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Blog da Margarida

Blog da Margarida

19
Set17

Edit: Obrigado Ryanair

*Edit: E porque é importante também dizer quando as coisas correm bem em vez de só criticar, finalmente a companhia arranjou uma solução válida para o meu problema. A viagem continua de pé, e espero sinceramente que não hajam mais contratempos.

 

Já se falava há uns dias dos voos cancelados pela Ryanair, e dizia eu, toda tranquila, que eles arranjavam lugares no voo seguinte ou devolviam o dinheiro - pelo menos, foi esta a reposta que eu tinha lido da própria companhia face à situação. 

Ontem à noite recebi uma sms a remeter para a consulta do email: o meu voo de Outubro tinha sido cancelado. Fui imediatamente ao computador com o intuito de trocar as datas porque eu queria mesmo ir passar o meu aniversário a Portugal, e até já tinha consultas médicas marcadas para essa altura. 

Já se imaginava a rambóiada que estaria o site deles: os voos de substituição não estavam disponíveis, simplesmente como se a Ryanair não tivesse voos nenhuns nos próximos meses (entretanto fui ao facebook deles e estavam a propor voos de volta um mês depois da data de ida, como se as pessoas não tivessem que trabalhar). Meia hora de tentativas frustradas e de repente o site diz que eu não tenho reserva alguma. Vamos então para o apoio ao cliente: estava "inactivo".

Já furiosa com toda esta situação, decidi seguir a outra opção proposta que seria o pedido de reembolso. Como os senhores são uns marotos, anularam um voo por cada reserva a toda a gente; ou seja, apenas me anularam o voo de regresso, por isso só reembolsam esse. Tão espertos não são? Obviamente, que depois do longo texto politicamente correcto em que se desculpavam pelo transtorno causado, o link para o reembolso estava - admirem-se! - desactivo!

Acabei por tentar atraves da aplicação do telemóvel, e num rasgo de sorte lá acabei por preencher o pedido e espero a regularização em 7 dias úteis (vou-me manter optimista em relação a isso!), mas isso não devolve a confiança ao cliente. Neste momento, continuo com uma viagem de ida paga, que não foi anulada por isso não posso pedir o dinheiro, mas que também não me aparece no site dentro das minhas reservas. Estará válida ou não? Compro apenas uma viagem de volta noutra companhia, ou será que mesmo não o tendo sido até agora, a Ryanair ainda vai anular mais voos?

A página deles está a ser bombardeada por clientes descontentes: alguns que já estavam de férias e que foram avisado em cima da hora dos cancelamentos, e que tiveram de comprar viagens alternativas a preços loucos, enquanto outras pessoas viram os seus voos anulados e já tinham os hotéis pagos (sim, poderiam comprar outras viagens, mas muitos deles não tem orçamento para isso por não estarem a contar com essa despesa extra. A Ryanair já informou que não vai pagar voos de outras companhias nem hotéis reservados sem possibilidade de cancelamento. 

Isto poderia ser uma anedota, uma daquelas notícias de jornais que criam noticias humorísticas, mas não: estamos mesmo a falar de uma empresa que gera lucros de milhões mas que trata os clientes como lixo. 

Poderia falar da ideia iluminada de nos últimos meses terem passado a separar casais e famílias propositadamente dentro do avião (em Maio, eu fui colocada a 5 filas de distancia do Bruno e fomos sem problema para uma viagem rápida de duas horas, mas haviam mães e crianças separadas - foi um fórróbódó tal que nem imaginam: toda a gente de pé, a trocar com os "vizinhos", os hospedeiros a tentar acalmar toda a gente e pedir para ficarem sentados) com o simples intuito de numa próxima viagem, o cliente pagar a taxa de escolha de lugar,  mas agora decidirem  estragar as férias a quem tanto espera por elas e já tem compromissos marcado, diz tudo sobre a política da empresa.

Não sei como a companhia vai recuperar desta perda gigante de clientes dos cerca de 2 mil voos anulados, mas da minha parte foi seguramente um "Goodbye, Ryanair!".

18
Set17

As aventuras da vida adulta

Depois de uma noite de insónia horrível, em que dormi menos de uma hora, decidi tirar o dia de hoje para descansar e tratar de uns assuntos rápidos. Estava cheia de dores de cabeça, com um humor de cão e o trabalho iria ser tudo menos produtivo.

