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Blog da Margarida

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09
Nov17

A noite do assalto

Já falei aqui da minha racionalidade a sonhar, em que dentro do sonho percebo que não é algo real e mesmo no sonho consigo ter a consciência de que estou a sonhar, acordando de imediato. Confuso, eu sei. 

Mas esta noite, tive um sonho como não tinha há muito tempo. Eu e um grupo de pessoas que não conheço, estávamos a projectar um assalto (sim, num assalto!), graças ao filme que vi ontem à noite. Tinha perfeita noção que estava a fazer algo errado - um crime!

Tínhamos tudo planeado: mapas da cidade e das condutas, horários anotados ao segundo. Até verificação dos semáforos para ter a certeza que conseguíamos fugir. Eu sabia que era errado, mas a adrenalina estava a tomar conta de mim. Fatos e máscaras a postos. Vestimos o equipamento dentro da mala de uma carrinha velha, qual cena hollywoodesca. Alguém ficava no meio dos computadores lá colocados a controlar tudo à distancia, e nós avançávamos. A regra era não magoar ninguém. Entrar, roubar e sair.  

Chegada a hora, abrimos as portas da carrinha e ficamos de frente para um banco. Só podíamos estar em Nova York, a construção não mentia - um enorme edifício centenário com pilares em mármore. Olhei a minha volta e senti o vento frio, vi o céu cinzento.

Ali, caiu-me a ficha: "eu vou assaltar um banco porquê? Tenho uma boa vida. Um casamento feliz, um bom trabalho", mas depois percebi tudo. A localização era meramente aleatória, não estávamos ali pelo banco: estávamos ali para roubar um camião da Haribo. Sim, toda a preparação minuciosamente detalhada era, nada mais nada menos, que para assaltar um camião de GOMAS! 

Acordei antes de chegar à acção propriamente dita, mas este sonho diz muito sobre mim. Posso até conseguir controlar a minha vida a nível alimentar, fazer exercício e becabecabeca, mas o verdadeiro eu- ou seja, a lontra em mim - estará para sempre no meu subconsciente. 

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