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Blog da Margarida

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20
Abr17

Os guerreiros do Facebook

A internet pode ser maravilhosa mas como tudo tem coisas boas e coisas más, ainda que a meu ver cada vez mais se use como fonte de desinformação. Há sempre um assunto do dia; algo de qual se fala por todo o lado, telejornais, jornais, rádio e redes sociais, e há sempre um jornal que diz branco e outro que diz preto. O que importa é criar títulos chamativos e atirar suposições chocantes para o ar, ainda que não correspondam à verdade.

Neste momento a notícia é a morte de uma rapariga de 17 anos com sarampo, e toda a gente ataca ferozmente os pais antivacinas e os pais daquela rapariga (que ao que parece não são antivacinas).

Ora bem, este tema tem mais pano para mangas do que o sexo dos anjos. Sou a favor da vacinação? Sim.

Sou a favor de toda a vacinação que existe no mercado? Não.

As vacinas são só coisas boas e só tem vantagens? Mentira.

As vacinas são importantes para proteger toda a população de doenças, e há aqui uma questão de obrigação social para prevenção de doenças infecto-contagiosas? Sim, sem dúvida. 

Eu própria tomei vacinas em criança que hoje não as teria tomado, mas sei também que os meus pais fizeram sempre o que achavam de melhor para mim, e o que a ciência diz ser verdade no dia de hoje, pode ser uma grande mentira amanhã. Todos os pais fazem aquilo que acreditam ser melhor para os seus filhos, independentemente da sua ideologia. 

 

E nestas situações aparecem aquilo que eu chamo de "Guerreiros do Facebook", porque ali, meus caros, toda a gente percebe de tudo, todos são especialistas em todos os assuntos, são exímios em julgar e atacar e defender a sua opinião com insultos e ataques pessoais. Não conseguem perceber que podem haver duas ou mais opiniões/ideias diferentes, e que todas elas tenham vantagens e desvantagens: seja o assunto saúde, justiça, futebol, ou o gorila que foi morto a tiro porque a criança caiu dentro da sua jaula.

Se há duas opiniões, poderemos partir do principio que haverão factos que desconhecemos para fazer a pessoa pensar de outra forma, e que se os ouvirmos todos podemos mudar ou reforçar a nossa opinião. Mas isso deve ser para meninos...

Parte-se para os julgamentos gratuitos, parte-se para os ataques. parte-se para os insultos e ameaças virtuais (estas são as minhas preferidas), quais selvagens que defendem a sua ideia até passar o limite no respeito e do senso comum, tudo para ganhar um fantástico e absolutamente incrível NADA! Uma pessoa morreu, e a sociedade parte para o Facebook de espada smartphone na mão, prontos para as guerras de teclado. 

Se eu também podia parar de ir coscuvilhar as caixas de comentários? Podia, mas é o meu guilty pleasure e há vícios piores. 

 

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