Pensei então levantar-me à hora do costume para arrumar as tarefas todas de manhã:

- Comecei por ir fazer análises: tinha de ir em jejum, e como não gosto de ficar sem comer de manhã, ficava logo a coisa arrumada. Costuma ser algo bastante rápido mas - adivinhem! - hoje ouve um movimento estranhamente exagerado no laboratório de análises!;

- Serviço feito quase uma hora depois e eu achei por bem ir ao banco tratar de um assunto rápido (porque o banco era mesmo ali ao lado), e fiquei a saber que o assunto que me levava la não era assim tão rápido;

- Porque já tinha a manha meia perdida, decidi ir aos correios (que também são na mesma praça) para enviar umas carta que andavam há que tempos no carro e uma compra online para troca porque saiu grande;

-Aproveitei também para ir fazer umas chaves de casa novas porque este fim de semana, pela primeira vez na minha vida, perdi as chaves de casa;

- E se passasse na casa antiga para ir buscar a correspondência que ainda foi la parar?

- Lá me lembrei que ainda não tinha tomado o pequeno almoço, e como já passava do meio-dia, voltei a casa para almoçar antes de desfalecer.

- Ponderei ficar a descansar mas "perdida por cem, perdida por mil" e assim ficava com tudo arrumado. Enchi-me de coragem e rumei para a junta de freguesia: "A menina enganou-se na senha, tem de tirar outra la fora e esperar pela sua vez ate que o meu colega do gabinete ao lado a chame", "Ah, mas o seu caso é especial, não é aqui, é no terceiro andar. Tire la uma senha e espere pela sua vez". Valeu-me a genuína simpatia de toda a gente, porque acho que se fossem parvos comigo tinha vertido uma lágrima pelo cansaço e frustração. No final, nada resolvido, tenho de la voltar outra vez.

- Bom, o supermercado ficava na estrada de volta a casa, não é verdade? Se fizesse já as compras, amanha podia ir correr na hora de almoço;

- E na mesma rua ficava também a loja dos chineses, e eu precisava tanto de compras umas coisas básicas mas urgentes para a casa nova, como umas caixinhas de arrumação, um piaçaba e um tapete para a entrada.

Aqui esta que vos escreve (que se sente atropelada por um camião TIR cheio carregadinho de sacos de cimento de 50kg), pergunta: que é que me passou pela cabeça? Pois, não sei, mas posso dizer que se tivesse ido trabalhar, tinha tido um dia muito melhor!

15
Set17

Ler ou reler: eis a questão!

Eu, como quase todas as pessoas que por aqui passam, gosto muito de ler - não há outro motivos para ter e ler um blog. Mas tal como em quase tudo na vida, vamos tendo fases mais activas, e outras em que pomos os livros completamente de lado durante meses, certo? Por norma, para sair duma dessas fases de inércia literária, despacho um romance simples: nada mais fácil do que abrir um livro da Nora Roberts ou da Lesley Pearce e perder horas a imaginar um amor que só existe no papel. 

Como estou sem ler há uns meses, esta semana fui espreitar o que tinha lá por casa: tenho alguns que comecei e não me agradaram nas primeiras páginas, tenho alguns que não li ainda, mas a minha atenção prendeu-se num romance que li há muitos anos e que me marcou profundamente (de tal maneira que passei semanas a pensar e a repensar naquilo). Era adolescente na altura, tinha as hormonas ao rubro (e não, não foram as Cinquenta Sombras nem o Twilight) e aquele livro foi exactamente aquilo que eu não esperava: as personagens tinham atitudes mais "humanas" do que as típicas acções românticas e o final não foi o típico "final feliz".  Não imagino o impacto do livro se o tivesse lido pela primeira vez uns anos mais tarde, já com mais experiência de vida, mas foi sem dúvida algo bastante marcante para mim.

Fiquei uns minutos a olhar para ele enquanto tentava decidir se o voltava a ler ou não. Já reli muitos livros na minha vida (não sou patrocinada por nenhuma livraria) mas nunca os "especiais" - não tenho muito boas experiências com esses porque acabo sempre por ficar com mixed feelings. Relembra-me a velha máxima de "Nunca voltes onde já foste feliz", mesmo que tenham sido lugares imaginários. Decidi então não pegar nele, pelo menos agora; quem sabe um dia mais tarde.

E vocês? Guardam os "intocáveis" num canto e nunca mais os lêem? Voltam a ler de quando em vez? Ficam com mixed feelings também? Ou são dos que nunca relêem livros, porque o que não falta neste mundo são livros novos para ler? 

12
Set17

...

