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Blog da Margarida

Blog da Margarida

29
Nov17

Conversas que se ouvem na minha casa #1

Ele comia uma pêra e a cadela pedia a sua parte, ainda que ela não goste de pêra.

- Pega! Come! Hummmm, que bom..... - dizia ele enquanto lhe dava um pedaço e simulava mastigar algo saboroso.

Lembrei-o que ela não gosta de pêra e ele sabe disso, ela não ia comer. Nisto, pisca-me o olho, solta um sorriso malandro e continua na sua tentativa de enganar a cadela:

- Come, Camilinha! Não é pêra, é "maçã luxemburguesa".

 

Não sei de onde veio esta ideia da "maçã luxemburguesa", nem da tentativa carinhosa de enganar a cadela através de palavras (esquecendo que ela tem olfacto e paladar), mas lembrei-me porquê que me casei com esta pessoa.

24
Nov17

Ah e tal, Black Friday...

Eu acreditava no Black Friday, juro que sim, até porque costumo fazer as minhas compras online e as ofertas são superiores. Já me aconteceu de comprar até um sofá (sim, um sofá) que custava 3000€ com 70% de desconto.

Nisto, anda uma pessoa a namorar um casaco durante meses porque ele ultrapassa o limite do que consideramos aceitável para aquele artigo, e pensa que então é boa ideia esperar pela sexta-feira negra. Até acordamos mais cedo para que ninguém roube o nosso tamanho, e numa ansiedade abrimos o site para rapidamente vermos que os senhores puseram o desejado casaco com uma promoção de 10% e o código de promoção superior não é valido porque não é acumulativo. 

 Tristes e desiludidos, até decidimos prosseguir com a compra mas o site no qual vocês compram o ano todo diz que não podem enviar para o estrangeiro.

Então é isto, minha gente, se não sabem fazer Black Fridays, não as façam! Estes esquemas para enganar o Zé Povinho já são mais conhecidos que os tremoços: ora aumentam os preços umas semanas antes, ora decidem fazer micro-nano-descontos de 5 e 10%, ora só é válido para compras superiores a 114,841.86€, ora não enviam para o estrangeiro os artigos em promoção. É desta maneira que tencionam aumentar as vendas? Pela parte que me toca, sinto-me tão insultada por menosprezarem a minha inteligência que na minha carteira já não tocam!

 

22
Nov17

Help! Estou a transformar-me na minha mãe!

Eu tive durante longos anos um terrível acordar mas a pior fase foi a da aborrescência, em que me deitava sempre tarde e acordava invariavelmente de mau humor. 

A minha mãe ainda tinha a gentileza de me fazer o pequeno-almoço, o que ajudava o processo matinal mas enquanto eu comia, ela falava. E falava. E cantava. E arrumava. E batia com a louça enquanto a tirava da máquina para arrumar. E eu cheia de comichões, pedia delicadamente para ela fazer menos barulho mas isso é que era bom. "Despacha-te mas é, se não queres chegar atrasada à escola."

Foram anos e anos disto, senhores! Se tivesse nascido 10 anos mais tarde, na "geração psicólogo", aposto que tinha ficado traumatizada; como nasci em 1989, era só a minha mãe a ensinar-me a fazer-me à vida. 

Em 2010, fui viver com o senhor meu esposo (na altura namorado) e desde aí até há coisa de um mês atrás, nunca os nossos horários matinais tinham sido compatíveis. Neste anos todos, cresci, amadureci, mudei muito e hoje posso dizer que adoro ter companhia para o pequeno-almoço: levanto-me com mais facilidade, enquanto um prepara o chá ou o leite, o outro pode já deixar a cadela ir ao jardim ou limpar a areia dos gatos. Assim, como tenho ajuda em metade das tarefas, acabo por ter tempo de ainda pôr roupa a lavar ou a secar antes de sair. Resumindo: prático e agradável, tanto que hoje de manhã achei por bem referir o assunto:

 

-Gosto tanto de acordar e tomar o pequeno-almoço contigo!

- Eu não.

- Não? Porquê?

