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Blog da Margarida

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22
Nov17

Help! Estou a transformar-me na minha mãe!

Eu tive durante longos anos um terrível acordar mas a pior fase foi a da aborrescência, em que me deitava sempre tarde e acordava invariavelmente de mau humor. 

A minha mãe ainda tinha a gentileza de me fazer o pequeno-almoço, o que ajudava o processo matinal mas enquanto eu comia, ela falava. E falava. E cantava. E arrumava. E batia com a louça enquanto a tirava da máquina para arrumar. E eu cheia de comichões, pedia delicadamente para ela fazer menos barulho mas isso é que era bom. "Despacha-te mas é, se não queres chegar atrasada à escola."

Foram anos e anos disto, senhores! Se tivesse nascido 10 anos mais tarde, na "geração psicólogo", aposto que tinha ficado traumatizada; como nasci em 1989, era só a minha mãe a ensinar-me a fazer-me à vida. 

Em 2010, fui viver com o senhor meu esposo (na altura namorado) e desde aí até há coisa de um mês atrás, nunca os nossos horários matinais tinham sido compatíveis. Neste anos todos, cresci, amadureci, mudei muito e hoje posso dizer que adoro ter companhia para o pequeno-almoço: levanto-me com mais facilidade, enquanto um prepara o chá ou o leite, o outro pode já deixar a cadela ir ao jardim ou limpar a areia dos gatos. Assim, como tenho ajuda em metade das tarefas, acabo por ter tempo de ainda pôr roupa a lavar ou a secar antes de sair. Resumindo: prático e agradável, tanto que hoje de manhã achei por bem referir o assunto:

 

-Gosto tanto de acordar e tomar o pequeno-almoço contigo!

- Eu não.

- Não? Porquê?

- Porque saio sempre atrasado de casa.

- Por minha causa? 

- Tu falas muito.

- Não falo nada!

- E ligas muitas luzes.

- Queres que me levante às escuras?

- Acordas com muita energia.

- E então?

- Eu ainda estou meio a dormir! Preciso de tempo, calma e silêncio para acordar.

 

Acho que a velha lenga-lenga de "quando tiveres filhos é que vais perceber!" faz mais sentido do que aquilo que se pensa; eu nem filhos tenho, e já me estou a transformar na minha mãe!

 

 

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