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Blog da Margarida

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15
Fev18

Os animais nos restaurantes

Esta coisa dos animais nos restaurante já vem a ser falada há muito anos, e claro que há sempre uma enorme indignação à volta do assunto. 

E quem não gosta de animais? E quem tem medo de animais? E quem tem alergia aos pêlos de animais, é obrigado a comer tostas mistas de pêlo? São estas umas das principais questões, e que muito bem, tem de ser discutidas. 

Aqui o cerne da coisa é quem tem de discutir estas questões, que não são nada mais, nada menos do que os proprietários dos estabelecimentos. São estes que têm de decidir que tipo de cliente querem atrair para o seu negócio dependendo se aceitam animais ou não. Contudo, haverão alguns pontos importantes a refletir:

  • Ser contra a entrada de animais em restaurantes é como ser contra o casamento homossexual. Se não têm nem gostam de animais, esta lei não vos afeta - só tem de escolher estabelecimentos que recuse a entrada dos mesmos. Não se ganha nada em boicotar a vida de quem é feliz com outra ideologia;
  • Quando se fala em animais, óbvio que se fala de cães. Ninguém vai tomar café com uma galinha na mochila, ou jantar com uma cabrita à trela. Quando muito, esta lei pode atingir os felinos, mas sendo dona e amante de gatos, garanto que não serão muitos;
  • Cães barulhentos ou agressivos, estou crente que serão raríssimas as vezes em que os vamos ver. Não por confiar no bom senso dos proprietários (porque depois de vários anos a trabalhar em clínica veterinária, deixei de acreditar nesse factor), mas porque ninguém vai gastar o seu rico dinherinho num jantar em que não consegue comer tranquilo com o cão que puxa a trela ou ladra ou tenta atacar alguém. Acredito que esses casos tentarão uma vez "experimentar" a nova lei, mas quando perceberem que um cão mal educado não permite duas garfadas seguidas sem incomodar, é certo e seguro que para a próxima o Bobby fica em casa; 
  • Esta semana fui ao Mcdonald's e vi uma senhora a mudar a fralda ao seu bebé em cima de uma mesa, enquanto toda a gente comia à volta. Não posso por isso dizer que toda a gente troca fraldas a bebés em cima da mesa nos restaurantes. Haverão sempre pessoas menos educadas ou os menos limpas, mas não podemos fazer disso regra;
  • O ideal seria dentro do mesmo restaurante haver zonas para clientes com animais e zonas sem, mas quando isso não for possível, o que não faltará em Portugal são cafés e restaurantes para quem quer/não quer jantar com animais ao lado;
  • Há 5 anos mudei-me para um país onde os cães podem entrar em todo o lado,excepto supermercados. A minha cadela desde bebé que anda de comboio, autocarro, vai a lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés (não só neste país, mas em vários outros da Europa central) e nunca tive o mais pequeno problema. Em Amesterdão recusaram-me a entrada por estar com aCamila, e sem dramas, procurei outro restaurante onde ela fosse aceite;
    • Já antes de mudar de país tinha um cão que ia regularmente comigo a cafés e restaurantes escolhidos a dedo por ter esplanada. Era um cão bastante grande do qual muita gente tinha medo (exatamente pelo tamanho), mas a maior parte das vezes ninguém dava por ele, já que ficava deitado aos meus pés por baixo da mesa ou da minha cadeira. Nunca tive problema ou chatice alguma; 
    • Um subponto aqui para aqueles que dizem que os cães no estrangeiro são mais educados: os cães são os mesmo em Portugal e na China. O que muda é a sociedade e o tipo de educação dada. Poder levar o cão a mais sítios é um bom começo para ter cães mais educados porque estarão mais habituados a todo o tipo de estímulos.

Portugal está a tentar evoluir em muitos campos e esta pequenina mudança é a prova disso. Haveria coisas mais importantes a fazer como o controlo dos animais abandonados e errantes, informação correta e credível sobre vacinação, desparasitação e castrações, controlo de registos de microchips (ninguém imagina o número de microchips que são colocados mas que não chegam a ser registados em nenhuma base de dados e sem esse registo o microchip de nada serve), entre muitas outras mas começar por permitir a entrada de animais em restaurantes e cafés é alguma coisa.

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