- Porque saio sempre atrasado de casa.

- Por minha causa? 

- Tu falas muito.

- Não falo nada!

- E ligas muitas luzes.

- Queres que me levante às escuras?

- Acordas com muita energia.

- E então?

- Eu ainda estou meio a dormir! Preciso de tempo, calma e silêncio para acordar.

 

Acho que a velha lenga-lenga de "quando tiveres filhos é que vais perceber!" faz mais sentido do que aquilo que se pensa; eu nem filhos tenho, e já me estou a transformar na minha mãe!

 

 

21
Nov17

Expliquem-me como se eu fosse muito burra

A razão de mudar a idade do rastreio do cancro da mama dos 45 para os 50 anos, e o porquê de cortar as verbas para partos por cesariana?

Nos últimos dois anos conheci uma mão cheia de mulheres da minha idade (25-30 anos) que morreram por causa do cancro da mama. Tive ainda um caso próximo na família que felizmente acabou por não ser fatal, mas vivi bem de perto todo o processo desde a descoberta, ao tratamento e à "cura". Talvez por isso, enquanto mulher, não me sinto confortável de esperar até aos 50 anos para fazer exames preventivos.

Eu tenho a facilidade de ir ao médico e pagar por estes exames para dormir mais descansada, mas é justo pedir a alguém que trabalha, faz os seus descontos e cumpre as suas obrigações sociais, que pague os exames médicos preventivos no privado com a fortuna de salário que se recebe em Portugal?

As cesarianas, sempre houve quem as fizesse por opção, e nesse caso dirigem-se ao privado e pagam do seu bolso - nada a dizer. Mas querer reduzir à força o numero de cesarianas no serviço publico não vai diminuir a necessidade de as fazer - este pensamento é só ridículo. Não é por eu querer poupar na gasolina que o meu carro vai andar a água. 

Entendo que os cortes tem de ser feitos em algum lado, mas politiquices à parte, não é tão mais lógico prevenir do que remediar? Acho que alguém devia informar as pessoas que tomam estas decisões que a morte não é um processo reversível. 

21
Nov17

(in)Cultura Culinária #2

Episódio passado ontem na minha cozinha:

- Estás a fazer o quê?

- Bolachas.

- E como se faz? 

- Pões os ingredientes na bimby, segues a receita, moldas a massa em bolinhas e metes no forno.

- Mas isso não vem em saquinhos de pó como a gelatina?

- Não, mas também não é difícil. É só juntar uns 4 ingredientes.

- Era mais fácil se fosse só juntar água...

 

Mais tarde, enquanto víamos um programa de pastelaria na televisão:

- O que é que eles estão a fazer?

- Arroz doce.

- E é assim que se faz?

- Então como é que havia de ser?

- Sei lá! Nunca fiz.

- É como o leite creme ou a aletria, ou os mexidos de Natal. Juntas leite, ovos, açúcar e arroz ou massa ou pão ou farinha, dependendo do que queres fazer.

- Podia vir em embalagens com pó, em que só fosse preciso juntar água.

 

Acho que alguém em minha casa pensa que todo o mundo da pastelaria e doçaria é uma fraude, e que todos os que se auto-clamam de bons pasteleiros e/ou doceiros não fazem outra coisa a não ser misturar "pós" com água.

16
Nov17

Se a Margarida não à montanha...

Vai a montanha à Margarida! Nunca fui ver Xutos&Pontapés porque não sou especialmente fã de concertos, barulhos, empurrões e confusões mas isto era uma das minhas "100 things to do before you die".

Não se tinha ainda proporcionado de os ver ao vivo mas sendo que vêm cá este fim de semana, não posso recusar a oportunidade de os ver com menos confusão (assim espero) do que num concerto em Portugal.

20171116_145420.jpg

 

16
Nov17

Os flagelos fotográficos

Eu sei que tenho falado no assunto recorrentemente, mas afinal, todos escrevemos sobre aquilo que nos inspira, certo? Podia falar sobre o vírus gripe e porque me recuso a ser vacinada, mas hoje o tema cai sobre algo que tenho visto ser mais "contagioso": a gravidez. Estou naquela altura da minha vida, em que olhando a minha volta, só vejo amigos a casar e a ter filhos, e acho que ninguém imagina o quão feliz eu fico quando recebo uma novidade destas, seja de casórios, babies ou baptizados. Português que é português gosta é de festa!

