Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog da Margarida

Blog da Margarida

11
Nov18

Jornalixo e clique fácil

Desde que me conheço como leitora que existe "jornalixo" mas nos últimos anos, com a evolução das redes sociais, arrisco a dizer que o jornalismo vai de mal a pior.

Entendo que cada vez se vendam menos jornais,  que nos dias de hoje muito pouca gente gaste dinheiro para comprar "notícias" diariamente, o que obriga a outras estratégias como o clique fácil. Ainda assim, não deixa de me chocar até que ponto se consegue deturpar uma entrevista para tirar um título provocador.

Era fã das entrevistas da Tribuna do Expresso, onde são entrevistados atletas e é sempre curioso de conhecer um pouquinho do lado mais pessoal dos atletas. Hoje, a entrevistada era a Inês Henriques, atleta de marcha 50km, onde ela fala de tudo um pouco, e até do seu salário/patrocínios (perguntas que são, na minha opinião, completamente desnecessárias). Juro que fiquei completamente admirada com a capacidade de deturpar a ideia passada pela entrevistada - não é para qualquer um! É preciso imaginação.

Vejamos:

Screenshot_20181111-140335_Facebook.jpg

Screenshot_20181111-140404_Facebook.jpg

O que é que o jornal escolheu para título?

Screenshot_20181111-140150_Facebook.jpg

Pois está claro que a maior parte dos "leitores profissionais de títulos" foram incapazes de abrir o artigo e os comentários incendiaram em poucos minutos. 

Que feio, senhores jornalistas. Achei eu que andava a ler coisas superiores ao CM, e vai na volta, acaba por ser tudo o mesmo. 

Bem sei que mais like, menos like não lhes fará muita diferença, mas o meu já lá não está.

 

 

02
Nov18

Haja saúde, e que venham de lá esses trinta!

Sou a filha mais nova, a prima mais nova, a neta mais nova de uma família enorme. Quando eu nasci, já quase todos os meus primos trabalhavam, o que na prática contavam mais como "tios" do que propriamente colegas de brincadeiras.

Entre 14 tios e 11 primos apenas do lado materno ( e um número semelhante do lado paterno), havia presentes todos os dias - tantos, que a minha mãe teve que pôr um limite e proibir toda a gente de me dar prendas só porque sim.

Mas mais do que isso, tive a felicidade de ter sido muito mimada e acarinhada por todos (tios que chegavam a fazer calendários entre eles para contabilizar o número de vezes que eu saía com cada um). Fui tão mimada que tenho perfeita noção que me poderia ter tornar uma daquelas crianças "nazis", coisa que não aconteceu e não sou eu quem o diz, mas os próprios afirmam que só me mimavam porque eu era uma criança tranquila e "boa onda".

Há duas semanas festejei os meus 29 anos, e mesmo estando a um passinho das três décadas, percebi que para aquele batalhão de pessoas eu nunca vou deixar de ser a menina que fui outrora. Vejamos:

- O meu pai continua a tratar-me por "amor" e "princesa", dizendo que vou ser sempre a menina dele;

- A minha mãe continua a dizer que ainda não superou o choque de eu me ter casado (há 4 anos) porque foi ali realmente que percebeu que eu tinha crescido;

- A cada telefonema que recebia de parabéns, ouvia apostas sobre a idade bem abaixo da que festejei: "Parabéns, fazes quantos? já 24, não?" - quem me dera, meus caros, quem me dera... ;

- As minha tias continuam a querer dar-me dinheiro de presente, e a cada ano eu tenho de explicar que agradeço a intenção mas que não preciso: sou adulta, casada, trabalho. Se me querem oferecer alguma coisa, que comprem um cartão de aniversário e escrevam uma mensagem bonita.

 

Como este ano consegui uns dias para ir festejar a Portugal, fiz uma festa organizada "em cima do joelho" e convidei os mais próximos. No momento em que acabamos de cantar os parabéns, o meu sobrinho de 6 anos subiu para cima de uma cadeira e declarou que aquele era "o pior aniversário de sempre! Nunca vi um aniversário sem presentes!". Entre risos e um silêncio desconfortável, eu expliquei-lhe à frente de família e amigos, que o maior presente que alguém lhe poderia dar era escolher passar tempo com ele, comigo, ali em família, porque o tempo é das poucas coisas que não se compra. 

Senti-me uma velha chata por lhe ter transmitido a mensagem num tom a roçar o "raspanete",  mas ainda que ache que aquilo lhe entrou por um ouvido e saiu por outro, espero do fundo do coração que ele guarde aquela explicação e que reflicta sobre ela, porque só com os anos e alguma maturidade é que eu consegui perceber verdadeiramente a sorte que tenho (temos), e que não há nada mais bonito do que este carinho entre tantas pessoas que nos querem bem. 

Haja saúde, e que venham de lá esses trinta!

02
Nov18

Coisas que se ouvem na minha casa #5

Ele: Não tenho nada para vestir. Preciso de ir às compras.

Eu: Vamos tratar disso de tarde.

Ele: Vamos às compras?

