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Blog da Margarida

Blog da Margarida

28
Fev18

Resumo de um fim de semana #7

Podia continuar a queixar-me do frio, mas foi exatamente por causa dele que todos os jogos de futebol foram anulados este fim de semana, logo não houve jogos para o marido arbitrar. Mesmo com graus negativos, estiveram uns dias tão solarengos que seria quase um crime ficar em casa. Desta vez o destino foi Maastricht (Holanda) e Liège (Bélgica).

O vento não convidava a tirar as mãos dos bolsos para as fotografias, mas são cidades muito bonitas, cheias de vida e de gente simpática, e acima de tudo, muito limpas.

Já perdi a conta às cidades que visitei na Holanda, e é o país que nunca desilude.

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Tivemos a sorte de encontrar um restaurante italiano ma-ra-vi-lho-so, gerido por uma família italiana de gema e em que todos os seus produtos eram importados da sua cidade. Só de pensar naquela focaccia, já me apetece lá voltar! Se algum dia passarem por aqueles lados, não deixem de lá ir porque vale mesmo a pena.

 

A visita a Liège foi feita de fugida, mas achei a cidade muito semelhante a Bruxelas (em ponto mais pequeno). Não fizemos mais do que passear ao pé do rio e visitar algumas lojas, mas o que não faltam são monumentos e estátuas a cada virar de esquina.

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Foi um fim de semana muito bem passado e estas são duas cidades a voltar quando as temperaturas estiverem mais amenas, em que nos seja possível apreciar cada recanto sem o pingo no nariz ou os olhos a lacrimejar.

 

 

26
Fev18

Aventuras invernais [edit]

Já aconteceu um bocadinho de tudo aos nossos carros por causa do frio: desde ficar a meio do caminho porque o gasóleo do depósito estava congelado, até ao travão de mão completamente bloqueado que não mexia um milímetro, aos esguichos dos limpa-vidros entupidos com gelo (enquanto conduzia com o vidro todo sujo por causa do sal na estrada), ou os discos dos travões colados. 

O que nunca me tinha acontecido foi o que se passou hoje: já parei em duas bombas para meter gasolina mas a fechadura do depósito está - adivinhe-se! - profundamente congelada. Consegui chegar ao trabalho com a reserva mas não faço ideia de onde vou buscar combustível para fazer os 50km até casa no final do dia. 

  • Pôr água quente na fechadura só vai criar mais gelo por cima;
  • Os sprays anti-congelantes só funcionam na superfície;
  • Não tenho forma de levar um secador de cabelo até ao parque de estacionamento. 

Deixei-o estacionado ao sol na esperança que ajude a descongelar, mas duvido que funcione já que as temperaturas não devem fugir dos 10 graus negativos durante todo o dia. Acho que a minha solução será dirigir-me até à bomba mais próxima e pedir ajuda aos senhores que lá trabalham. 

Haverá maneira menos monótona de começar uma segunda de manhã? 

 

Edit: se vos acontecer alguma vez isto, ponham a chave do carro dentro de uma chavena de água a ferver. A chave quente vai descongelar o interior da fechadura num instante. E não, eu não fui (hoje) a primeira pessoa a pedir socorro na bomba de gasolina por este motivo. 

 

20
Fev18

A corrida e a poupança

Ontem, quando cheguei do ginásio, lembrei-me deste post que escrevi em 2012 (quando correr ainda não era moda).