Mas agora entre nós que ninguém nos ouve: há realmente necessidade de fazer fotografias de grávidas de fim de tempo no meio do rio vestidas de princesa ou com um tutu cor de rosa? Ou no meio da floresta com um ar perdido no seu vestido de gala? Há necessidade de obrigar o pai da criança a despir-se também para a foto da praxe em que estão os dois sem camisola e ele de joelhos, lhe beija a barriga? 

Eu entendo que se queira guardar o máximo de memórias dessas alturas tão especiais, e que tentam fazê-lo com um toque artístico fotográfico (e há quem consiga fazer fotos de nos deixar sem respiração), mas eu tenho de vos dizer a verdade: a maior parte das fotos não chegam nem a roçar o artístico, ficam apenas uma valente parolada em formato de álbum digital. De todas as sessões de grávida que tenho visto - e são muitas! -, vi apenas um ou duas que ficaram realmente uma obra de arte.

Claro que as fotos passam directa a foto de capa e de perfil nas redes sociais, e toda a gente comenta (especialmente familiares e amigos próximos porque são socialmente pressionados a fazê-lo e a dizer o tão "fantástico" que ficou) mas ninguém quer ver fotos da grávida e do seu marido semi-nus. Acreditem em mim.  

Que toda a gente faça as fotos que quiser e mais algumas, que as guarde de recordação mas juro que não entendo o porquê de partilhar coisas tão privadas com o mundo. 

São por norma também estes os causadores do flagelo dos bebés com cara de emoji, os pais nem são carne nem peixe, não sabem se querem mostrar a cria ou não, mas deixo isso para falar outra altura. 

15
Nov17

Nuvens

Preciso urgentemente de uma "nuvem" (nem sei se é assim que se chama), equivalente ao iCloud para guardar praticamente a minha vida toda. Já ultrapassei o limite do OneDrive em 18Gb... Achei eu que não teria tanta coisa para guardar, mas hoje decidi fazer uma arrumacão a fundo ao meu e-mail - coisa que não era feita desde 2010! - e descobri fotos que já nem me lembrava que tinha tirado. Haverá por aí alternativas, e gratuitas de preferência?

14
Nov17

Fim de semana de culinária saudável

A neve chegou no domingo e normalmente, a primeira neve é sinal de sair de casa para brincar e passear nos cenários mais bonitos (e frios) que podem imaginar. Mas a neve que caiu só serviu para "espantar tolos" porque mal tocava no chão derretia; ou seja, frio q.b. mas sem a parte divertida. 

Solução: divertimento indoor com a minha bimby (ainda que todas as receitas possam ser feitas sem ela).

E o que poderia ser melhor do que bolachinhas e chá enquanto a neve caia lá fora? Comecei por uns biscoitos e foi a segunda vez que me aventurei, já que na primeira correu mal.

Fiz os conhecidos biscoitos da Olinda  e ficaram tão bons que a minha mãe que veio lá lanchar, pediu para levar os que sobraram com ela (filho de peixe sabe nadar, não é?). A receita pode ser facilmente adaptada, basta juntar os ingrediente e bater tudo com uma batedeira, depois fazer as bolinhas, mergulhar em açúcar, espalmar com um garfo e levar ao forno 20 minutos (não mais, caso contrário, ficam muito duros).

(Não tirei fotos aos meus).

Ficaram deliciosos, mas para mim, acabei por optar por algo mais saudável: Panquecas de aveia! Também foi a primeira vez que fiz e fiquei tão fã, que voltei a fazer em quantidade maior para ter no frigorífico para os dias seguintes. Ainda me serviram ontem para o lanche e hoje para o pequeno almoço!

