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Blog da Margarida

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11
Jul18

Não tenho coracão de adepta

Costumo dizer que não gosto de futebol, mas isso não é correto: o que quero dizer é que não gosto de ver futebol. Ser casada com um benfiquista-semi-fanático, que também é árbitro (actividade que fez com que ele deixa-se de ser fanático) e apaixonado pelo desporto-rei, "obriga-me" de certa forma a conviver com a modalidade, seja porque faço questão de saber sempre como correm os seus jogos enquanto árbitro, seja porque em casa a televisão não dá outra coisa que não sejam jogos mesmo de uma liga qualquer estrangeira, ou porque as conversas entre amigos tem sempre um tema comum. 

A verdade é que com os anos passei a gostar de futebol: conheço os jogadores nacionais e internacionais, gosto de ler as noticias desportivas, gosto de ver programas de futebol (especialmente o Maisfutebol da tvi), mas não gosto de ver o jogo em si: mesmo os jogos da selecção portuguesa, costumo seguir os 90 minutos apenas através da aplicação Live score.

Pensei durante muito tempo que seria por falta de paciência para ver duas dezenas de homens adultos correr atrás de uma bola, mas ontem percebi que não. Depois de viver na Bélgica algum tempo como eu, duvido que alguém não fique a adorar aquele país (arrisco dizer que são os "portugueses da Europa central", pela sua simpatia, hospitalidade e simplicidade). Por isso, lá decidimos ir ver o jogo Bélgica-França na Bélgica, numa praça publica com um ecrã gigante no meio de adeptos belgas (e alguns franceses também), achando eu que por não ser a equipa das quinas, iria sofrer menos parece que não sou muito boa a prever emoções

É certo que não era o meu país, mas vi-me envolvida num ambiente de adeptos que gritaram e cantaram o tempo para apoiar a sua equipa, tive as lágrimas nos olhos, tive as unhas roídas, tive os batimentos cardíacos acelerados, tive um semi-piripaque a cada remate à baliza francesa. No final, perdemos o jogo e o resultado não foi merecido: os meus queridos Diables Rouges entraram e jogaram para ganhar, deram tudo deles, esforçaram-se ao máximo mas só a França conseguiu marcar.

Foi triste mas é só futebol, bem sei, eu é que não nasci com coração preparado para sofrimento de adepta.

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