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Blog da Margarida

Blog da Margarida

23
Mar18

Sextas com ar de segunda

Ontem saí do trabalho a desejar a sexta-feira ainda mais do que o normal por conta de uma dor de cabeça "daquelas" como já não tinha há muito tempo, e que não me permitiu fazer grande coisa. Não houve ginásio, nem cozinhar, nem tarefas domésticas: basicamente, saí do trabalho, passei no restaurante chinês para comprar o jantar, tomei banho e enfiei-me na cama. 

Deitei-me com a certeza garantida que hoje o dia ia correr melhor porque já seria sexta-feira, com bónus da previsão de sol. Contudo, não foi de todo o que se passou:

  • acordei às 4 da manhã com dor de dentes;
  • desliguei o despertador para dormir mais 5 minutos que se transformaram em meia hora de atraso;
  • abri a janela e o sol esperado era afinal um lindo dia tipicamente inglês, if you know what I mean;
  • ontem estacionei o meu carro de forma a bloquear o do moço, então tive que levar com uns "despacha-te que eu tenho de me ir embora!" a cada 40 segundos (ele deve gostar de viver no limite das minhas tendências assassinas!);

Como se isto não bastasse para enervar uma pessoa logo pela manhã (mesmo sendo alguém que geralmente não sofre dos nerves, como eu), ainda tinha uma surpresa na caixa de correio - o remate perfeito, o toque final, a cereja no topo do bolo para este inicio de manhã -, uma bela de uma multa por excesso de velocidade para pagar.

Bom dia também para vocês.

 

19
Mar18

Sabes que tens levado os treinos a sério quando...

Digam lá se não estavam à espera que eu falasse da roupa que deixa de servir, ou da regularização do sono, ou das outras 789476151 vantagens de correr? Não desta vez, meus caros.

Até para mim isto foi uma surpresa porque nunca ninguém me tinha avisado que correr implica calos, bolhas e unhas dos pés negras - mesmo com boas sapatilhas e com boas meias (ou peúgas, como queiram, mas na minha terra diz-se "meias").

Não é coisa que me incomode porque tenho a facilidade/felicidade de trabalhar de crocs e o desconforto nos pés não costuma chegar nem à corrida seguinte. Por outro lado, aceito uns pés feios como preço a pagar pela quantidade de endorfinas libertada a cada treino.

Já a esteticista discorda de mim. É raro lá ir mas desta vez não vim embora sem uma reprimenda sob o olhar chocado dela:

-"Minina! Qui é isso! Qui pé dji ómi é esse? Larga esse negócio dji corrida, mulhé! Isso num é pé dji mulhé, não!".

Tivesse ela ideia do esforço e suor que, literalmente, me sai do corpo para ter os pés desta maneira e acho que ainda lhe dava uma coisinha má.

 

Screenshot_20180319-152224.png

E uma coisinha má foi quase o que me aconteceu ontem quando vi os tempos que fiz - não tivesse eu a certeza que o meu telemóvel e relógio funcionam perfeitamente, diria que havia um engano neste treino. Ainda não sei quem operou o milagre mas não há erro, fui mesmo eu que evoluí e tenho umas quantas bolhas e uma grande unha negra para o provar.

18
Mar18

Previsão do tempo: ele vai passar

Ando numa fase de introspecção. Sobre a vida, sobre a morte, sobre o que cá fica quando se parte, sobre como "gastamos" o nosso tempo, sendo ele tão banal e coincidentemente, tão precioso para quem o tem escasso.

Tenho dado por mim a pensar que os velhos foram jovens um dia. Que também eles tiveram um dia sonhos, vontades, desejos, comportamentos impulsivos controlados por hormonas enquanto adolescentes, noitadas com amigos. Que tomaram decisões precipitadas, que amaram até sentirem arrepios na barriga, que tiveram desilusões e adormeceram de cansaço depois de tanto chorar. Que tentaram ser melhores e conseguiram. Ou então, falharam. Que a minha avó foi em tempos uma mulher diferente da senhora de cabelo branco e xaile às costas que eu sempre conheci, e que até o meu avô foi uma criança (traquina e reguila, talvez?) antes de se fazer homem e passar a fumar dois maços de cigarros por dia.

