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Blog da Margarida

Blog da Margarida

28
Mai18

Netflix, não és tu, sou eu

Não gosto de me sentir info-excluída, gosto de estar a par das novidades e de experimentar/ver (mesmo que seja apenas para poder opinar), e como poderia um casal com idades a baixo dos 30 anos ainda não ter Netflix em casa no ano de 2018? 

Já ninguém vê televisão - muito menos sem canais por cabo - porque a oferta é pouca comparando com a Netflix, e ainda temos os horários que não nos são convenientes e a impossibilidade de vermos uma série toda numa tarde (sem recorrer a sites manhosos).

Se há uns anos atrás me tivessem dito que existia Netflix em Portugal, estaria disposta a pagar até o dobro da mensalidade pedida pelo simples facto de não ter de esperar uma semana inteirinha pelo episódio seguinte. Hoje, a minha vida é outra.

Por curiosidade, acabei por aceitar o mês gratuito que o serviço propõe, e imaginam qual foi a sua utilização? Pois, nenhuma, nem mesmo um episódio completo.

Poderia dizer que foi por falta de tempo, mas foi pura e simples falta de interesse.

Numa fase em que me tento distanciar o mais possível de redes sociais e de ecrãs de luz azul que tantos malefícios nos trazem, em que tenho dado prioridade a outras actividades que me tem feito bem ao corpo e à alma, percebi que não há espaço na minha vida para a Netflix. 

Haveria se eu quisesse, porque numa agenda bem arrumadinha há sempre tempo para mais alguma coisa que nos dê prazer: eu é que não troco uma corrida ao fim do trabalho, ou um jantar mais demorado na paz do nosso jardim, um fim de tarde a jardinar, ou um passeio mais longo com a Camila, ou aquele tempo necessário para fazer um bolo de aniversário para o meu pai ao invés de comprar um já feito, por um episódio de alguma série.

Netflix, ainda que sejas um serviço fantástico e que faças milhões de pessoas felizes por este mundo fora, a nossa relação não tem futuro. Agradeço toda a tua disponibilidade, variedade e ainda o mês gratuito, mas o problema não és tu, sou eu.

09
Mai18

Coisas que se ouvem na minha casa #4

Dos meus três gatos, a Alice sempre foi a mais arisca. Meiga e brincalhona, gosta muito de carinho, dorme sempre connosco mas ao mesmo tempo mantém sempre a sua pose de "diva-eu-é-que-sei". Contudo nas ultimas semanas (meses?), ela tem andado muito mais carinhosa: é ronrons a toda a hora, é amassar pão enquanto olha para nós, é maluquices de nos vir morder as mãos para brincarmos com ela.

Num dia destes, enquanto a via a amassar pão, dizia eu ao Bruno:

- A gata está diferente. Nos gatos o ronronar excessivo pode ser sinal de dor ou desconforto. Achas que devia ir com ela ao veterinário fazer umas analises?

- Pára com as tuas paranoias hipocondríacas nos animais. Ela está bem, está esterilizada, come bem, brinca, tem fezes normais*. Ela só está feliz e relaxada.

- E esta meiguice toda vem de onde?

- Ela vai fazer 7 anos, se calhar é a menopausa... 

 

*De tantos anos passados comigo, o Sr. meu marido até já aprendeu a fazer uma anamnese/avaliacão física rápida aos animais cá de casa. Só falhou no diagnóstico porque as gatas não tem menopausa.

27
Abr18

Há coisas que nunca mudam

Hoje recebi o meu exame de luxemburguês final de nível e percebi que posso ter 10, 20 ou 30 anos, que a primeira coisa que penso quando recebo um teste/prova/exame é em ligar à minha mãe.

Sou da geração dos telemóveis, recebi o meu primeiro Siemens no sétimo ano e a partir daí, estabelecemos o hábito de ligar sempre para informar da minha nota*, coisa que se prolongou até acabar o ensino superior.

Hoje ainda não consegui falar com ela, mas sinto-me estupidamente infantil por ter vontade de lhe ligar a contar, e saber que ela vai ficar contente (como se eu continua-se a precisar de aprovação do meu encarregado de educação) por eu ter tido a melhor nota da turma. 

Há coisa que nunca mudam, não é?

