Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog da Margarida

Blog da Margarida

03
Fev17

Será a idade #3

Aquando adolescente e estudante universitária, os planos de sexta à noite incluíam discotecas e bares onde os amigos bebiam as suas bebidas alcoólicas preferidas e eu me ficava pela coca-cola e pela companhia deles. Daí até ser uma jovem adulta, trabalhadora dedicada e motivada, foi um saltinho. Não só eu, mas todos os colegas na mesma situação passamos a chegar a casa cansados ao fim de semana depois de toda uma semana de acordar cedo, de stress, de energia perdida.

Tudo o que queríamos nesta fase da vida, em que passamos a ter uma casa e uma vida profissional para gerir, era chegar à sexta à noite, vestir o pijama e comer leite com cereais ou umas torradas enquanto devoramos aquela série que ficou em espera durante a semana de trabalho, ou então acabar trabalhos que ficaram pendente antes que chegasse o fim de semana.

Essa fase termina em pouco tempo porque as semanas tornam-se numa rotina e o stress inicial acaba por desaparecer. Mais tarde ou mais cedo, damos por nós a pensar que é um desperdício de tempo passar as sextas em casa, e que se calhar até aguentávamos um jantarzinho e uma ida até um bar para ouvir uma música agradável e conversar. 

Pois bem, cá me encontro na fase seguinte: adulta assumida. Hoje, sexta-feira, não vou para a discoteca, não me vou enterrar no sofá. Vou chegar a casa, calçar os meus saltos, passar um batom e sair com o babe ou com amigos: sair para um jantar romântico ou apenas degustar uma tábua de queijos e enchidos com uma cerveja, ou ouvir música num bar mais alternativo em que consigamos conversar sobre a semana que passou. Ou então não, ficamos em casa a ler ou a planificar projectos e a saborear as maravilhosas caipirinhas caseiras da bimby.

Por muito que a minha mente me diga que eu parei nos 24 anos, é impossível não ver como tudo muda: não só as rugas, como as ideias, as opiniões, e até os nossos hábitos. Estou a ficar cota (cada vez mais perto dos 30, God) e chata, porque vou-me apercebendo que os clichés da vida acontecem mesmo. E se em tempos a ideia de envelhecer me apoquentava, hoje não me preocupa nem um bocadinho. Os anos têm trazido com eles armas de combate, ou então é apenas a teoria evolutiva: começar a gostar de café para aguentar dias mais pesados, aprender a apreciar uma bebida alcoólica para aliviar a tensão, ou simplesmente passar a ignorar influências externas e  fazer aquilo que temos realmente vontade - são técnicas que nos ajudam a sobreviver ao dia a dia e apreciar cada fase na sua plenitude. Hoje brindamos a Darwin!

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D