Não gosto de me pesar, por isso vou vendo a evolução da coisa pela roupa. É um bom método mas eu já andava aqui a dizer mal da minha vida porque as calças me estavam a ficar todas apertadas e eu só pensava que tal não era possível, que tenho o peso estabilizado há muito tempo, que não me achava mais gorda, até tenho levado a alimentação em bom rumo e tenho feito longas caminhadas e corridas. Nada me indicava que tivesse engordado, excepto as minhas calças. 

No meio do stress de já não ter o que vestir, fui ao "baú" - aquele que todas temos, de calças que já não gostamos tanto ou que já não servem-, e lá peguei num par que já vieram comigo de Portugal: vestia-as e para meu espanto, ficavam-me tão bem como quando as comprei. Já meia intrigada com esta história mas ainda sem grande coisa para vestir, lá fui ao shopping mais próximo para comprar mais um par ou dois, enquanto tentaria emagrecer para caber na roupa que tinha no guarda-fatos. 

Já na loja acabei por perceber que o meu tamanho de sempre me servia na perfeição. Aí, instalou-se o dilema: como é que estas calças na loja me serviam e as que tinha em casa (que tinha comprado há um mês na mesma loja, do mesmo tamanho) não me passavam das coxas?

Trouxe umas comigo e assim que cheguei a casa fui comparar as novas com que tinham deixado de me servir, e ainda que ambas tivessem o mesmo tamanho na etiqueta, as mais antigas pareciam ser dois tamanhos abaixo. Olhando para aquele diâmetro cinta, pensei que quanto muito poderiam servir à Carolina Patrocínio mas nunca a mim. 

A explicação é lógica: aqui a pessoa que vos escreve é perita em encolher roupa na máquina. Senhor meu marido até já compra camisolas tamanhos acima a pensar nos futuros encolhimentos. Lembrei-me de imediato que tinha andado a fazer testes com os programas da máquina de secar, porque ainda que já domine na perfeição a máquina de lavar sem estragos, a de secar é todo um outro nível de dificuldade.

 

08
Set17

Amor de "irmãos"

Dois arranhores XXL com mais de 2m de altura com várias "cavernas" e hammocks, a nossa cama, o sofá, caminhas por todo o lado (parece sempre a mesma mas são várias iguais), mantas e mantinhas aqui e acolá. Onde é que eles gostam de estar? Não importa bem o sítio, desde que estejam sempre juntos - e se possível, uns em cima dos outros.

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(Quer-me parecer que este arranhador vai ter de ser substituído em breve).

 

07
Set17

Os meus vizinhos-silêncio

Sempre vivi nos andares intermédios dos prédios e sempre tive a sorte de ter bons vizinhos, ou seja, pessoas que fazem barulhos normais como arrastar cadeiras, aspirar, usar tacões, que têm cães ou filhos mas que nunca lhes passou pela cabeça tocar bateria ou furar as paredes para trocar os candeeiros às 4h da manhã. 

Talvez fossem até um bocadinho barulhentos para alguns ouvidos mais sensíveis mas eu cá continuo a achar que vivendo em sociedade é preciso relativizar, aceitar e fazer cedências sem perrices; quem quer silêncio absoluto e ditar as suas próprias regras, deveria viver numa casa isolada e não num prédio. 

Ora, barulho nunca foi problema até agora: quando os vizinhos de cima decidiam fazer uma festa até às tantas, lá aguentávamos o barulho, sabendo que mais cedo ou mais tarde seriamos nós a ter convidados - esta gestão sempre foi cordial, e era uma espécie de fifty-fifty ou "uma mão lava a outra". 

E aqui é que a porca torce o rabo! Mudei de casa a semana passada e desejei tanto não ter vizinho problemáticos, que estou com o maior problema-não-problema da minha vida: os meus vizinhos não arrastam cadeiras, não aspiram, não usam tacões, o bebé deles não chora, nem a máquina de lavar deles (que por estes países costuma ser em zonas comuns ou caves) faz barulho! É como se não morasse lá ninguém.

Já pensamos que eles poderiam estar de férias mas chegamos à conclusão que não: o carro vai saindo do lugar, têm luz em casa e se passarmos à porta deles, acabamos por ouvir o bebé a palrar.

