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Blog da Margarida

Blog da Margarida

30
Mai17

Diz-me o que comes...

Junto à minha marmita, vem diariamente uma sobremesa, que varia entre uma peça de fruta ou um boião com gelatina que faço em casa. E vocês não imaginam o choque e a curiosidade cada vez que eu pego num boião de gelatina. Acreditem que na primeira vez achei que estavam a gozar comigo.

"Vocês querem mesmo ver que estes camones nunca comeram gelatina?". Eu cresci a comer gelatina, como porque sabe bem e nunca me questionei muito, ainda que saiba como é feito. Aceito que agora se diga que faz mal, mas no meu tempo dizia-se que era bom para os ossos em crescimento das crianças, por isso fui habituada a fazê-la e comer.

Eu devia ter desconfiado desta "rareza" quando só encontrei as embalagem da Royal em grandes supermercados com produtos internacionais. Num supermercado mais pequeno, quando perguntei se não tinham gelatina, mostraram-me gelatina em folha. Expliquei que não era bem aquilo, e então disseram-me para comprar também um corante e juntar à gelatina em folha. Oi?

Ver a admiração por eu comer algo tão básico espanta-me tanto com as perguntas que se seguem cada vez que pego no meu frasquinho: "isso é o quê?", "isso é feito de quê?", "isso sabe a quê?, "é um doce típico de Portugal?".

É só gelatina, minha gente! Compramos umas embalagens com pó e juntamos água, assim de simples. Explico que é tipo agar-agar, aliás, há gelatinas vegetais feitas deste composto. Mostro vídeo e fotos da preparação. Segue-se o nojo, o "ai, que eu nunca comeria isso", o "ai, que coisa estranha" enquanto comem uma saca de gomas - vá-se lá perceber.

A gelatina é agora conhecida na minha hora de almoço como "sobremesa portuguesa", e caros colegas, se acham isto esquisito, deviam de ver como se faz Arroz de Sarrabulho.

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