 

 

* Toda a gente sabe que este tipo de telefonema é claramente proporcional à nota recebida: quanto mais baixa for a nota, menor é a vontade de ligar.

24
Abr18

O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao!

"Ó parmegiano, lálá mi vida, 

Ó bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao, 

Ó parmegiano, parta mi vida, 

Yo me sento di morir" *

 

Nem sou fã da série "La Casa de Papel", ou melhor, vou vendo uns episódios aqui e ali para passar o tempo mas nada que me faça ficar ali agarrada a ver uma temporada toda de uma vez. Já a música, isso é outra história: colou-se à minha cabeça de tal maneira que acordo e deito-me a cantarolar a minha própria versão* (note-se que é a versão de alguém que não fala nem compreende italiano). Começo a ponderar pôr a música como toque de despertador para passar a odiá-la em três tempos.

Contudo, se andam assim meios perdidos a nível de séries enquanto esperam a terceira temporada, aproveito para voltar a recomendar outra série espanhola mais antiga, Gran Hotel. Já vos tinha falado aqui nela em 2015 (essa sim, fez-me ficar agarrada a cada episódio), e na qual também participa o actor Pedro Alonso (conhecido como Berlim, en LCDP). Parece que nuestros hermanos, para além de tantas coisas boas que sabem fazer, também fazem boas séries!

13
Abr18

2018, estás a ser o melhor!

Já temos data para assinar a escritura da nossa primeira casa. Estranhamente, e ao contrário do que seria expectável, a nossa primeira casa não será a casa onde vamos viver - será a casa de férias - mas o que nos foi proposto era tão mais do que perfeito para nós que não deu para recusar (mesmo que nossa veia empreendedora seja mais fina que as veias de um canário que pese 12gr). 

A parte má foram os mais de seis meses de negociações e burocracias, foi tudo tão chato e moroso que eu mantive sempre as expectativas no mínimo, já achando que só andávamos a perder o nosso tempo e que no final não ia dar em nada. Só ontem quando olhei com olhos de ver para todos os contratos assinados e as datas marcadas na agenda, percebi que vamos mesmo comprar uma casa!

Estamos a dias de realizar uns dos nossos sonhos mais antigos, daqueles que falávamos ainda antes de entrar no secundário e que sempre pensamos ser inviável: a nossa casinha à beira mar plantada.

Os projectos e ideias multiplicam-se na minha cabeça a cada minuto, mas acima de tudo estou tão mas tão feliz por saber que venha o que vier, teremos aquele cantinho só nosso, na nossa praia que nos diz tanto

 

 

12
Abr18

Vamos falar de maminhas

Falemos de maminhas, peitos, mamas, como quiserem chamar, e do quanto eu não sou feliz com as minhas. Não me considero infeliz porque com um bom soutien push-up a coisa fica muito bem disfarçada, mas era algo que eu gostava de melhorar.

Conta a lenda que a culpa foi da senhora minha mãe, que rezou toda a gravidez para que eu não fosse tão avantajada como ela e não sofresse também dos mesmos males: dificuldade em encontrar camisas e camisolas que não fiquem "extremamente sexys", desconforto ao correr, ao dormir, dores nas costas, etc. Vai na volta, e o santo a quem ela rezou fez-lhe a vontade, e a nível de peitos pareço-me mais com o meu pai.

Desde que me conheço como menina/mulher, que sonho com uns implantes mamários - ainda que não goste de peitos enormes, adoro ver um peito bonito e equilibrado com o resto do corpo. Sempre disse que faria a cirurgia sem hesitar se tivesse meios para isso, mas agora que vejo a coisa passível de se realizar, começam as duvidas.

Há quem diga que aumenta o risco de cancro na mama (há quem diga o contrário pelo aumento dos cuidados e exames feitos nesta zona), e há dias li também um estudo que diz que mulheres com implantes mamários tem maior tendência para linfomas não Hodgkin. Ora, isto deixa-me a pensar: Ana Margarida, tu que és toda naturalista-bio-verde-salvem-as-baleias-e-não-mates-essa-aranha-põe-la-de-volta-no-jardim, vais aumentar a tua possibilidade de cancro por algo meramente estético? A resposta aqui parece-me clara, ganha a saúde.