Eu: Não. Um de nós vai finalmente ganhar coragem e vai passar aquele monte de roupa a ferro....

 

Não sei se sou só eu mas a verdade é que passando a roupa toda até ao fim do cesto, fico sempre com a sensação de ter roupa nova para vestir por descobrir peças que já nem me lembrava que tinha comprado. Mais alguém?

30
Out18

Da hipocrisia política aos guerreiros do teclado

Primeiro foi o Trump, agora Bolsonaro ganhou as eleições no Brasil e o que mais vejo são portugueses indignados por essa Internet fora. Dos que concordam ou discordam, dos que acham que o senhor é uma besta renascida com ideias do século passado aos que acham que ele é o que o Brasil precisa para pôr ordem no país, toda a gente se exalta por trás de um computador, libertando raiva e salivando xenofobia sugerindo aos brasileiros que "vão para a terra deles".

Todos temos direito a uma opinião mas senhores guerreiros das redes sociais, permitam-me uma sugestão: usem toda esse energia e vontade de debater política para "uso interno" e exerçam o vosso direito de voto nas próximas eleições em Portugal. 

Porque, visto assim que repente, parece que somos um país cheio de "especialistas" em economia e política estrangeira mas temos em Portugal uma vergonhosa taxa de abstenção que aumenta de ano para ano, tendo chegado aos 43% nas eleições de 2015. "Casa de ferreiro, espeto de pau", não é assim que se costuma dizer?

12
Jul18

Saldos mas pouco

Sou cliente da Intimissimi para cuecas e soutiens há muitos anos pela boa qualidade/preço e mega conforto: a cada estação vou em busca do mesmo modelo de sempre mas em novas cores para ir renovando o meu stock. Como este ano deixei as compras para muito tarde, quando fui à loja já todos os tamanhos estavam escolhidos - a menina que lá trabalhava foi uma simpatia e lá me ajudou a escolher algo que me agradasse, e ainda bem: descobri o soutien mais confortável do mundo! Juro que sim! É que para além de fazer um peito bonito, até me esqueço que o tenho vestido. 

Fiquei tão fã do novo modelo que liguei à minha mãe para passar na loja e experimentar também, e como nesse dia jantamos juntas, ela mostrou-me as compras que tinha feito: para além do novo modelo, comprou mais algumas coisas em saldos. Bom, ela achava que eram saldos até termos reparado que pelo produto estar em promoção, tinha ficado 5 cêntimos mais caro!

Por curiosidade, verificamos o preço sem desconto no talão e lá estava escrito que o soutien custava 35€ em época normal e não os 29,90€ que estavam marcados na etiqueta. A sério, Intimissimi? Já começar a ficar gasta esta mania de aumentar o preço para depois fazer o desconto e assim o cliente acabar por pagar o preço normal do produto achando que está a fazer bom negócio, não?

bjj.jpgjhj.jpg

*E não, não fomos reclamar porque a loja nesse dia já tinha fechado e no dia seguinte de manhã apanhamos o avião de volta para o Luxemburgo. A vontade de reclamar nem se prendia ao valor de 5 cêntimos mas sim pelo  marketing pouco honesto.

11
Jul18

Não tenho coracão de adepta

Costumo dizer que não gosto de futebol, mas isso não é correto: o que quero dizer é que não gosto de ver futebol. Ser casada com um benfiquista-semi-fanático, que também é árbitro (actividade que fez com que ele deixa-se de ser fanático) e apaixonado pelo desporto-rei, "obriga-me" de certa forma a conviver com a modalidade, seja porque faço questão de saber sempre como correm os seus jogos enquanto árbitro, seja porque em casa a televisão não dá outra coisa que não sejam jogos mesmo de uma liga qualquer estrangeira, ou porque as conversas entre amigos tem sempre um tema comum. 

A verdade é que com os anos passei a gostar de futebol: conheço os jogadores nacionais e internacionais, gosto de ler as noticias desportivas, gosto de ver programas de futebol (especialmente o Maisfutebol da tvi), mas não gosto de ver o jogo em si: mesmo os jogos da selecção portuguesa, costumo seguir os 90 minutos apenas através da aplicação Live score.

Pensei durante muito tempo que seria por falta de paciência para ver duas dezenas de homens adultos correr atrás de uma bola, mas ontem percebi que não. Depois de viver na Bélgica algum tempo como eu, duvido que alguém não fique a adorar aquele país (arrisco dizer que são os "portugueses da Europa central", pela sua simpatia, hospitalidade e simplicidade). Por isso, lá decidimos ir ver o jogo Bélgica-França na Bélgica, numa praça publica com um ecrã gigante no meio de adeptos belgas (e alguns franceses também), achando eu que por não ser a equipa das quinas, iria sofrer menos parece que não sou muito boa a prever emoções

É certo que não era o meu país, mas vi-me envolvida num ambiente de adeptos que gritaram e cantaram o tempo para apoiar a sua equipa, tive as lágrimas nos olhos, tive as unhas roídas, tive os batimentos cardíacos acelerados, tive um semi-piripaque a cada remate à baliza francesa. No final, perdemos o jogo e o resultado não foi merecido: os meus queridos Diables Rouges entraram e jogaram para ganhar, deram tudo deles, esforçaram-se ao máximo mas só a França conseguiu marcar.

