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Blog da Margarida

Blog da Margarida

12
Jul18

Saldos mas pouco

Sou cliente da Intimissimi para cuecas e soutiens há muitos anos pela boa qualidade/preço e mega conforto: a cada estação vou em busca do mesmo modelo de sempre mas em novas cores para ir renovando o meu stock. Como este ano deixei as compras para muito tarde, quando fui à loja já todos os tamanhos estavam escolhidos - a menina que lá trabalhava foi uma simpatia e lá me ajudou a escolher algo que me agradasse, e ainda bem: descobri o soutien mais confortável do mundo! Juro que sim! É que para além de fazer um peito bonito, até me esqueço que o tenho vestido. 

Fiquei tão fã do novo modelo que liguei à minha mãe para passar na loja e experimentar também, e como nesse dia jantamos juntas, ela mostrou-me as compras que tinha feito: para além do novo modelo, comprou mais algumas coisas em saldos. Bom, ela achava que eram saldos até termos reparado que pelo produto estar em promoção, tinha ficado 5 cêntimos mais caro!

Por curiosidade, verificamos o preço sem desconto no talão e lá estava escrito que o soutien custava 35€ em época normal e não os 29,90€ que estavam marcados na etiqueta. A sério, Intimissimi? Já começar a ficar gasta esta mania de aumentar o preço para depois fazer o desconto e assim o cliente acabar por pagar o preço normal do produto achando que está a fazer bom negócio, não?

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*E não, não fomos reclamar porque a loja nesse dia já tinha fechado e no dia seguinte de manhã apanhamos o avião de volta para o Luxemburgo. A vontade de reclamar nem se prendia ao valor de 5 cêntimos mas sim pelo  marketing pouco honesto.

11
Jul18

Não tenho coracão de adepta

Costumo dizer que não gosto de futebol, mas isso não é correto: o que quero dizer é que não gosto de ver futebol. Ser casada com um benfiquista-semi-fanático, que também é árbitro (actividade que fez com que ele deixa-se de ser fanático) e apaixonado pelo desporto-rei, "obriga-me" de certa forma a conviver com a modalidade, seja porque faço questão de saber sempre como correm os seus jogos enquanto árbitro, seja porque em casa a televisão não dá outra coisa que não sejam jogos mesmo de uma liga qualquer estrangeira, ou porque as conversas entre amigos tem sempre um tema comum. 

A verdade é que com os anos passei a gostar de futebol: conheço os jogadores nacionais e internacionais, gosto de ler as noticias desportivas, gosto de ver programas de futebol (especialmente o Maisfutebol da tvi), mas não gosto de ver o jogo em si: mesmo os jogos da selecção portuguesa, costumo seguir os 90 minutos apenas através da aplicação Live score.

Pensei durante muito tempo que seria por falta de paciência para ver duas dezenas de homens adultos correr atrás de uma bola, mas ontem percebi que não. Depois de viver na Bélgica algum tempo como eu, duvido que alguém não fique a adorar aquele país (arrisco dizer que são os "portugueses da Europa central", pela sua simpatia, hospitalidade e simplicidade). Por isso, lá decidimos ir ver o jogo Bélgica-França na Bélgica, numa praça publica com um ecrã gigante no meio de adeptos belgas (e alguns franceses também), achando eu que por não ser a equipa das quinas, iria sofrer menos parece que não sou muito boa a prever emoções

É certo que não era o meu país, mas vi-me envolvida num ambiente de adeptos que gritaram e cantaram o tempo para apoiar a sua equipa, tive as lágrimas nos olhos, tive as unhas roídas, tive os batimentos cardíacos acelerados, tive um semi-piripaque a cada remate à baliza francesa. No final, perdemos o jogo e o resultado não foi merecido: os meus queridos Diables Rouges entraram e jogaram para ganhar, deram tudo deles, esforçaram-se ao máximo mas só a França conseguiu marcar.

Foi triste mas é só futebol, bem sei, eu é que não nasci com coração preparado para sofrimento de adepta.

10
Jul18

Anda meio mundo a fugir das sardas...

E depois vem a Só'dóna Duquesa Meghan Markle mostrar como fazer delas a coisa mais fofa do mundo sem necessidade de pôr 612484875 camadas de base para as esconder.

