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Blog da Margarida

Blog da Margarida

17
Mar17

As idas ao dentista...

Fui prendada com uns dentes de qualidade muito duvidosa, e por isso sempre tive bastantes problemas com eles. Trato bem deles, escovo e passo elixir mas mesmo assim são moços sensíveis e que se deixam afectar pela mínima carie que a eles se cole. 

Com se isto não bastasse, ainda são feios. São a coisa que menos gosto em mim, e ainda que toda a gente me diga que são bonitos e certinhos (isso são, de facto),têm manchas provocadas por desmineralizações (algo equivalente a isto mas em menor quantidade). Já fiz alguns tratamentos que ajudam a disfarçar mas as manchas voltam sempre. Também poderia tirar os meus dentes e pôr implantes mas não me foi aconselhado retirar dentes saudáveis com um pequeno pormenor estético que segundo outros mal se nota, para colocar dentes falsos (já para não falar da fortuna que custa, claro).

Muito cedo cheguei à conclusão que todos temos um calcanhar de Aquiles, e que não me restava nada mais do que aprender a viver com ele - nunca me passou pela cabeça travar um sorriso pela vergonha.

 

Nos primeiros três anos em que vivi no Luxemburgo, depois de ter ido a três dentistas diferentes e nenhum deles me ter agradado, fui adiando e adiando as consultas de rotina até que a semana passada comecei a sentir uma pequena dor e pensei "É desta, Ana Margarida! Tens mesmo de ir ao dentista!".

Mas ir ao médico não é nenhum prazer para mim e fujo deles o mais que posso (consigo contar pelos dedos das mãos as vezes que fui ao médico nos últimos 4 anos, e não é coisa que me orgulhe). Lá me vou amanhando em casa com mezinhas e coisas que tal para evitar as consultas por várias razões:

-Porque não tenho tempo para ir ao médico e é coisa para me atrapalhar a agenda toda;

-Porque detesto faltar ao trabalho;

-Porque evito ao máximo qualquer tipo de medicamento;

-Porque me vão passar exames de rotina, o que implica uma segunda ida ao médico para mostrar os exames.

 

Eu sei melhor do que ninguém que se não arranjarmos tempo para a saúde, vamos ter de arranjar tempo para a doença mas sou jovem, saudável e se me sinto bem, não vejo necessidade de passar a vida em consultas de rotina. Se fossemos uma vez por ano a cada especialidade médica para rotina, isso daria algo como uma a duas consultas por mês, não?

Vivendo aqui, tenho a tremenda sorte de ter um sistema nacional de saúde fantástico que cobre quase na totalidade as consultas pelos médico que nós escolhemos; ou seja, é como ir ao privado em Portugal e pagar uma quantia ínfima porque é um serviço comparticipado (dentista incluído). 

Mas os dentistas estão para mim como o ginecologista, tem de haver ali uma confiança imediata, uma simpatia de parte a parte, caso contrario é-me impossível. Falei então com um colega e perguntei se me aconselhava algum - dentista, e não ginecologista - ao que me responde que o dentista dele é fantástico! E sorte das sortes, é português! E melhor ainda, tem um consultório ao lado do meu trabalho e outro ao lado de minha casa! Isto quer dizer alguma coisa, não quer? É desta que arranjo um dentista ao nível do que tinha em Portugal.

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