A vida passa levada pelo tempo, e o que é que fica? Dos meus avós, ficam as recordações e a saudade. Dos pais deles? Nem isso, não lhes sei nem o nome. 

É-me difícil aceitar que um dia também eu não vou ser mais do que uma fotografia num móvel de alguém, que me olharão com a indiferença de mais um objecto decorativo. Eu, não os outros, mas eu - pessoa complexa, cheia de planos e historias, energia, optimismo e mau feitio. 

Todos seremos reduzidos a lembranças e lá ficaremos até que quem nos tem guardado na memória também lá chegue. E isto dói-me, pensar em como o tempo é um bem tão precioso como ignorado e desvalorizado, e como é difícil aceitar o ciclo da vida quando percebemos que também fazemos parte dele.

12
Mar18

Ser adulto é isto

Não vamos para novos quando pouca coisa se compara à paz interior sentida num domingo à noite, enquanto nos deitamos numa cama com lençóis acabados de lavar, depois de:

 

- ter as tarefas domésticas todas terminadas, (incluindo toda a roupa que se suja com tanto treino, jogos de futebol, ginásio e mais quatro animais dentro de casa);

- compras feitas, dispensa e frigorífico cheios;

- corrida de sábado e domingo efectuadas (no sábado fiz o melhor tempo, no domingo a melhor distância até hoje);

- sopas e marmitas bem adiantadas para a semana;

- descanso e namoro q.b.;

- filmes nomeados a óscar vistos (incluindo o do homem-peixe, ou peixe-homem, ou lá o que era aquilo).

 

Parece que os 28 me bateram com tanta força que transformaram a minha desorganização crónica numa agenda mental que realmente funciona, e me ajuda a ter tempo para fazer tudo - afinal não são só as rugas, a maturidade (como quem diz, a velhice) também trás coisas boas!

 

07
Mar18

DIY é plágio?

Andava eu perdida pelas ideias de decoração do Pinterest quando bati com os olhos numa mesa de jantar, linda que só ela e que ficava maravilhosamente na minha casa. Fui procurar o vendedor/fornecedor, e encontrei alguém que as vendia relativamente perto de mim mas com o inconveniente do preço, que rondava os 2500€.

Já não ia voltar a pensar no assunto (porque já tenho uma mesa e não ia dispensar o valor de uma semana no México por um capricho destes), até que enquanto continuava a fazer scroll na mesma aplicação, vi umas fotos de como fazer eu própria a mesa, o chamado DYI (Do It Yourself). 

Parecia tão simples que decidi arriscar, e com um favor vindo dali e uma tábua de madeira vinda dacolá, terei uma réplica de mesa de jantar que me custou me custou 5% do valor da original.

Vamos tratar de recolher os materiais e montá-la na sexta-feira, mas assolou-me agora a dúvida: cada vez que olhar para a minha sala, devo ficar orgulhosa pelo trabalho feito em equipa com o meu chéri, ou devia ter vergonha por estar a plagiar o trabalho de alguém? É que nunca tinha olhado para os tutoriais de bricolage como sendo um "pau de dois bicos"...

01
Mar18

O que é que Fevereiro te trouxe?

Não foi bem Fevereiro, na realidade. Foi Janeiro que me lançou um "abre-olhos" sobre a forma como estava a encaminhar os meus objectivos, que mais uma vez estava a deixar tudo para "amanhã" porque "hoje" tinha tido um dia duro, estava cansada, doía-me a cabeça, e teca-teca-teca. 

Colei um calendário no frigorífico, em que passei a apontar os dias de exercício: seria ridículo dizer que numa semana de 7 dias (168 horas), eu não conseguiria arranjar pelo menos 3 horas para ir correr. 

Um mês (de apenas 28 dias!) já passou, com 50km feitos e tempos melhorados em 20 segundos por quilómetro para a mesma distância.

Ontem era dia de descanso mas não ia deixar de atingir o meu objectivo por uma corridinha de 15 minutos (como auto-recompensa, fui comprar uma sapatilhas novas ).

Screenshot_20180228-215316.png

Que esta motivação se mantenha porque, verdade seja dita, já não me sentia tão bem humorada e com tanta energia há muito tempo!

 

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