super simpática. Dirigi-me a ela, expliquei o que se tinha sucedido, ao que ela apenas sorriu e disse que não haveria qualquer problema em abrir uma conta lá, e que só tinha de chamar uma colega para ficar no lugar dela enquanto tratava de tudo comigo. Fomos para uma sala à parte, explicou-me tudo e mais alguma coisa, falou-me de várias opções, apresentou-me alguns serviços vantajosos, e ainda me ensinou a trabalhar com o web-banking (!). Sai de lá depois de duas horas, super contente com o atendimento, com alguns serviços subscritos e a fazer publicidade a toda gente. 

Não percebo nada de bancos, não sei se um é melhor do que outro mas fiquei cliente, sem sombra de dúvida. Enervam-me estas pequenas coisas que se fazem para tentar atrasar a vida das pessoas que estão fora do seu país e que tem dificuldades com a língua, oh se enerva...

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