Foi triste mas é só futebol, bem sei, eu é que não nasci com coração preparado para sofrimento de adepta.

10
Jul18

Anda meio mundo a fugir das sardas...

E depois vem a Só'dóna Duquesa Meghan Markle mostrar como fazer delas a coisa mais fofa do mundo sem necessidade de pôr 612484875 camadas de base para as esconder.

D1641-020-0252.jpg

Meghan%20Markle%20Victoria%20Beckham%20lipstick.jp

20180710_165631.jpg

 

Tenho de confessar que tenho um crush por esta mulher. Pela beleza dela, pela humildade e pelos principios que faz questão de continuar a seguir. 

05
Jul18

Portugal, where else?

IMG_20180703_191335_031.jpg

Ofir, 2018

Fiquei chocada com a quantidade de mensagens que recebi a perguntar qual tinha sido o meu destino de férias e por quais praias andava eu, depois de ter posto esta foto no Instagram. 

Chocada porque a maior parte das mensagens vieram de familiares e amigos, que tal como eu cresceram a poucos quilómetros deste lugar "paradisíaco", e triste por ao mesmo tempo acharem que é preciso apanhar um avião para visitarem lugares como este.

Portugueses, para além das falésias e baías praticamente esquecidas por essa costa de norte a sul (sim, porque há sítios lindos e maravilhosos fora do Algarve), Portugal tem das melhores praia do Mundo! Já pensaram na sorte que temos?

Hoje voltei ao trabalho e coloquei esta foto como fundo do ambiente de trabalho - mais como acto de orgulho nacionalista do que recordação dos bons momentos passados. Assim, para cada colega que passava e me perguntava para onde fui de férias, a resposta era óbvia, "Portugal, where else?".

28
Jun18

Obrigado, EDP!

Acredito que não só de criticas vive o mundo, se fazemos questão de reclamar, de fazer queixa, de dizer que algo não está bem feito, que não estamos satisfeitos com determinado serviço (porque felizmente temos esse direito, e na minha opinião chega até a ser um dever), também acredito que umas coisas boas devem ser enaltecidas: a par do livro de reclamações, deveria existir um livro de "apreciações", ou "opiniões" ou "agradecimento". 

Tínhamos férias marcadas para esta semana há vários meses, mas com as obras e trabalhos na casa nova não sabíamos se já seria possível ir para lá ou não, e a instalação do gás foi adiada e adiada até que na segunda feira (na última hora, como sempre) me lembrei que dentro de dois dias já iríamos de férias e sem gás não há forma de utilizar fogão nem tomar banho de água quente.

Liguei para a EDP para pedir uma inspecção/instalação mega urgente e, claro que como boa portuguesa que sou, já estava à espera de uma atitude de apatia/desinteresse/custos extras/problemas vindos do outro lado do telefone, mas o que se sucedeu foi exactamente o contrário: uma senhora super simpática ouviu a minha situação e seguiu-se maratona de chamadas daqui para ali, saltando de extensão em extensão para agilizar o processo, sem ter de voltar a explicar 367 vezes o que pretendia. Ao telefone a 2000km de distância, em menos de uma hora consegui o agendamento da visita técnica feito para o dia seguinte, num horário que me convinha.

Parabéns, EDP. Simpatia, rapidez e eficiência; que sirvam de exemplo a outros fornecedores de serviços.

26
Jun18

Nota: comprar biquinis no Natal

Está uma pessoas descansada da vida no que diz respeito a biquínis e fatos de banho e cenas relativas a férias - porque convenhamos, ainda que estejamos sempre ansiosos pelas férias, temos uma vida a decorrer e mais coisas em que pensar até que a data desejada se aproxime - e quando decidimos começar a procurar aquilo que nos faz falta, percebemos que já está tudo esgotado. Em Junho! 

Acreditei na minha inocência de quem deixa tudo para a ultima hora que ainda iria a tempo e nunca pensei que todos os modelos e tamanhos dos biquínis mais giros estivessem fora de stock por esta Internet fora. Toalhas de praia giras e de boa qualidade para entrega imediata? Calções e macacões da moda? Sacos de praia? Idem idem... Safei-me com as havaianas porque a minha mãe me trouxe umas bem giras do Brasil em Abril.

É verdade que a maior parte das colecções saíram em Maio e foram bastante divulgadas pelas marcas mais conhecidas mas com tanta chuva e frio que se fazia sentir nessa altura, se tivesse comprado alguma coisa teriam sido pijamas e mantas polares. Para além disso, onde se encaixa o espírito dos desafios corpo de Verão? Em Janeiro teria comprado o M, hoje consigo entrar orgulhosamente num S. 

Eu sei que este mundo parece que vai andando de pernas para o ar, mas confesso que nunca tinha pensado em começar a procurar este tipo de artigos para presente de Natal...

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D