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Tenho de confessar que tenho um crush por esta mulher. Pela beleza dela, pela humildade e pelos principios que faz questão de continuar a seguir. 

05
Jul18

Portugal, where else?

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Ofir, 2018

Fiquei chocada com a quantidade de mensagens que recebi a perguntar qual tinha sido o meu destino de férias e por quais praias andava eu, depois de ter posto esta foto no Instagram. 

Chocada porque a maior parte das mensagens vieram de familiares e amigos, que tal como eu cresceram a poucos quilómetros deste lugar "paradisíaco", e triste por ao mesmo tempo acharem que é preciso apanhar um avião para visitarem lugares como este.

Portugueses, para além das falésias e baías praticamente esquecidas por essa costa de norte a sul (sim, porque há sítios lindos e maravilhosos fora do Algarve), Portugal tem das melhores praia do Mundo! Já pensaram na sorte que temos?

Hoje voltei ao trabalho e coloquei esta foto como fundo do ambiente de trabalho - mais como acto de orgulho nacionalista do que recordação dos bons momentos passados. Assim, para cada colega que passava e me perguntava para onde fui de férias, a resposta era óbvia, "Portugal, where else?".

28
Jun18

Obrigado, EDP!

Acredito que não só de criticas vive o mundo, se fazemos questão de reclamar, de fazer queixa, de dizer que algo não está bem feito, que não estamos satisfeitos com determinado serviço (porque felizmente temos esse direito, e na minha opinião chega até a ser um dever), também acredito que umas coisas boas devem ser enaltecidas: a par do livro de reclamações, deveria existir um livro de "apreciações", ou "opiniões" ou "agradecimento". 

Tínhamos férias marcadas para esta semana há vários meses, mas com as obras e trabalhos na casa nova não sabíamos se já seria possível ir para lá ou não, e a instalação do gás foi adiada e adiada até que na segunda feira (na última hora, como sempre) me lembrei que dentro de dois dias já iríamos de férias e sem gás não há forma de utilizar fogão nem tomar banho de água quente.

Liguei para a EDP para pedir uma inspecção/instalação mega urgente e, claro que como boa portuguesa que sou, já estava à espera de uma atitude de apatia/desinteresse/custos extras/problemas vindos do outro lado do telefone, mas o que se sucedeu foi exactamente o contrário: uma senhora super simpática ouviu a minha situação e seguiu-se maratona de chamadas daqui para ali, saltando de extensão em extensão para agilizar o processo, sem ter de voltar a explicar 367 vezes o que pretendia. Ao telefone a 2000km de distância, em menos de uma hora consegui o agendamento da visita técnica feito para o dia seguinte, num horário que me convinha.

Parabéns, EDP. Simpatia, rapidez e eficiência; que sirvam de exemplo a outros fornecedores de serviços.

26
Jun18

Nota: comprar biquinis no Natal

Está uma pessoas descansada da vida no que diz respeito a biquínis e fatos de banho e cenas relativas a férias - porque convenhamos, ainda que estejamos sempre ansiosos pelas férias, temos uma vida a decorrer e mais coisas em que pensar até que a data desejada se aproxime - e quando decidimos começar a procurar aquilo que nos faz falta, percebemos que já está tudo esgotado. Em Junho! 

Acreditei na minha inocência de quem deixa tudo para a ultima hora que ainda iria a tempo e nunca pensei que todos os modelos e tamanhos dos biquínis mais giros estivessem fora de stock por esta Internet fora. Toalhas de praia giras e de boa qualidade para entrega imediata? Calções e macacões da moda? Sacos de praia? Idem idem... Safei-me com as havaianas porque a minha mãe me trouxe umas bem giras do Brasil em Abril.

É verdade que a maior parte das colecções saíram em Maio e foram bastante divulgadas pelas marcas mais conhecidas mas com tanta chuva e frio que se fazia sentir nessa altura, se tivesse comprado alguma coisa teriam sido pijamas e mantas polares. Para além disso, onde se encaixa o espírito dos desafios corpo de Verão? Em Janeiro teria comprado o M, hoje consigo entrar orgulhosamente num S. 

Eu sei que este mundo parece que vai andando de pernas para o ar, mas confesso que nunca tinha pensado em começar a procurar este tipo de artigos para presente de Natal...