A receita encontra-se em qualquer página. Geralmente levam banana mas como eu não gosto do sabor, fiz mesmo simples: 300ml de leite (eu usei magro), 10 colheres de sopa de flocos de aveia, um ovo, e eu pus uma colher de sopa de stevia. Pode-se triturar com a varinha mágica e cozinhei numa frigideira anti-aderente sem gordura. A receita rendeu 10 panquecas que aguentam muito bem uns dias no frigorífico. Para a próxima junto cacau, a ver que tal.

(Também não tirei fotos às minhas mas garanto que ficaram com este aspecto!)

E porque já estávamos numa de alimentação saudável, para o jantar fiz uma sopa de legumes, e aproveitei o vapor da cozedura da sopa para cozinhar quinoa e salmão ao vapor. 

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Sopa de legumes: couve-flor, couve branca, cenoura, cebola e um bocadinho de sal. Não costumo pôr azeite na sopa.

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Quanto ao salmão, fiz logo uma grande quantidade (4 lombos) em papelote, apenas temperado uns 15 minutos antes com sumo de limão, sal e alho. Depois de cozido, desfiz o salmão, misturei com a quinoa e pus também cenoura raspada.  A ideia era ter misturado brócolos mas não tinha em casa, e assim ficou uma espécie de salada russa light e proteica. Rendeu-me para 3 refeições, e se vocês são uns aldrabões como eu e cozinham logo maiores quantidades para não ter de cozinhar todos os dias, esta receita é maravilhosa. 

Cozinhar nunca foi algo que me agradasse (excepto bolos, que nisso já sou perita desde criança) mas desde que comecei a pesquisar mais, e a perceber que se pode preparar uma refeição saudável e saborosa em meia hora ou menos, comecei a dedicar-me mais à cozinha. Não só tem servido para cuidar da minha saúde e do peso, como também tem sido terapêutico. As minhas exigências são sempre: receitas rápidas, fáceis (tipo cozinha para totós), e com poucos ingredientes (muitos menos com aqueles ingredientes super estranhos).

Então e por aí, alguém tem alguma recomendação de receitas saudáveis e fáceis como estas?

09
Nov17

A noite do assalto

Já falei aqui da minha racionalidade a sonhar, em que dentro do sonho percebo que não é algo real e mesmo no sonho consigo ter a consciência de que estou a sonhar, acordando de imediato. Confuso, eu sei. 

Mas esta noite, tive um sonho como não tinha há muito tempo. Eu e um grupo de pessoas que não conheço, estávamos a projectar um assalto (sim, num assalto!), graças ao filme que vi ontem à noite. Tinha perfeita noção que estava a fazer algo errado - um crime!

Tínhamos tudo planeado: mapas da cidade e das condutas, horários anotados ao segundo. Até verificação dos semáforos para ter a certeza que conseguíamos fugir. Eu sabia que era errado, mas a adrenalina estava a tomar conta de mim. Fatos e máscaras a postos. Vestimos o equipamento dentro da mala de uma carrinha velha, qual cena hollywoodesca. Alguém ficava no meio dos computadores lá colocados a controlar tudo à distancia, e nós avançávamos. A regra era não magoar ninguém. Entrar, roubar e sair.  

Chegada a hora, abrimos as portas da carrinha e ficamos de frente para um banco. Só podíamos estar em Nova York, a construção não mentia - um enorme edifício centenário com pilares em mármore. Olhei a minha volta e senti o vento frio, vi o céu cinzento.

Ali, caiu-me a ficha: "eu vou assaltar um banco porquê? Tenho uma boa vida. Um casamento feliz, um bom trabalho", mas depois percebi tudo. A localização era meramente aleatória, não estávamos ali pelo banco: estávamos ali para roubar um camião da Haribo. Sim, toda a preparação minuciosamente detalhada era, nada mais nada menos, que para assaltar um camião de GOMAS! 

Acordei antes de chegar à acção propriamente dita, mas este sonho diz muito sobre mim. Posso até conseguir controlar a minha vida a nível alimentar, fazer exercício e becabecabeca, mas o verdadeiro eu- ou seja, a lontra em mim - estará para sempre no meu subconsciente. 

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