 

"Hoje depois dos meus 4,5km para compensar a asneira do almoço lembrei-me de mais algumas vantagens do exercício físico, desta vez ligadas às poupanças em casa, para além das imensas vantagens para a saúde e para o pneu. Assim são:

  • Se corrermos 30minutos por dia é menos esse tempo que passamos no computador ou a ver TV, ou seja menos um eletrodoméstico. E também menos o candeeiro da divisão em que estamos a utilizar. Se a esse tempo juntar-mos o que demoramos a vestir, mais alongamentos é capaz de dar uma hora de poupança de energia por dia;
  • Chegamos com tanto calor, que não é preciso ligar o aquecimento/ventilador da casa de banho para ir tomar banho;
  • Calor significa também água menos quente, logo menos gás;
  • Como já libertamos bastante endorfinas não usamos o banho para relaxar, serve apenas para limpar o suor, assim menos tempo no banho equivale a menos água. Eu pelo menos tomo um banho super rápido depois do exercício;
  • Depois do banho, seco o cabelo num instante porque estou cheia de fome e quero ir lanchar, assim menos energia again;
  • No final nada de atacar a dispensa, se não lá se vai o exercício e a economia. 

Let's run?"

 

Lembrei-me ainda de mais um ponto: quando estou numa fase mais motivada, acabo por menos vezes comer fora. Aquele lanchinhos no café, aquele Mcdonald's de sexta à noite, ou o pequeno almoço na pastelaria dão lugar a refeições feitas em casa, mais saudáveis e mais económicas.

Nunca fiz as contas, mas também não sei até que ponto não compensa ir ao ginásio todos os dias (falando do ponto de vista económico). Cá em casa só somos dois e pagamos 20€ de ginásio por mês cada um. Se em 30 dias, formos 20 vezes ao ginásio, são 40 banhos que se poupam em água, gás e eletricidade. Obviamente que não iremos poupar os 40€ mas fará uma diferença significativa nos consumos mensais.

Ainda que a poupança não seja principal objetivo do exercício porque nada se compara aos imensos benefícios e ainda a felicidade do pós-treino (isto ainda são as minha endorfinas a falar depois dos 10km de ontem), pensem nas faturas a pagar no final do mês como meio de motivação naqueles dias em que estão na dúvida se calçam as sapatilhas ou se se deitam no sofá.

16
Fev18

Coisas de mãe

Mãe: Lembras-te da X, aquela minha colega? Encontrei-me com ela e no meio da conversa, ela disse-me que a empresa dela vai começar a fornecer serviços para o laboratório onde tu trabalhas. Que coincidência.

Eu: Já não nos vemos há uns 20 anos. E disseste-lhe que eu trabalhava lá?

Mãe: Claro. 

Eu: Duvido que ela ainda me conheça no meio das 400 pessoas que lá trabalham.

Mãe (com a maior da naturalidade): Eu disse-lhe logo: "quando vires a menina mais bonita de todo o laboratório, é a minha filha".

 

 

Incrível como mesmo 28 anos depois, as mães continuam a olhar para nós como o bebé mais bonito do berçário. Se não há algo de mágico neste amor, não sei o que será então.

15
Fev18

Os filmes que tenho visto

Andei afastada de filmes durante uns meses, mas há lá coisa melhor para fazer nos fins de semana de Inverno, enquanto a neve cai la fora? Filme, manta e sofá tem sido o meu plano preferido das últimas semanas. 

Estive até ao fim do filme à espera da reviravolta que o iria tornar menos monótono - não aconteceu. Tinham ali uma grande história para trabalhar e o que fizerem foi apenas mais um filme de guerra aborrecido.

Vi o Kingsman 2 e fiquei sem vontade de ver o 1. Demasiado parvo até para uma comédia.

American Made valeu pelos dois anteriores. Muito ao estilo de O Lobo de Wall Street, faz-nos ficar colados ao ecrã de principio a fim, com a vantagem deste ser baseado em factos reais. 

Ainda não sei o que acho deste filme. Gostei da história e do enredo mas achei-o demasiado "cru" (talvez eu esteja a ficar demasiado sensível a determinados temas).

Bom filme para uma tarde chuvosa de domingo, ainda que tenha deixado demasiadas pontas soltas que deveriam ser pensadas quando se faz um filme de ficção.

The Man with the Iron Heart foi mais um filme sobre a II Guerra. De todos aquele que já vi, não está nos melhores nem nos piores mas aconselho a verem.