Imagino que estes seriam os vizinhos ideias para a grande maioria das pessoas mas a mim faz-me comichão. Não é normal alguém ser tão silencioso, e aqui entra o meu dilema: será que nós, sendo pessoas normais no que toca a ruídos, incomodamos os vizinhos-silêncio? Eu não quero incomodar ninguém mas gostava de estar à vontade dentro de casa. Dei por mim a tentar fazer cada vez menos barulho e ontem até pensei em não ligar o micro-ondas porque já era tarde. Rapidamente achei todo aquele cuidado uma maluquice, havendo bom censo, não haverá razão para reclamações. Reclamações essas que ainda não existem. Aliás, ainda nem os conhecemos porque temos horários diferentes. 

Eu sei que estou a fazer uma tempestade num copo de água sem motivo mas acho que só vou sossegar quando ouvir o aspirador a funcionar, ou o miúdo aos berros, ou quando acabar por os encontrar e perguntar se ouvem muito barulho vindo do andar de baixo. Basicamente, nunca estamos bem com aquilo que temos. 

07
Set17

Aquela altura do ano...

Por aqui o Outono está aqui à porta, e é nesta altura do ano em que ninguém faz a mínima ideia do que vestir de manhã. Acredito que por essas terras lusas ainda esteja muito calor, mas por terras do Grão-Ducado já chegou o momento em que vemos pessoas de casacos de Inverno e outras de camisola de meia manga e calções.

É verdade que este país é muito inconstante (entre o frio, o menos frio e o muito frio) e há dias em que a variação de temperatura pode chegar aos 20C, mas geralmente não é nada que um bom casaco não resolva. As casas, lojas, supermercados, até parque de estacionamento subterrâneos são aquecidos, por isso uma simples blusa com um casaco por cima é suficiente, se não tivermos intenções de passar muito tempo na rua.

Por outro lado, e isto é problema antigo com o qual vivo, que é não saber o que calçar nestas meias estações. Sabrinas? Fico com um pés congelados se a temperatura não subir. All-stars? Molham-se se chover. Botas? Se o tempo se vira para o calor, fico com os pés a assar. O que me tem safado são umas simples Stan Smith, mas limita-me bastante a escolha da roupa por serem tão desportivas. 

Gente que tem de se vestir de uma forma mais casual (ou casual/chic sem tacões), como contornam este problema? Eu e os meus pés agradecemos sugestões!

06
Set17

Os filmes que vi nas férias

Vou ao cinema cada vez menos porque cada vez que lá vou, saio desiludida. E eu nem sou complicada com os temas, vejo qualquer coisa e agrada-me desde que seja bem feito - não sei se sou eu que estou a ficar exigente ou se é na verdade, a qualidade dos filmes que tem vindo a diminuir. Não sou uma especialista ou critica de cinema, mas sou alguém que gosta muita de ir ao cinema (e tenta ir o máximo de vezes possível), e que acha que qualquer altura é boa para ver um bom filme. 

 Ehhhhhh, fraquinho, fraquinho. Foi o escolhido no cinema porque não havia nada melhor. Imaginem!

Típica comédia romântica de domingo à tarde.

Bridget Jones's Baby: não sendo eu grande fã deste tipo de filme, este foi uma agradável surpresa. Gostei mais do que aquilo que estava à espera.

Adoro, adoro a Blake mas não há justificacão para um filme tão fraquinho. Ela fez muito bem o seu papel, mas com um argumento destes não havia como salvar o filme. Basicamente, é um filme com cerca de 90 minutos em que as personagens são a Blake e o tubarão. 

Achei o filme interessante, um típico filme de accão com romantismo pelo meio. Qual não foi o meu espanto quando no final percebi que aquilo tinha sido uma história verídica! Não altera o filme, mas altera a forma como olhamos para ele. 

 

"A casa da Senhora Peregrine para crianças peculiares" foi o filme que me deixou mais curiosa nos últimos tempos, mas criei demasiadas expectativas e o filme foi uma desilusão. Não o achei fraco, mas esperava algo muito melhor tendo em conta toda uma história em que a imaginação era o limite e a qualidade dos actores que participaram. 

É por filmes como este que cada vez mais gosto do cinema francês: agarram num tema quotidiano, e fazem um filme completamente louco e que nos leva às lágrimas de tanto rir. 

O melhor que vi nos últimos tempos foi este Love is Strange. Há muito tempo que não via um filme com tanto amor, e não me refiro a beijos e abraços; refiro-me a amor, daquele que se vê com o coração. O papel do Sr. John Lithgow foi qualquer coisa de maravilhoso e ainda hoje, passado umas semanas, penso neste filme e em como será a vida quando envelhecermos. 

 

E por aí, o que têm visto? O que recomendam?

 

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