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Blog da Margarida

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06
Nov16

Grandes paixões, grandes desilusões

Adoro, mas adoro de paixão as botas da UGG. A coisa apareceu em moda há uns anos atrás e a partir daí sempre tive um par no armário desse estilo de botas; nunca umas UGG porque com sabem, eu sou a forretice em forma de pessoa para comprar roupa. O ano passado ganhei coragem e lá comprei uma UGG originais, porque eu não sou de modas e mesmo que passem a ser a coisa mais pindérica do mundo eu vou continuar a usar porque são fofas, confortáveis e eu gosto de me ver com elas. Com elas comprei os produtos de limpeza específicos para estimar a minha paixão e o meu investimento. 

Um Inverno. Um Inverno foi o que tempo que fiz com elas. Ok, foi um Inverno duro para elas porque foi difícil de as tirar dos pés mas não são botas com preço nem com "qualidade" para durar uma estação. Com o preço das UGG poderia ter comprado 10 imitações e ficava com boas para muito mais tempo.

Isto foi uma facada no meu peito, minhas amigas. Eu, que detesto gastar dinheiro em roupa, confiei parte do meu ordenado naquela que eu achava ser uma boa marca e no final a qualidade deixou a desejar. Senti-me enganada, quase traída porque isto não se faz a uma pessoa forreta, senhores! 

Mas se pensam que minha indignação com sapatos ficou por aqui, enganam-se. Como diz o título em plural: "Grandes paixões, grandes desilusões".

Sou fã da marca Timberland há muito anos, sempre tive sapatilhas dessa marca; ainda que caras, duram anos. O ano passado pedi ao Bruno umas botas da marca como prenda de Natal (não as botas típicas pelas quais a marca ficou conhecida, mas umas menos grosseiras).

Se com a UGG foi desilusão no primeiro amor, com a Timberland foi uma desilusão depois de um amor de anos. Como as decidi levar para passear em Amesterdão na altura da passagem de ano, logo pela manhã do primeiro dia, comecei a ter a sensação de pé molhado. Pensava eu que só poderia ser impressão minha, que a bota só estava molhada por fora. Como estava um frio de morrer e eu mal sentia os pés, achei que era a meia que me estava a magoar. Ao longo da manhã a sensação de pé molhado foi aumentando, e quando paramos para almoçar, fui a casa de banho tentar arranjar a coisa. Foi uma segunda facada nas peito quando vi que realmente tinha o pé todo encharcado, que a bota até fazia "chlop-chlop-cholp" ao meter e tirar o pé pela quantidade de água que tinha lá dentro. Aquela borracha branca na sola descolou (as botas tinham uma semana), o que permitiu a entrada de água até eu ficar com o pé todo molhadinho. Fui reclamar na loja onde as comprei, mas como não guardei o talão, não me puderam ajudar. 

Talvez o ano passado tenha sido só um ano mau para as marcas de calçado, talvez tenha sido só azar para mim. O certo é que não voltarei a confiar uma parte significativa do meu salário em roupa nem calçado nos próximos tempos porque "Na primeira qualquer cai, na segunda cai quem quer, na terceira caem os tolos."

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