Este filme foi baseado em factos verídicos (são sempre os meu preferidos) e no final ainda aparecem os verdadeiros soldados desta história. Achei o filme muito semelhante ao Dunkirk mas este foi incomparavelmente melhor.

À exceção de todos os outros acima, este fui ver ao cinema no sábado. Claro que adorei, como quase todas as comédias francesas que vejo (não sendo eu fã de comédias típicas americanas, começo a achar que ninguém sabe fazer rir como os franceses). Este é o terceiro filme dos Les Tuche, mas já vi o segundo e é igualmente bom. 

 

15
Fev18

Os animais nos restaurantes

Esta coisa dos animais nos restaurante já vem a ser falada há muito anos, e claro que há sempre uma enorme indignação à volta do assunto. 

E quem não gosta de animais? E quem tem medo de animais? E quem tem alergia aos pêlos de animais, é obrigado a comer tostas mistas de pêlo? São estas umas das principais questões, e que muito bem, tem de ser discutidas. 

Aqui o cerne da coisa é quem tem de discutir estas questões, que não são nada mais, nada menos do que os proprietários dos estabelecimentos. São estes que têm de decidir que tipo de cliente querem atrair para o seu negócio dependendo se aceitam animais ou não. Contudo, haverão alguns pontos importantes a refletir:

  • Ser contra a entrada de animais em restaurantes é como ser contra o casamento homossexual. Se não têm nem gostam de animais, esta lei não vos afeta - só tem de escolher estabelecimentos que recuse a entrada dos mesmos. Não se ganha nada em boicotar a vida de quem é feliz com outra ideologia;
  • Quando se fala em animais, óbvio que se fala de cães. Ninguém vai tomar café com uma galinha na mochila, ou jantar com uma cabrita à trela. Quando muito, esta lei pode atingir os felinos, mas sendo dona e amante de gatos, garanto que não serão muitos;
  • Cães barulhentos ou agressivos, estou crente que serão raríssimas as vezes em que os vamos ver. Não por confiar no bom senso dos proprietários (porque depois de vários anos a trabalhar em clínica veterinária, deixei de acreditar nesse factor), mas porque ninguém vai gastar o seu rico dinherinho num jantar em que não consegue comer tranquilo com o cão que puxa a trela ou ladra ou tenta atacar alguém. Acredito que esses casos tentarão uma vez "experimentar" a nova lei, mas quando perceberem que um cão mal educado não permite duas garfadas seguidas sem incomodar, é certo e seguro que para a próxima o Bobby fica em casa; 
  • Esta semana fui ao Mcdonald's e vi uma senhora a mudar a fralda ao seu bebé em cima de uma mesa, enquanto toda a gente comia à volta. Não posso por isso dizer que toda a gente troca fraldas a bebés em cima da mesa nos restaurantes. Haverão sempre pessoas menos educadas ou os menos limpas, mas não podemos fazer disso regra;
  • O ideal seria dentro do mesmo restaurante haver zonas para clientes com animais e zonas sem, mas quando isso não for possível, o que não faltará em Portugal são cafés e restaurantes para quem quer/não quer jantar com animais ao lado;
  • Há 5 anos mudei-me para um país onde os cães podem entrar em todo o lado,excepto supermercados. A minha cadela desde bebé que anda de comboio, autocarro, vai a lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés (não só neste país, mas em vários outros da Europa central) e nunca tive o mais pequeno problema. Em Amesterdão recusaram-me a entrada por estar com aCamila, e sem dramas, procurei outro restaurante onde ela fosse aceite;
    • Já antes de mudar de país tinha um cão que ia regularmente comigo a cafés e restaurantes escolhidos a dedo por ter esplanada. Era um cão bastante grande do qual muita gente tinha medo (exatamente pelo tamanho), mas a maior parte das vezes ninguém dava por ele, já que ficava deitado aos meus pés por baixo da mesa ou da minha cadeira. Nunca tive problema ou chatice alguma; 
    • Um subponto aqui para aqueles que dizem que os cães no estrangeiro são mais educados: os cães são os mesmo em Portugal e na China. O que muda é a sociedade e o tipo de educação dada. Poder levar o cão a mais sítios é um bom começo para ter cães mais educados porque estarão mais habituados a todo o tipo de estímulos.