Contudo, sou jovem, saudável, pratico desporto, tenho uma boa alimentação, e quantas pessoas já conheci como eu que morreram de cancro sem o raio dos implantes? E se me deixo quieta com aquilo que a Natureza me deu, e daqui a uns anos descubro um tumor nos intestinos ou um melanoma?

Digam-me lá a vossa sentença: avançavam? Conhecem casos felizes? Casos de arrependimento? Contem-me tudo!

10
Abr18

Bitch, please!

No ginásio.

 

Eu: Já viste ali aquele mulherão? Minha nossa, a rapariga parece feita pelo photoshop.

Ele: Quem? Aquela loira? - diz ele com o ar mais desinteressado do mundo.

Eu: Claro! O que são aquele rabo e o aquele peito? E a cinta de vespa?

Ele: E a barbela dela, também já viste? A gordura fugiu-lhe toda para a zona do pescoço.

 

 

*Eu não vi barbela nenhuma na rapariga, aliás, com tantos atributos nem me lembrei de olhar para outra coisa que não fossem as hot areas. E ainda que eu esteja muito bem resolvida comigo, não deixa de ser querida esta tentativa de senhor meu marido por defeitos nas outras para que eu me sinta bem.

 

06
Abr18

Portugueses sim, mas do Norte!

É bem verdade a ideia de que em cada canto do mundo há um português. Acho que nunca fui a lado nenhum onde não tenha ouvido outros turistas a falar português e espanhol (quer-me parecer que os nuestros hermanos são tão dados ao laró como nós) - ainda no domingo passado, enquanto esperava na fila para subir à torre Eiffel, quem estava à minha frente? Uma grupeta de portugueses, pois está claro. E o que acontece neste encontros entre lusos é basicamente isto:

- Ah, que giro. Também são portugueses?

- Suomos. - Respondi eu. 

- Ah! Mas são portugueses do Norte! 

Há sempre um pequeno brilho nos meus olhos quando me fazem este reparo, porque se por um lado não faço a mínima questão de esconder o meu sotaque, por outro nem me lembro que o tenho até ouvir estes comentários. Sou portuguesa sim e com orgulho, mas o meu coraçom, esse bai sempre pertencere ao Nuorte

Deixo-vos um vídeo antigo que adoro e, assim cumá'ssim, ainda me faz rir às gargalhadas.

 

 

 

PS: Gente do centro e sul, não usem a expressão cuarago sempre que tentarem falar como um nortenho. Temos montes de expressões giríssimas como "baimá benda", ou "baimá loja" mas já não ouço ninguém dizer cuarago há coisa de uns vinte anos. Just saying...

05
Abr18

O novo "encontrei dinheiro nos bolsos"

Todos nós já encontramos dinheiro dentro de um casaco ou de umas calcas que já não usávamos há imenso tempo. Se forem 2€ fico feliz, mas também já cheguei a encontrar 50€ perdidos e é quase como se fosse Natal outra vez.

Mas se é verdade que cada vez se usa menos dinheiro físico (eu raramente tenho dinheiro comigo, uso sempre o cartão), o que diminui drasticamente a probabilidade deste acidentes felizes acontecerem, sendo Lavoisier um visionário, já ele dizia "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", também se pode dizer que nunca se comprou tanto online como nos dias de hoje. 

Que se acuse o primeiro que nunca encomendou aquela capa mega gira com bigodes de gatinho para o telemóvel, ou aquela cinta para a água durante as corridas, ou aquelas formas para bolos em forma de ursinho, até aquele gadget para segurar o telemóvel no carro, ou aqueles brincos e pulseiras ao preço da chuva? Obviamente, tudo coisas extremamente necessárias para a vida quotidiana - ou que pelo menos assim parecem numa noite de insónia. 

O que acontece na maioria dos casos? Cada vez que abrimos a caixa do correio e encontramos uma encomenda dessas é uma alegria, como se tivéssemos recebido uma prenda de nós para nós mesmos, mas da qual já não nos lembrávamos.

Ainda que a maioria seja uma desilusão devido à fraca qualidade, ou por não ser exactamente aquilo que estava descrito no site, são ou não são as compras na China o novo "encontrei dinheiro nos bolsos" do século XXI?

 

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