28
Mai18

Netflix, não és tu, sou eu

Não gosto de me sentir info-excluída, gosto de estar a par das novidades e de experimentar/ver (mesmo que seja apenas para poder opinar), e como poderia um casal com idades a baixo dos 30 anos ainda não ter Netflix em casa no ano de 2018? 

Já ninguém vê televisão - muito menos sem canais por cabo - porque a oferta é pouca comparando com a Netflix, e ainda temos os horários que não nos são convenientes e a impossibilidade de vermos uma série toda numa tarde (sem recorrer a sites manhosos).

Se há uns anos atrás me tivessem dito que existia Netflix em Portugal, estaria disposta a pagar até o dobro da mensalidade pedida pelo simples facto de não ter de esperar uma semana inteirinha pelo episódio seguinte. Hoje, a minha vida é outra.

Por curiosidade, acabei por aceitar o mês gratuito que o serviço propõe, e imaginam qual foi a sua utilização? Pois, nenhuma, nem mesmo um episódio completo.

Poderia dizer que foi por falta de tempo, mas foi pura e simples falta de interesse.

Numa fase em que me tento distanciar o mais possível de redes sociais e de ecrãs de luz azul que tantos malefícios nos trazem, em que tenho dado prioridade a outras actividades que me tem feito bem ao corpo e à alma, percebi que não há espaço na minha vida para a Netflix. 

Haveria se eu quisesse, porque numa agenda bem arrumadinha há sempre tempo para mais alguma coisa que nos dê prazer: eu é que não troco uma corrida ao fim do trabalho, ou um jantar mais demorado na paz do nosso jardim, um fim de tarde a jardinar, ou um passeio mais longo com a Camila, ou aquele tempo necessário para fazer um bolo de aniversário para o meu pai ao invés de comprar um já feito, por um episódio de alguma série.

Netflix, ainda que sejas um serviço fantástico e que faças milhões de pessoas felizes por este mundo fora, a nossa relação não tem futuro. Agradeço toda a tua disponibilidade, variedade e ainda o mês gratuito, mas o problema não és tu, sou eu.

09
Mai18

Coisas que se ouvem na minha casa #4

Dos meus três gatos, a Alice sempre foi a mais arisca. Meiga e brincalhona, gosta muito de carinho, dorme sempre connosco mas ao mesmo tempo mantém sempre a sua pose de "diva-eu-é-que-sei". Contudo nas ultimas semanas (meses?), ela tem andado muito mais carinhosa: é ronrons a toda a hora, é amassar pão enquanto olha para nós, é maluquices de nos vir morder as mãos para brincarmos com ela.

Num dia destes, enquanto a via a amassar pão, dizia eu ao Bruno:

- A gata está diferente. Nos gatos o ronronar excessivo pode ser sinal de dor ou desconforto. Achas que devia ir com ela ao veterinário fazer umas analises?

- Pára com as tuas paranoias hipocondríacas nos animais. Ela está bem, está esterilizada, come bem, brinca, tem fezes normais*. Ela só está feliz e relaxada.

- E esta meiguice toda vem de onde?

- Ela vai fazer 7 anos, se calhar é a menopausa... 

 

*De tantos anos passados comigo, o Sr. meu marido até já aprendeu a fazer uma anamnese/avaliacão física rápida aos animais cá de casa. Só falhou no diagnóstico porque as gatas não tem menopausa.

27
Abr18

Há coisas que nunca mudam

Hoje recebi o meu exame de luxemburguês final de nível e percebi que posso ter 10, 20 ou 30 anos, que a primeira coisa que penso quando recebo um teste/prova/exame é em ligar à minha mãe.

Sou da geração dos telemóveis, recebi o meu primeiro Siemens no sétimo ano e a partir daí, estabelecemos o hábito de ligar sempre para informar da minha nota*, coisa que se prolongou até acabar o ensino superior.

Hoje ainda não consegui falar com ela, mas sinto-me estupidamente infantil por ter vontade de lhe ligar a contar, e saber que ela vai ficar contente (como se eu continua-se a precisar de aprovação do meu encarregado de educação) por eu ter tido a melhor nota da turma. 

Há coisa que nunca mudam, não é?

 

 

* Toda a gente sabe que este tipo de telefonema é claramente proporcional à nota recebida: quanto mais baixa for a nota, menor é a vontade de ligar.

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