Portugal está a tentar evoluir em muitos campos e esta pequenina mudança é a prova disso. Haveria coisas mais importantes a fazer como o controlo dos animais abandonados e errantes, informação correta e credível sobre vacinação, desparasitação e castrações, controlo de registos de microchips (ninguém imagina o número de microchips que são colocados mas que não chegam a ser registados em nenhuma base de dados e sem esse registo o microchip de nada serve), entre muitas outras mas começar por permitir a entrada de animais em restaurantes e cafés é alguma coisa.

14
Fev18

Adiei o S. Valentim

Ele tinha um date inadiável com o Real Madrid e o Paris Saint Germain, e eu tinha um Happy meal do almoço e uma pizza de ontem ao jantar para aniquilar.

Porque não acho especial piada a este dia, e por minha vontade não o festejo - flores ao preço de ouro, restaurante cheios e mais pirosices do costume - adiamos o jantar romântico para a nossa típica saída de sábado à noite. 

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Acho que tomamos a decisão certa, já que o meu encontro com a passadeira correu melhor do que eu esperava. Com esta motivação, ainda volto lá amanhã para queimar por antecipação os mojitos do S. Valentim adiado...

08
Fev18

Basicamente, "estás a ficar velha!"

Uma pessoa acorda mais cedo para conduzir de forma segura até ao trabalho (devido às condicoes meteorologicas). Acorda tão cedo que se lembra que tem uma reunião mais importante hoje e decide pôr uma roupinha mais classy. Tem ainda tempo de passar um base, um blush e um rymel. Um toque de perfume e sente que pode dominar o mundo.

Qual é a primeira coisa que houve assim que entra na recepção? "Estás com um ar tão cansado. Tens umas olheiras enormes! Dormiste bem?".

 

07
Fev18

Ironias da vida

Ontem fiz pela primeira vez na vida um treino HIIT* porque os meus treinos estavam a ficar demasiado fáceis.

Hoje, ironicamente, só me vem à cabeça a expressão "HIITed by a truck" a cada movimento corporal efectuado.

 

*HIIT: High intensity interval training

 

06
Fev18

Eu adoro neve mas...

6:00 - acordar mais cedo para evitar atrasos devido ao nevão previsto para a noite passada

7:00 - sair de casa para tirar a neve do carro

7:20 - arrancar em direção ao trabalho

8:00 - avisar que vou chegar atrasada por causa da neve e do trânsito

8:20 - 5km percorridos numa hora

9:00 - 10km percorridos

9:15 - 12km percorridos em duas horas

9:30 - tendo em conta que ainda me faltavam 28km,e que àquele ritmo não chegava antes do meio dia, dei meia volta e liguei a avisar que ia pedir o dia de férias

10:30 - cheguei a casa novamente, sã e salva.

 

Depois de ter passado três horas na estrada, com tanta neve que fazia inveja ao Pirenéus, com o carro a fugir apesar dos pneus de neve, com a sensação de impotência perante a noção de perigo, depois de ver 3 acidentes  (nenhum deles grave), de ter gasto meio depósito no pára-arranca, sinto-me verdadeiramente arrependida por não ter ignorado o despertador esta manhã.

 

Eu adoro neve, mas será que dá para planear a sua queda apenas ao fim de semana, onde as pessoas tem mais tempo para perder na estrada e pelo menos podem aproveitar para ir passear e brincar com o manto branco? É que isto à semana não dá jeito nenhum...

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